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sábado, 25 de agosto de 2018

Mesa e debates em grupos marcam segundo dia do ENE-RS

por Rodrigo Barrenechea, direto de Porto Alegre

O segundo dia do III ENE RS começou com o painel "Experiências de educação popular no Capitalismo", onde se discutiram as formas de resistência ao projeto mercantil de educação. A mesa contou com Vladimir Mota, da Frente Quilombola, Karahy Tiaguinho, vice-cacique da aldeia indígena de Maquiné, Daiane Marçal, educadora e agricultora no Assentamento Madre Terra, em São Gabriel, e os estudantes Gabito Fernandes, da juventude do PSTU e estudante de História da PUC-RS, e Julia Maria, do Coletivo Alicerce e estudante de jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria, falando das ocupações estudantis nas escolas secundárias e nas universidades.

Quilombos e educação afrocentrada



Os debates começaram com a  exposição do
representante da Frente Quilombola
Vladimir Mota, representando a Frente Quilombola, contou sua experiência nos 6 quilombos que a Frente atua. Especialista em capoeira, ele fala da função desta como elemento de mobilização. Oralidade e troca de experiências, por exemplo, são elementos constituintes de uma forma de compreender a educação diferente do modelo vigente nas escolas. Segundo ele, a capoeira passa por um momento de europeização, de embranquecimento, que prejudica um olhar diferente na educação. O projeto que a Frente toca, o "Sangue que circula", se propõe a ensinar capoeira partindo de uma narrativa, um contar de história que coloca a troca de saberes como centro de um aprendizado coletivo. Isso parte de uma concepção de educação que Mota chama de "afrocentrada", baseada na interação entre educador e educando, colocando-os em pé de igualdade. O objetivo aqui é reeducar nossos preconceitos e realizar a troca do que ele chama de "escuta técnica" - que pressupõe um retorno por meio de formas de avaliação - por uma "escuta orgânica", baseada na compreensão, sem a necessidade dessa devolução de forma compulsória.

Mesa sobre educação e reformas abre III ENE gaúcho

Por Rodrigo Barrenechea, direto de Porto Alegre

Teve início na noite desta sexta (24) a Etapa gaúcha do III ENE (Encontro Estadual de Educação). Cerca de 250 pessoas se reuniram no auditório da Escola Técnica Parobé, no centro de Porto Alegre. O tema central desta edição é a construção de um projeto classista, democrático e socialista para a educação brasileira. Num primeiro momento, houveram as saudações ao Encontro, de entidades como os núcleos de oposição do CPERS, movimentos de luta contra a opressão - como o Movimento Mulheres em Luta e o Quilombo Raça e Classe, ambos da CSP-Conlutas - e partidos políticos, como o PSTU.

Cerca de 250 pessoas lotaram o auditório da Escola Parobé, em Porto Alegre


Passado isso, constituiu-se a primeira mesa, que discutiu o tema "Capitalismo, Trabalho e Educação", com a professora da UFF Eblin Farage, pelo ANDES-SN, Joaninha de Oliveira, professora aposentada da rede estadual de educação de Santa Catarina e representando a Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas e Gustavo Coelho, professor da rede municipal de educação de Porto Alegre e do Coletivo Alicerce.

sábado, 21 de outubro de 2017

Ato marca lançamento da Frente Nacional em Defesa da Educação Pública Superior

por Rodrigo Barrenechea, da redação

Fotos: Rodrigo Barrenechea
   Na tarde desta quinta (19), a Concha Acústica da Uerj foi tomada por estudantes, trabalhadores e população - unidos em defesa da educação superior pública, laica, gratuita e democrática. O governo Temer, mesmo antes da aprovação da PEC 55, já vinha cortando verbas das universidades e laboratórios de pesquisa, aprofundando uma tendência já observada desde os governos anteriores. Com o Reuni, ao mesmo tempo em que se dava uma desenfreada expansão das vagas sem o consequente aumento do custeio, aumentava a cobrança sobre docentes e técnicos por resultados sem que lhes fossem dadas as condições para alcançá-los. Com Temer a situação piorou, já que com o corte de investimentos e a crise econômica, o que era pouco tornou-se menos ainda. Por outro lado, a educação privada não tem muito do que reclamar. Segundo dados do Sindicato das Mantenedoras do Estado de São Paulo, 78% dos formandos dos últimos 10 anos são egressos de faculdades particulares, que em muito se beneficiaram de programas como Fies e Prouni.

domingo, 17 de julho de 2016

MBL após impeachment apóia reacionária Lei da Mordaça a professores

Por Almir Cezar Filho*, da Redação.

O tal Movimento Brasil Livre (MBL), campeão liberal na campanha pró impeachment de Dilma e combate a corrupção dos políticos do PT, sem nada pra "fazer" diante do "honesto" governo Temer (PMDB/PSDB/Centrão), ataca agora apoiando o reacionário projeto de lei da Mordaça aos professores, eufemisticamente chamado de "Escolas Sem Partido".

Nada mais antiliberal do que atacar a 'liberdade de cátedra', um dos direito fundamentais assegurado na Revolução Francesa. Para piorar se alinham com o que há de mais conservador e reacionário na política e sociedade civil brasileira, como os fascistas Bolsonaros e os fundamentalistas religiosos Malafaias.

Deprimente, mas não surpreende. Os liberais brasileiros historicamente sempre agiram assim. Não à toa que desde D. João VI liberais tentam quimeras ideológicas fundindo pervertidamente A Riqueza das Nações de Adam Smith com a Bíblia. "Livre comércio como parte do Plano da Providência"; "Mão Invisível que prepara o Restabelecimento, não só da Ordem Civil, mas também da Ordem Cosmológica".

Os liberalecos querem acabar com a liberdade de cátedra dos professores, pois justamente a Educação e a Ciência podem se contrapor a doutrinação dadas pelas igrejas, famílias alienadas e televisão; a massa de cidadãos esclarecidos pode se insurgir contra a privataria, às contrarreformas em direitos sociais, etc.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Acaba a greve dos Professores no Pará!

A Greve dos Professores no Pará é suspensa! E agora Jatene?

Por Wellingta Macêdo, direto de Belém do Pará.

Professores do Pará realizam o enterro da educação pública do 
estado. (Foto: Ascom Sintepp)
Foram 75 dias de muita luta, sangue, suor e lágrimas. Muitas lágrimas. 75 dias em que uma das categorias mais penalizadas pela política de arrocho salarial, desvalorização da profissão, cortes no orçamento imposto pelo governo federal e aplicado pelos governos estadual e municipal, paralisou suas atividades não apenas para reivindicar um aumento de salário, mas também, para denunciar a situação que se encontra um dos estados que mais sofre com o descaso da gestão pública. Os professores do estado do Pará na última sexta-feira, cinco, encerraram uma das maiores greves já feitas pela categoria no estado. Em uma assembleia dividida com acusações contra a direção do Sintepp, o sindicato dos professores do estado, e ameaça de desfiliação de alguns trabalhadores a categoria decidiu, em uma votação apertada suspender a greve contra o governo de Simão Jatene, do PSDB, e negociar os descontos na folha de pagamento e a reposição de aulas.

Ano passado, a presidente Dilma Roussef sancionou o Plano Nacional de Educação que estabelecia 20 metas e um prazo de 10 anos, para a melhora da qualidade na educação pública do país. Isto aconteceu no final de 2014. No início deste ano, a mesma presidente e seu ministro, dono da pasta de Planejamento, o cara que possui carta branca pra fazer o que quiser, Joaquim Levy, apresentaram o plano de Ajuste Fiscal Econômico que entre outros ataques, apresentou um corte que só na área da Educação foi de 7 bilhões de reais.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Protesto por mais verbas leva 1000 à sede do governo estadual do Rio

por Rodrigo Barrenechea, do Rio de Janeiro

Faixa convocando ato na FFP-UERJ. Fotos: RB
  Na tarde desta quinta (21), por volta de mil pessoas participaram de uma marcha por mais verbas para a educação universitária. Professores, alunos e servidores das 3 universidades estaduais do Rio - UERJ (e seus 3 campi, Maracanã, FFP-São Gonçalo e FEBF-Caxias), UEZO e UENF - e do Colégio de Aplicação da UERJ foram às ruas por mais verbas e pela regularização do pagamento aos terceirizados. A falta de recursos, causada pelos ajustes fiscais implementados pelos governos federal e estadual, vem causando repetidos atrasos nos salários dos funcionários terceirizados. Assim, diversas unidades tem tido dificuldade para funcionar, como o CAp-UERJ e o campus Maracanã da UERJ, que teve o funcionamento dos elevadores paralisado semana passada.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Greve da educação do Pará completa 55 dias de luta

Professores mantêm resistência contra a intransigência do governo de Simão Jatene


por Wellingta Macêdo, de Belém do Pará.


Aluno participa de protesto dos professores paraenses
Foto: Wellingta Macêdo
  No dia 25 de março passado foi deflagrada a greve dos professores da rede estadual de ensino do estado do Pará. Os professores e professoras reivindicam há tempos a valorização do magistério, tão desrespeitado pela política implementada pelo governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Há mais de oito anos Janene governa o estado, que é um dos campeões em falta de estrutura nas escolas públicas, falta de merenda escolar, desvio de verba, o que acaba comprometendo a qualidade de ensino. 


Para além disso, os professores estão lutando pelo pagamento do piso salarial nacional; só que o governo alega que não tem dinheiro e ainda propõe pagar o retroativo do piso em 18 meses. A categoria briga também pela implementação da hora pedagógica e a lotação por jornada, umas das principais polêmicas com o governo, que chegou a chamar os professores de “mafiosos”. Os professores têm realizados passeatas constantes até a SEAD (Secretaria de Administração) e já ocuparam a Seduc (Secretaria de Educação). Na semana passada, ocuparam o CIG (Centro Integrado do Governo) por três dias, numa tentativa de forçar uma negociação com o governo, já que o mesmo até o momento fez apenas uma proposta indecorosa para a categoria e pagou um anúncio milionário na principal rede local, com mentiras e calúnias sobre a greve.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Debate discute criminalização dos movimentos sociais e limites da democracia no RJ

por Rodrigo Barrenechea, editor
da Redação

Fotos: Carolina Agra (especial para a ANotA)
  Na manhã desta terça (17), ocorreu no Auditório Milton Santos, do Instituto de Geociências da  Universidade Federal Fluminense (UFF), o "Debate pela democracia", organizado por Felipe de Souza, aluno do curso de Geografia. Foram convidados(as) militantes de movimentos sociais, ex-presos políticos, professores e quem escreve estas linhas, representando a Agência de Notícias Alternativas (ANotA).

  Foram discutidos o alcance dos processos de criminalização das lutas dos movimentos sindicais, populares e sociais, desde quando esses processos estão ocorrendo, e o caráter enganoso inerente aos inquéritos contra os ativistas, montados utilizando-se de fraudes investigativas e processuais. Apesar de duras discordâncias quanto ao papel que diversas organizações de esquerda desempenharam, especialmente na necessidade de "contra-espionagem" face às atividades dos órgãos de segurança do Estado, o debate transcorreu num clima de franco debate de ideias.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

'Tubarão do ensino' é condenado a 9 anos de prisão e multa milionária por trabalho escravo

por Leone Rangel, de Uberaba (MG)
Especial para a ANOTA

Empresário e político mineiro Marcelo Palmério é condenado
por trabalho escravo em Goiás.
O 'cacique' político de Uberaba e dono e reitor da Uniube, uma das maiores instituições privadas de Minas Gerais, Marcelo Palmério, é condenado a 9 anos de prisão e multas de mais de R$ 8 milhões por trabalho escravo em Goiás.

O empresário Marcelo Palmério é um dos caciques da política em Uberaba, a chamada eminência parda, aquele dirigente político que atua nos bastidores e que tem o verdadeiro poder político. Ele foi um dos responsáveis pelo embate político no PMDB daquela cidade (por ele presidido na época), que resultou na candidatura do ruralista Paulo Piau em detrimento do candidato apoiado pelo ficha suja Anderson Adauto (político profissional, que esteve envolvido no processo do mensalão). Paulo Piau é o atual prefeito de Uberaba, enquanto o PMDB de Uberaba é presidido por Eduardo Palmério, que salvo melhor juízo, é filho de Marcelo, que continua na executiva daquele partido.

Além disso, ele é Reitor da Universidade de Uberaba, a Uniube, uma das maiores instituições privadas de Minas Gerais, quiçá do Brasil, instituição que conta com mais de 12.000 alunos, e também proprietário de empresas de florestamento, reflorestamento, extração e comércio de madeira.

Marcelo Palmério acaba de ser condenado a nove anos de prisão e ao pagamento de multa superior a R$8 milhões pela Justiça Federal, pelos crimes de trabalho escravo e falsidade ideológica (arts. 149 e 299 do Código Penal).

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Realizada importante assembleia pelo Sinte-MED neste 11 de agosto

Assembleia Geral discutiu 30 Horas, Assédio Moral, Insalubridade, Desvio de Função, além de eleger representantes para a Plenária da FASUBRA e ratificar alterações na direção do sindicato.

Por Leone Rangel, de Uberaba/MG
Especial para o SINTE-MED e para a AnoTa

Em assembleia geral realizada neste dia 11.08.2014, presidida por uma das Coordenadoras Gerais do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior de Uberaba (Sinte-MED), SIMEA APARECIDA, os técnicos administrativos da UFTM discutiram assuntos de interesse da categoria profissional. Deste importante encontro deliberativo do SINTE-MED, além de Simea, participaram, também, as coordenadoras do sindicato MAIDA LEAL, DANIELA NESPOLI, MÁRCIA RESENDE, NORMA SUELI, ROSA EMÍLIA e ILZA MARTINS, além do assessor jurídico o advogado ADRIANO ESPÍNDOLA CAVALHEIRO. Entre os assuntos tratados na assembleia, estiveram os trabalhos da Comissão de Viabilização da Implementação da Jornada Semanal de 30h na UFTM, adicional de insalubridade, desvio de função e diferenças remuneratórias, além de eleger delegados para a Plenária da Nacional da FASUBRA e ratificar remanejamento de membros da diretoria, em face do afastamento de dois diretores. 

A assembleia votou, também, duas moções uma de apoio aos servidores técnicos administrativos da Universidade Federal Santa Catarina e outra de repúdio à Reitora daquela Universidade, Roselane Neckel. Isso porque, os trabalhadores da UFSC, a chamada greve de portas abertas, onde os trabalhadores, à revelia da direção da Universidade, aderiram ao sistema de turnos de seis horas, deixando a universidade aberta nos horários nos quais os estudantes e usuários em geral sempre encontravam as portas fechadas. Isso porque, com o fim da greve nacional de 2014, após dois anos de trabalho da Comissão de 30h daquela Universidade, a reitoria baixou portaria determinando o cumprimento de 40h, fazendo letra morta o trabalho da comissão, que decorreu de acordo da greve ainda de 2012.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Rio de Janeiro recebe Encontro Nacional de Educação

por Rodrigo Barrenechea, editor*


Foto: Blog ENE
  Neste último fim-de-semana, a cidade recebeu o Encontro Nacional de Educação (ENE). Com cerca de 3,7 mil credenciados, o encontro foi organizado por entidades ligadas ao setor, como o ANDES-SN (dos professores universitários), SINASEFE (funcionários da educação federal), CSP-Conlutas, Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre (ANEL), entre outras. Entre os objetivos do ENE, estavam a defesa da educação pública, a crítica ao Plano Nacional de Educação (PNE), recentemente aprovado pelo Congresso Nacional, e a construção de um calendário de mobilizações para o próximo período.

  O ENE foi realizado em 3 dias. Na sexta (08), foi realizada uma marcha em defesa da educação publica, laica e de qualidade. Cerca de 2 mil pessoas caminharam pelo centro do Rio, reivindicando melhorias nas escolas, fim da destinação de verbas públicas ao ensino privado e destinação imediata de 10% do PIB para a educação pública. Destaca-se a participação de presidenciáveis, como Zé Maria (PSTU), lideranças sindicais, como Mauro Puerro (da CSP-Conlutas) e Marinalva Oliveira (do ANDES-SN), e estudantis, como os integrantes da ANEL e da Oposição de Esquerda da UNE (União Nacional dos Estudantes).

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Carta Aberta à Comunidade da UFTM e à população de Uberaba

por Adriano Espíndola Cavalheiro, de Uberaba (MG)

Essa semana, pela gravidade dos fatos de seu conteúdo, compartilho com leitores de minha coluna aqui na Anota, não um texto de minha autoria, como faço semanalmente, mas texto de autoria do movimento estudantil da UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), que traz um retrato dramático da situação na referida Universidade, localizada em Uberaba, Minas Gerais.

CARTA ABERTA À COMUNIDADE DA UFTM E À POPULAÇÃO DE UBERABA

A Universidade Federal do Triângulo Mineiro há anos vem enfrentando um grave processo de precarização materializado na falta de professores, políticas de permanência estudantil ineficientes, infraestrutura insuficiente para a consolidação dos cursos abertos pelo REUNI, entre diversos outros problemas, os quais prejudicam não apenas o corpo discente da UFTM, mas toda a comunidade, inclusive, os usuários do Hospital de Clínicas da UFTM. Para se ter uma idéia, faltam até mesmo materiais básicos como gazes ou sabonete para dar banho nos pacientes do hospital. A situação é tão grave que não está descartada a possibilidade de que alguns cursos paralisem as suas atividades nos próximos semestres pelas péssimas condições de funcionamento, inclusive, com prejuízo na formatura dos estudantes, devido à impossibilidade de realização de estágios e cumprimento de carga horária mínima.

Apesar dessa situação nos campi da universidade em Uberaba, que envolve também a falta de professores, exigir toda a atenção e esforços daqueles que dirigem a UFTM para solucioná-los, encontra-se em andamento projeto de expansão da Universidade para as cidades de Araxá e Iturama. É importante ressaltar que não somos contrários à instalação de campi nestas cidades, mas apenas que entendemos que se os problemas que assolam a UFTM em Uberaba não forem resolvidos antes da expansão pretendida, os novos campi enfrentarão problemas iguais ou piores dos que aqueles que enfrentados aqui. Por isto defendemos que os problemas da sede sejam minimamente solucionados antes que se parta para a abertura de novas unidades na região.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Direito de greve e de distribuir e afixar materiais

Antecipação de tutela por direito de greve - o caso dos técnicos-administrativos da UFTM no HC

por Adriano Espíndola Cavalheiro, de Uberaba (MG)

Companheiros,

Desde a assessoria jurídica do SINDICATO DOS TRABALHADORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR DO MUNICÍPIO DE UBERABA / SINTE-MED, a qual o escritório de advocacia do qual sou sócio assumiu acerca de 30 dias, conquistamos importante vitória em defesa do direito de greve dos Servidores Técnicos Administrativos das Universidades Federais brasileiras.

A UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) aderiu ao EBSERH, transferindo a este a gestão de seu Hospital das Clínicas. Imediatamente após a notificação à Universidade Federal de nossa greve, o EBSERH fez baixar ofício circular totalmente ilegal, por meio do qual, pretendia submeter à autorização prévia quaisquer informativos que o Sindicato ou o movimento grevista pretendesse afixar nos murais do Hospital de Clínicas. Na mesma circular o EBSERH autoriza a pronta remoção e eliminação de todas as faixas, panfletos, jornais, etc, afixados pelo movimento grevista, sem observância de seu draconiano regramento.

Diante disso, acionamos o Poder Judiciário, pedindo liminar para garantir a afixação das faixas, cartazes, panfletos, enfim, todos os materiais sindicais, sejam eles relacionados ou não à greve em curso.

Acabamos de conquistar liminar nos seguintes termos:

terça-feira, 8 de abril de 2014

Nós não estamos na propaganda do MEC na TV!

por Gibran Jordão, técnico-administrativo em Educação e coordenador geral da FASUBRA
especial para ANOTA

A propaganda MILIONÁRIA do Ministério da Educação em horário nobre em todos os canais de TV, inclusive na Rede Globo, tenta mostrar um país paraíso da educação, onde tudo é lindo e maravilhoso!

É a contra propaganda do governo para tentar ganhar a opinião publica que nas ultimas pesquisas está muito insatisfeita com as politicas do governo para saúde e educação. 

Ao invés de mudar a logica das prioridades da economia que está hoje totalmente comprometida com o pagamento dos juros da divida, o MEC e consequentemente o próprio governo Dilma prefere vender ilusões na grande mídia!

A miséria de nossa educação e nossos atrasos culturais são infinitamente maiores que as comparações entre os governos do PT e PSDB... O povo tem pressa, mas lamentavelmente ao optar em governar com a direita vai sempre aplicar uma politica econômica que só beneficia empreiteiras, montadoras, bancos e o agronegócios... Dilma e o PT jamais irão romper com a burguesia para governar para os trabalhadores! 

Por isso, nenhuma ilusão nesse governo é preciso fortalecer a nossa greve, pois só a luta muda a vida! 

Amanhã [08/04] vamos visitar a greve da UNILAB. Uma greve daqueles que constroem as melhores universidades do país, mas não aparecem na propaganda e recebem o menor piso salarial do funcionalismo publico federal.

A greve precisa ir as ruas denunciar as mentiras do governo na TV !

NEGOCIA DILMA!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Técnicos-administrativos da UFTM em greve conquistam primeiras vitórias com o movimento

por Adriano Espíndola Cavalheiro, de Uberaba (MG)
da Sucursal e do blog Defesa do Trabalhador 

Técnico-administrativos da UFTM em greve
protestam em frente do prédio da Reitoria
Em greve desde 17 de março, os Servidores Federais Técnicos Administrativos da UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), situada em Uberaba, interior de Minas Gerais, através da direção e assessoria jurídica do Sinte-med (Sindicato dos servidores técnicos-administrativos da UFTM) e do o Comando Local de Greve, reuniram-se com o Reitor da referida instituição de ensino superior, Prof. Virmondes Rodrigues Junior, no dia 03/04.

Na reunião além de apresentação pelos servidores de sua pauta local (a greve abrange todas as universidades federais do país, com uma pauta nacional a ser negociada pelo Comando Nacional de Greve com o Ministério da Educação e com o Governo Dilma e outra local, referente às reivindicações diretas dos trabalhadores de cada Universidade, a ser negociada diretamente com as Reitorias), discutiu-se a questão da cessão de servidores e, ainda,  a necessidade de respeito ao direito de greve dos servidores. O fim dos processos judiciais contra os estudantes que estão mobilizados em defesa da qualidade do Ensino na UFTM e protagonizaram recentemente ocupação do Centro Educacional, também esteve nas discussões com o Reitor, vez que é um dos pontos da Pauta apresentada.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

"Sobre nossa greve" - relato do movimento das universidades federais

por Gibran Jordão, técnico-administrativo em Educação e coordenador geral da FASUBRA
especial para ANOTA

Reitorias ocupadas pelos técnicos-administrativos em greve.
Mais uma ação que se espalha pelo Brasil.
Hoje estive no MEC (Ministério da Educação) representando a FASUBRA (Federação dos Técnicos-Administrativos em Educação das Universidade Brasileiras) em conjunto com os bravos companheiros do ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes Universitários) e da ASUNIRIO (Seção sindical do ANDES na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO), o tema era a crise do hospital universitário. Segundo o relato dos companheir@s da UNIRIO o curso de Medicina não fechou por conta de um voto no colegiado tamanha à crise causada por falta de recursos, pois a política do MEC é destruir os hospitais que não aderirem a EBSERH.

Resposta do MEC ao final da reunião: EBSERH ou MORTE!

Segundo pesquisa IBOPE: 65% da população reprovam a política do governo para a educação e 77% reprovam a saúde.Essa mesma pesquisa demonstrou que aprovação do governo Dilma caiu 7 pontos.

O espantoso diante dessa conjuntura momentânea são companheir@s da nossa base fazer campanha de contra-informação sistemática contra a greve que estamos construindo... Como se não tivéssemos nenhum motivo para lutar! Essa ação ajuda o governo a derrotar a nossa greve e joga insegurança na categoria. 

Quero dizer a tod@s àqueles que estão construindo a greve que estamos diante de uma grande oportunidade histórica. A disposição de apoiar e construir lutas que está flutuando no imaginário social nos ajuda!

Nós somos responsáveis pela formação dos melhores profissionais dos mais variados ramos do mundo do trabalho e pelo funcionamento das melhores instituições de ensino superior do país. Garantindo o ensino e a produção cientifica brasileira através da pesquisa e extensão... Contribuímos para a qualificação da cultura do povo brasileiro, mas o governo nos paga o pior piso salarial do funcionalismo publico, um salário mínimo e meio. 

Recebemos o mais baixo valor no auxílio alimentação e no auxilio pré-escolar entre trabalhadores dos Três Poderes. E sofremos na pele o assédio moral e as terceirizações como política de gestão, para o governo somos “bucha de canhão” do processo de “expansão precarizada” das universidades.

Por isso tudo há milhares de pessoas decididas a lutar por dignidade em praticamente todas as universidades federais desse país... Saúdo a deflagração da greve dos companheir@s da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) marcada para o dia 07/04, entre as IFES gigantes estava faltando os companheiros de Minas.

A bola está com o governo, pois nossa greve desafia e cresce!

Quantos pontos mais o governo está disposto a perder nas pesquisas para derrotar a nossa greve?

quinta-feira, 27 de março de 2014

Tem início o XIV Congresso do SEPE-RJ

por Rodrigo Barrenechea, da Redação


Na noite desta quarta, 26/03, começou o XIV Congresso Ordinário do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, o Sepe. Sob o lema "As jornadas de junho, o sindicato e a luta pela educação pública, laica e de qualidade, contra a criminalização dos movimentos sociais", está sendo realizado dos dias 26 a 29 deste mês, no Club Municipal, na Tijuca. 21 teses gerais, além de teses específicas, foram apresentadas ao Congresso, mostrando uma grande diversidade de opiniões na categoria.


O Congresso tem duas questões centrais: discutir um plano de lutas para os próximos anos, especialmente neste ano de Copa do Mundo, onde os gastos com o evento, em detrimento aos investimentos em saúde, moradia e educação, tem sido intensamente criticados; e como o sindicato e o movimento dos educadores vai se inserir nas mobilizações nacionalmente, especificamente quando há teses que defendem a filiação do sindicato à CSP-Conlutas ou sua refiliação à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE -, filiada à CUT.

Na mesa de abertura do Congresso, intelectuais discutem impacto das jornadas de junho na luta pela educação pública

O Congresso foi instalado no início da noite de ontem, compondo a mesa algumas integrantes da direção do Sepe estadual e os professores Roberto Leher, da faculdade de educação da UFRJ, e Gilberto Souza, da rede estadual de São Paulo e co-autor do livro "A proletarização do professor" (Editora Sundermann, disponível aqui). Além disso, antes da palestra dos professores, representantes de diversas entidades fizeram saudações ao Congresso, como Osvaldo Bargas, pela CUT, Joaninha de Oliveira, pela CSP-Conlutas, Sônia Lucio, pelo ANDES-SN, Samantha Guedes, pelo Movimento Mulheres em Luta e Paula Falcão, pela Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre (ANEL).

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Notícias do movimento sindical combativo na UFTM

Especial para ANotA

Após anos de inércia, devido orientação/referências políticas equivocadas, o movimento sindical dos trabalhadores técnicos administrativos (TAE), ou seja, dos servidores federais da UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), situada em Uberaba/MG - depois da recente vitória nas eleições do Sinte-med pela da Chapa de Oposição apoiada pela CSP-Conlutas - começa a dar sinais de mudanças.

Atos contra a terceirização do Hospital Universitário via EBSERH, democratização e ampla divulgação das assembleias, apoio à luta dos estudantes, luta pela implementação da jornada de trabalho de 30 horas, eventos de formação política-sindical para diretoria, participação de eventos da FASUBRA (Federação de Sindicato de Trabalhadores Técnico-Administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil), além de preparativos para a realização de uma forte greve geral da categoria, foram algumas das realizações da nova diretoria do Sinte-med que tomou posse no final de 2013.

TURNOS CONTÍNUOS COM REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

Uma das bandeiras levantada pela direção do Sindicato é a implementação da jornada de trinta horas para todos os servidores da Universidade. Combatida por setores reacionários da sociedade, a proposta para a redução da jornada dos técnicos administrativos para 30 horas de trabalho semanais - inclusive, mas não só, do pessoal lotado no Hospital das Clínicas - acaba sendo benéfica não apenas para o servidor, mas para a qualidade do serviço público e para o próprio usuário, pois não se pretende apenas a redução de jornada, mas também que toda a Universidade funcione em turnos contínuos, aumentando assim as vagas na Universidade Pública e o tempo de atendimento da população em todos os seus setores.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Formandos em arquitetura e urbanismo da UFF escolhem o pedreiro Amarildo como patrono

por Juzerley Santos, da Redação
Família de Amarildo com cartaz da campanha

Os estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF) escolheram como patrono de sua turma de formatura o ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, desaparecido em 14 de julho deste ano após ser detido por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, onde era morador.

Um símbolo da lutra contra o governo Cabral e a violência policial, a mobilização em torno ao seu desaparecimento, como o lema "onde está Amarildo?", gerou uma enorme campanha de solidariedade nacional e internacional. 

Leia abaixo o texto lido na cerimônia de formatura em homenagem a memória de Amarildo e o que levou os estudantes de da UFF, de repente de um mundo completamente diferente do pedreiro "desaparecido" à reverenciá-lo.
"O patrono desta turma foi auxiliar de pedreiro. Dedicava-se a executar, com mente, mãos e músculos, o que nós, arquitetos, planejávamos em nossas telas de computador. Seu nome era Amarildo. Pensar no pedreiro Amarildo é pensar no trabalho alienante (no escritório e no canteiro), na divisão social do trabalho, na mão-de-obra executora, afastada do conhecimento... 
Em uma realidade que reserva a nós, arquitetos, um diploma em mãos, e a ele sacos de cimento nos ombros. Mas é também pensar na potência da autoconstrução, do conhecimento encarnado de quem todos os dias experimenta, improvisa, se desdobra e constrói um saber arquitetônico que a academia não ensina. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Descartes e o ENEM

por Max Laureano, do Rio de Janeiro

Cartão-resposta do ENEM 2013 (Foto: ABr)
Analisando a parte de Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Sociologia, Filosofia e Geografia) do ENEM 2013, percebo algumas contradições e uma acelerada no processo de elitização do ensino superior. Textos pesados de Descartes, Kant, Karl Marx e outros pensadores não tão conhecidos, com questões, sejamos sinceros, com nível de dificuldade quase que de nível superior.

Qual estudante da maior parte da rede pública teve acesso a textos e a um  foco interpretativo, da forma como foi pedido nessa prova, tanto nas questões de Humanas, quanto nas de Ciências da Natureza ( Biologia, Química e Física)?

Isso se torna mais grave quando levamos em conta que no estado do Rio de Janeiro houve, além da greve, um corte nos tempos de Sociologia e Filosofia? Quem não teve essas matérias a fundo, não adianta: está fora do ensino superior público federal ano que vem. E talvez em outros.