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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sem apoio, Criciúma Feminino pode ficar fora do Mundial Interclubes de futsal da FIFA

   Time carioca foi o único brasileiro convidado a participar do torneio, em janeiro, na Espanha

Por Rafaella Barreto, via e-mail

Foto: Divulgação
Prestes a completar 2 anos de vida, o Criciúma Futebol Feminino recebeu o convite mais importante de sua história: representar o Brasil no Mundial Interclubes de Futsal da FIFA. O torneio acontecerá entre os dias 3 e 5 de janeiro, em Madrid, na Espanha.

O "Tigre Carioca" nasceu em fevereiro de 2013 com apenas duas atletas. Hoje, apesar do pouco tempo de existência, coleciona troféus e é o atual Vice-Campeão Brasileiro de Futsal, sua especialidade. Atuante também em outras modalidades do esporte, já disputou o FIFA Beach Soccer, um amistoso contra a Seleção Brasileira Sub-17 e está na final do Campeonato de Peladas do Extra, um dos principais torneios de society do Rio de Janeiro, que acontecerá no próximo domingo (07/12) no Aterro do Flamengo.

Apesar do histórico vitorioso, o Criciúma ainda não está garantido no Mundial. Passando pelo mesmo drama que a Seleção Brasileira de Futsal Feminino enfrentou no mês passado, faltam as passagens das atletas, já que a hospedagem, alimentação e traslado serão pagos pelo clube espanhol Atlético de Madrid.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Qual é o segredo do sucesso do Chile?

por Rodrigo Barrenechea*, da Redação

Campanha nas redes sociais aproveita declaração
de Eduardo Paes para "engrossar" a torcida argentina
  Em toda Copa do Mundo, os brasileiros escolhem, além de sua própria seleção, outro time para torcer. Normalmente é um país mais fraco, que nunca tenha sido campeão. Isso tem várias razões: simpatia pelos "menores", rivalidade com outras grandes potências do futebol, encanto com uma equipe que esteja jogando bem. A Argentina, grande rival do Brasil - para quem normalmente se torce "contra" - tem recebido simpatia desde que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, prometeu cometer suicídio no caso dos "hermanos" chegarem ao título. A
Costa Rica e a Colômbia, por conta de seu belo futebol, tem sido bastante elogiadas, recebendo o carinho da torcida. De forma geral, esta Copa tem sido dos latino-americanos - incluindo-se nesse grupo a presença alienígena dos EUA -, muito mais que de africanos ou europeus. Contudo, uma equipe vem se destacando tanto nos aplausos dos críticos quanto no carinho das pessoas: o Chile.


  Mas o que "La Roja" tem de diferente? Chile e Brasil tem tanto semelhanças quanto diferenças, tanto no futebol quanto na sua condição como países pobres. Ambos fazem parte da América Latina, tem sérios problemas sociais e passam por processos de luta política em seus países. Os dois são governados por coalizões entre partidos da esquerda tradicional e da centro-direita, no que se chama no jargão uma "frente popular". Os dois vivem, nos últimos anos, importantes mobilizações populares, especialmente em torno do tema da educação. Porém, há diferenças importantes. Para citar algumas: no mesmo tema da educação, enquanto aqui se briga por melhores salários e condições de trabalho para professores e funcionários, no Chile se luta pela gratuidade da educação superior. Isso mesmo! Por lá, as universidades públicas cobram pela educação, não apenas aos mais ricos, mas a todos os alunos. Já no futebol, enquanto a amarelinha já mostra 5 estrelas de campeão em seu uniforme, o Chile chegou a um honroso 3º lugar em 1962, quando foi o país-sede. Em termos de tradição, a distância é gigantesca.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A Copa que todos podem ver

   Por Rafaella Barreto, especial para a ANotA

Foto: Rafaella Barreto.
   A Copa Popular, evento organizado pelo Comitê Popular Rio de Copa e Olimpíadas, em parceria com a ANAFF (Associação Nacional de Futebol Feminino), tem o intuito de denunciar as violações de direitos fundamentais, em razão das obras de preparação da cidade para Copa do Mundo e Olimpíadas 2016.

   A competição conta com a participação de times masculinos e femininos, de grupos atingidos pelos projetos dos mega eventos esportivos. São moradores de comunidades ameaçadas de remoção, torcedores, camelôs ou apoiadores da causa.

   Segundo Renato Cosentino, membro do Comitê, mais de 20 mil famílias foram obrigadas a abandonar suas casas, desde 2009, em decorrência dos projetos ligados à Copa e Olimpíadas. "Fizemos a primeira Copa Popular em 2013, com os atingidos pelas remoções, no dia da estréia da Copa das Confederações. A edição desse ano está sendo realizada em diversas etapas em várias regiões, e a final acontecerá em junho, durante a Copa do Mundo", declarou.

Foto: Rafaella Barreto.
   A primeira etapa já aconteceu. No último dia 27, a Favela Santa Marta, zona sul do Rio, foi palco da disputa entre os times FNT (Frente Nacional dos Torcedores), MUCA (Movimento Unido dos Camelôs), Santa Marta e Comitê Popular, na modalidade masculina; Chatuba, Santa Cruz e Criciúma na modalidade feminina. A próxima etapa será dia 10 de maio, véspera de dia das mães, na comunidade do Borel (Tijuca), zona norte da cidade.

   Outras duas etapas acontecerão até a final, nas Zonas Oeste e Centro, com o objetivo de integrar os envolvidos com a causa, e mostrar que a violação de direitos e demais ilegalidades não são pontuais.

domingo, 8 de dezembro de 2013

A Arena Corinthians e os acidentes de trabalho no Brasil

por Adriano Espíndola Cavalheiro,
Especial para ANOTA
“Eu estava lá na obra, trabalhando, mas em horário de almoço. Estávamos descendo do prédio leste para almoçar e ouvimos um barulho muito forte, chegou a tremer o chão. Um pessoal caiu. Parecia que tinha caído uma bomba. Quando saímos, olhamos para o lado direito, vimos aquela fumaça e a peça no estádio. Na hora, já olhamos o caminhão do Fábio todo amassado, veio a correria, barulho de sirene...
O estranho é que, quando levantaram a mesma peça no lado norte, cortaram no meio. Subiram uma parte de cada vez. E quando subiram a segunda parte, uma equipe de soldadores as uniram lá em cima. Mas no leste tentaram subir a peça inteira. Acho que por pressa mesmo. A Odebrecht pressiona, acelera todo mundo, dizendo que tem de entregar tudo logo. A minha empresa, que presta serviços, duplicou o efetivo nos últimos dias.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Futebol e Capitalismo: Tudo a ver!

por Teones França, historiador, professor e torcedor fanático do Flamengo

Nos últimos dias temos visto muitos cronistas esportivos, que se esforçam para se apresentarem com um viés politicamente correto, criticarem a exorbitância dos preços dos ingressos para o jogo entre Flamengo e Atlético-PR no Maracanã, pela final de um campeonato nacional, que variam de 250 a 800 Reais. Valor maior do que as entradas para alguns jogos da Copa do Mundo do próximo ano.

Além de questionarem a diretoria do clube pela ganância do retorno financeiro estupendo em um único jogo esses jornalistas defendem a tese de que o Flamengo é um time de massa e, portanto, tem mais possibilidade de sagrar-se campeão caso possa contar com o grito da favela,  o que se tornará impossível pois a maior parte dos seus torcedores - assim como a quase totalidade da população brasileira - não pode se dar ao luxo de gastar essa quantia numa noite apenas.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Alto apenas só os gastos para a Copa

Análise orçamentária desmente defensores do governo quanto aos gastos públicos 


ECONOMIA
por Almir Cezar, de Brasília 

A onda de manifestações de junho criticava os governos e políticos em geral pela péssima qualidade nos serviços públicos, em especial de saúde, educação e transporte, por exemplo, enquanto o país gastou bilhões com os preparativos da Copa das Confederações e do Mundo de futebol. A estimativa é que já foram empregados em apenas 3 anos R$ 28 bilhões de gastos públicos para preparação de ambos os eventos esportivos.

Os defensores do governo Dilma, principalmente através das redes sociais, rebatiam usando os montantes dos orçamento geral da União nas áreas de políticas sociais e de estratégicas ao desenvolvimento, destacando os sucessivos recordes que constavam nos últimos anos. Contudo, análise da execução orçamentária desmente os defensores do governo quanto aos gastos públicos. Pesquisando-se alguns dados no Tribunal de Contas da União (TCU) e Portal da Transparência, vê-se que há uma grande lacuna entre o que se anuncia e o que se consegue executar em recursos públicos. Enquanto sucessivamente é baixo a execução dos gastos previstos em Saúde, Educação, etc, alto mesmo apenas os gastos para a Copa do Mundo.

Não explica em todo, mas o fator preponderante é o recorrente corte de recursos operacionais nos órgãos executores – isto não aparece para a população. Por outro lado, o mesmo não acontece com os gastos para a Copa. Por sua vez, além de concorrenciais, os gastos com saúde ou educação, apesar de apresentarem valores mais altos aos com a Copa, são insuficientes para as necessidades da sociedade brasileira. Portanto, cada centavo gasto com um estádio é um centavo a menos para um hospital ou escola.

Baixo orçamento, cortes e baixa execução em Saúde, Educação, etc

Enquanto o Ministério da Saúde teve verba autorizada para 2012 de R$ 91,7 bilhões, executou apenas 60%, isto é, apenas R$ 55 bilhões. E ainda, embora o valor pareça alto, o Brasil injeta (e não executa) apenas 3,6  do PIB (Produto Interno Bruto) na Saúde, sendo que somente 56% vêm de recursos públicos. A média mundial entre os países com redes públicas é de 6 % do PIB, sendo que entre 60 e 70% tem proveniência pública.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Atos no Rio marcam a final da Copa das "Manifestações"


Uma grande faixa foi estendida em um dos prédios da
Praça Afonso Pena, local de encerramento do 1º ato.
(Foto: Rodrigo Noel)
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

Duas grandiosas manifestações marcaram o dia de ontem (30), que ficará guardado na memória dos cariocas.

O primeiro ato iniciou a concentração às 10h, na Praça Saens Peña (Zona Norte do Rio). Convocado pelo Comitê Popular da Copa e Olimpíada (fórum que reúne partidos de esquerda, sindicatos, entidades estudantis, associações de moradores, centrais sindicais entre outros organismos do movimento social), o ato seguiu sem maiores problemas, mesmo com a forte presença do aparato policial em todo o entorno do Maracanã. A forte presença da polícia militar era o único elemento desestabilizador na região.

Durante todo o trajeto, diversos moradores seguiam até a porta dos prédios, das casas ou na frente das janelas para acenar, demonstrando apoio as reivindicações dos manifestantes presentes. O volume de recursos destinados para as obras da copa/olimpíadas  era um questionado por todos, assim como o unânime repúdio e exigência de anulação da privatização do Maracanã, feito pelo governo Sérgio Cabral para beneficiar o empresário Eike Batista. As remoções forçadas de moradores de comunidades tradicionais e bairros da periferia da cidade também foram duramente repudiadas pelos manifestantes, assim como a defesa da reabertura do Parque Aquático Julio Delamare e a manutenção da Escola Municipal Friedenreich (ameaçada de demolição pelo prefeito Eduardo Paes).

domingo, 30 de junho de 2013

Marcha em Brasília denuncia violações e corrupção da Copa das Confederações

Manifestantes subindo a avenida Eixo Monumental
DE BRASÍLIA

Na tarde deste domingo (30/06), dia da final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha, um grupo de manifestantes em Brasília, seguindo a convocação do Comitê Popular contra a Copa no Distrito Federal feita na véspera no encontro da Assembleia Popular dos Povos do DF, para denunciar as violações aos direitos, corrupção e os gastos com a Copa das Confederações e Copa do Mundo de 2014.

A concentração começou às 14h na Rodoviária do Plano Piloto, com confecção de cartazes e distribuição de panfletos. Em seguida marcharam portando faixas subiram a avenida Eixo Monumental até o parque da Torre de Rádio e TV e a Feira de Artesanato. No alto do mirante da torre foi afixado um faixa com os dizeres "Copa pra quem?", enquanto os manifestantes circulavam em baixo cantando palavras-de-ordem.

sábado, 29 de junho de 2013

Ativistas convocam ato nacional durante a final da Copa das Confederações, neste domingo

Arte de divulgação do ato disponível
na página do evento no facebook
Por Rodrigo Noel, de Niterói

   Amanhã (30) o Rio de Janeiro vai sacudir! Além da partida final entre Brasil e Espanha pela final da Copa das Confederações, ativistas do movimento social organizado estão convocando um grande ato para o mesmo dia. Para Julio Anselmo, estudante da UFRJ, está já pode ser chamada de "Copa das Manifestações".

   Sob o mote "Domingo Eu Vou Ao Maracanã", em alusão a famosa música de autoria de Neguinho da Beija Flor, os organizadores do ato vão cobrar dos governos mais compromisso com as necessidades do povo trabalhador e fim da submissão aos interesses da Fifa. Para Rafael Nunes, da CSP-Conlutas, os trabalhadores têm dado seu recado Brasil afora: "Os trabalhadores organizados em seus sindicatos, partidos e associações de moradores têm mostrado o custo social da organização desses megaeventos. Por isso, neste domingo vamos exigir o fim das remoções e despejos de comunidades, a imediata anulação da privatização/doação do Maracanã, entre outros pontos", disse.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Mais de 5.000 pessoas foram às ruas em Niterói, exigindo melhores condições de vida e mais direitos

Por R. Barrenechea, de Niterói

Neste último dia 25/06, Niterói realizou mais um ato da série que se iniciou contra o aumento da tarifa do transporte público, já revogado pela prefeitura. Cerca de 5 mil pessoas se concentraram na Praça Araribóia, próximo a Estação das Barcas, seguindo pela Avenida Amaral Peixoto, até a Câmara dos Vereadores. 

A pauta dos manifestantes, depois que o aumento caiu, ampliou-se, passando pela municipalização do transporte público sob controle dos trabalhadores, a oposição às remoções por conta da Copa e outros megaeventos, libertação dos presos políticos nas manifestações anteriores, até a recusa ao machismo, a aprovação de uma reforma política democratizante e por mais investimentos em saúde e educação.


O ato transcorreu pacificamente, sem grandes confrontos nem entre os manifestantes ou com a polícia, exceto quando um pequeno grupo atacou os próprios manifestantes com bombas caseiras, no que foram contidos pela PM, aplaudida a seguir pelos próprios ativistas. Chegou-se a ensaiar um bloqueio da ponte Rio-Niterói, mas a polícia, que contava com cerca de 200 homens, reprimiu a tentativa.

A luta deve continuar e ampliar-se, mas há a necessidade de uma pauta de reivindicações clara e comprometida com os movimentos populares, da classe trabalhadora e da juventude pobre, e que mantenha o respeito a todos, especialmente às organizações dos movimentos sociais, sindicatos, centrais e partidos da esquerda, que sempre estiveram presentes nas lutas e nada tem a ver com os desmandos e sujeira vinda dos governos e parlamentos.


Fotos: L.F. Nabuco

sábado, 1 de junho de 2013

O futebol ainda é esporte popular?

Partida foi realizada no dia 25/05, em Montevidéu.
Foto: Rodrigo Noel.
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   Há alguns dias tenho escutado a música "Vem pra rua" em algumas rádios aqui do Rio. A música, cantada por Falcão, é tema de uma ação de marketing de uma montadora de automóveis. Essa música me fez pensar sobre um assunto  que vem martelando e muito minha mente: a elitização do futebol.

   Não sou um especialista nesse esporte, mas acompanho com entusiasmo as notícias do meu time do coração. Desde o início do Campeonato Carioca eu acompanhava o preço dos ingressos, seja em clássicos ou em partidas do meu time contra os chamados "times pequenos" (ou "de menor expressão"). Os preços são um fator fundamental para uma maior presença do público ou não, sem excluir outros fatores como transporte, horário de realização da partida e localização do estádio. Mas, o que mais me chamou atenção foi a notícia relacionada ao jogo entre Flamengo e Santos (realizada no último final de semana, em Brasília, como evento-teste do estádio Mané Garrincha): os ingressos mais baratos custaram R$160!

   No vizinho Uruguai, uma partida realizada no mesmo final de semana do Torneio Clausura, no histórico Estádio Centenário, me chamou atenção. Foi entre o Progreso e Nacional. O Progreso lutava contra o rebaixamento, e o Nacional seguia com chance (ainda que remota) de conquistar uma vaga para a Copa Libertadores da América. O público presente não foi dos maiores, afinal a situação dos dois times não animava muito, mas o preço do ingresso era positivamente espantoso: 100 pesos (algo equivalente a R$10). Isso em uma partida da principal liga do país e em um estádio importante como o Centenário. Crianças, adultos, senhoras e senhores... pessoas de toda idade ocupavam as arquibancadas.

   Ora, se o ingresso aqui no Brasil custa o equivalente a 23,5% do salário mínimo, não precisa ser um gênio da pelota pra constatar que os jogos de futebol não são mais feitos para a presença do povo. Para o esporte que virou negócio lucrativo, é mais importante as cotas de patrocínio das tv´s do que a presença do público, seja o fanático pelo seu time ou por quem gosta de ver a bola rolar.

Expressão disso é o caso do Maracanã...

   Essa política de afastamento do povo dos estádios não vem de hoje. As seguidas reformas que ocorreram no Maracanã diminuíram o a capacidade de público do estádio e ainda acabaram com um setor popular, a geral. A geral era o local que contava com o ingresso mais barato de todo o estádio. Além do público que ia apenas torcer pelo seu time querido, tinham os personagens quase folclóricos, os chamados “geraldinos”.  Com a recente privatização do Maracanã, a tendência é essa situação de elitização dos jogos e encarecimento dos ingressos piorar.

   No refrão da música que citei ali em cima, Falcão diz: "Vem pra rua, porque a rua é a maior arquibancada do Brasil". Talvez Falcão esteja certo. O único local que ainda se pode torcer democraticamente é a rua. Se "a praça é do povo", como disse Castro Alves, é bom que a ocupemos antes que a privatizem também.

sábado, 25 de maio de 2013

Futebol feminino: Reflexões

Por Eduardo Tacto, presidente da ATFF-RJ

   Apesar da influência significativa que o futebol tem na cultura brasileira, a figura da mulher se apresenta de forma tímida e oprimida, como comprova o Decreto Lei 3.199 de 1941, vigente até 1975, que proibia a prática de futebol para as mulheres.

   Considerando o papel pedagógico das práticas corporais e esportivas torna-se necessário colocar em suspeição os discursos preconceituosos, com relação ao futebol feminino. Se o esporte é abre um espaço, que possibilita o exercício de sociabilidades, por que a prática feminina, no futebol, ao invés de ser incentivada, é considerada, em pleno século XXI, uma despesa e não um investimento, além de uma ameaça?

   Internacionalmente o futebol feminino hoje possui o reconhecimento da FIFA, que organiza a Copa do Mundo, nos moldes da masculina, de quatro em quatro anos, desde 1991, além de mundiais de categorias de base (sub 20 e sub17), de dois em dois anos e também cursos para mulheres tornarem-se árbitras e treinadoras.

   Em países como Estados Unidos, Alemanha, Noruega, Suécia, Japão, França e Canadá a modalidade tem boa aceitação cultural, organização e, por consequência, grande número de praticantes e nível técnico (coletivo) em estágio mais avançado que o do Brasil. Até os dias de hoje o Brasil nunca foi Campeão Mundial (em qualquer categoria) ou Olímpico de Futebol Feminino. Mesmo que não venha a ter as cifras milionárias do futebol masculino, o futebol feminino nestes países citados e mais alguns, está estruturado e possibilita retorno (também financeiro) à atletas, treinadores e demais profissionais atuantes no meio.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Futebol Feminino: Derrubando preconceitos

Por Eduardo Tacto, presidente da ANAFF-BRASIL

   No país do futebol, preconceito ainda impõe barreiras à prática feminina. Parece incrível mais essa é uma dura realidade que milhares de atletas enfrentam em nosso país todos os dias. Muitas enxergam no esporte um objetivo de vida, uma chance para o sucesso ou simplesmente a realização de uma vontade pessoal. Contudo, o esporte que deveria ser valorizado e que vai muito além de uma atividade física ou de uma brincadeira, hoje é marginalizado.As mulheres em geral já enfrentam problemas em nossa sociedade, pois ganham menos que os homens, são consideradas inferiores, tem enormes dificuldades para alcançar postos mais altos nas empresas e ainda são vulgarizadas por músicas e etc. E em relação ao futebol feminino essa realidade não muda.

   No país do futebol, onde são investidos milhões de reais todos os anos no masculino, muito pouco é usado para o desenvolvimento da modalidade para mulheres. Muitos clubes relutam ou não apostam em montar equipes femininas. Nas escolas não há incentivo e poucas são as políticas públicas para a massificação do esporte. Quantas meninas espalhadas pelo Brasil, não devem sonhar e ter vontade de jogar futebol? Mas muitas vezes deixam esse sonho de lado, por não ter onde praticar, por preconceito, por medo e até por vergonha.

   Será que nossas meninas não têm o direito de querer ser uma Marta? Um grande espelho para o futebol feminino e para milhares de jovens. Em termos de seleção feminina o Brasil evoluiu muito, tendo conquistado por mais de uma vez, o título de campeão Sul-americano, vice-campeão mundial e medalhas nos Jogos Olímpicos. Entretanto, por mais que nossas atletas corram em campo, suem a camisa e façam belos gols que encantam diversos jogos, muitos deles em campos esburacados, as dificuldades são enormes. Não existem patrocínio ou incentivo e nossa cultura geral do senso comum acha que futebol é só para homem.

   Devemos apostar no futebol feminino sim, teremos agora pela frente eventos de grande porte, como a Copa e Olimpíadas, e por que não acreditar que nossas meninas podem trazer uma medalha de ouro. Independente do resultado do campo e do número de gols, cada menina que joga bola merece uma medalha de ouro. Medalhas por lutar contra o preconceito, medalhas por acreditar em um sonho e medalhas por jogarem futebol. Devemos mudar nossa cultura e valorizar o futebol feminino e ai sim estaremos marcando um dos maiores golaços que já poderíamos ter visto dentro do campo de futebol.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Protestos contra a privatização do Maracanã atrasam licitação

Foto: Erick Dau
Por APN

   Ativistas vão manter a luta contra a entrega do Maracanã a empresas privadas e denunciam favorecimento a Eike Batista. Na Justiça tentam anular licitação.

   Concentrados desde as 7 horas, cerca de 500 manifestantes caminharam do Largo do Machado à Rua Pinheiro Machado, em frente ao Palácio Guanabara, no Rio, nesta quinta-feira (11), em protesto contra a concessão do Maracanã por 35 anos, numa concorrência de cartas marcadas. Os envelopes só foram abertos após o término do ato que se estendeu até as 11h30.

   Participaram do protesto contra a privatização do Maracanã – patrimônio público nacional – ativistas do movimento de resistência “O Maraca é Nosso”, da campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, sindicalistas, estudantes, punks, militantes do movimento sem teto vinculados à FIST, índios e apoiadores da Aldeia Maracanã, atletas contrários à destruição da pista de atletismo Célio de Barros, pais e professores da escola municipal Friedenreich, representantes de partidos políticos como o PSOL, PSTU e PCR, de centrais sindicais (CSP-Conlutas e Intersindical),  Sindipetro-RJ, Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), dentre outros setores da sociedade, contrários às privatizações e à elitização do Rio.

   Enquanto o ato público acontecia do lado de fora do Palácio Guanabara, do lado de dentro encenavam um arremedo de audiência pública. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) disse que  na manhã desta quinta-feira, seu partido entrou com junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, pedindo o julgamento do mérito da liminar cassada durante a madrugada. Freixo afirma que um dos consórcios concorrentes participou do estudo de viabilidade do projeto do Complexo do Maracanã  e também da elaboração do edital, o que é totalmente ilegal:

   “É função do parlamentar fiscalizar o executivo. Só estamos cumprindo com o nosso dever. O Estado investiu R$1,7 bilhão nas obras do Complexo do Maracanã e não vai recuperar sequer 10% disso” – denunciou Freixo. Ele também anunciou que entrará  na Justiça para anular a licitação, argumentando que a lei foi descumprida, ao não permitir a entrada do público na sua instalação.

Armação ilimitada

   Ontem, durante o dia, a expectativa era de que não houvesse leilão. O Ministério Público conseguiu uma liminar, suspendendo a licitação do Complexo Maracanã, por evidente favorecimento a um dos concorrentes, que inclui o empresário Eike Batista, através da empresa IMX Venues, Odebrecht Participações e Investimentos, AEG Administração de Estádios do Brasil: as três reunidas no Consórcio Maracanã S.A. Eike Batista teria informações privilegiadas. Mas a liminar foi derrubada durante a madrugada.

   Já na quinta-feira, data marcada para a licitação denunciada como de “cartas marcadas”, o governador esperou que os protestos em frente ao Palácio Guanabara terminassem para autorizar a abertura dos envelopes. O segundo e último envelope aberto foi do consórcio "Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro", com as empresas OAS SA, Amsterdam NV (de origem holandesa) e Lagardère Unlimited (da França). A empresa da Holanda é responsável pala Amsterdam Arena, do Ajax, enquanto a francesa atua na área de marketing esportivo internacional.

   A data em que o vencedor será anunciado ainda não foi marcada, mas no bolo das apostas o consórcio do Eike Batista sai na frente. O segundo concorrente não teria apresentado todos os documentos necessários. A Comissão Especial de Licitação instituída para cuidar do processo é formada por Luiz Roberto Silveira Leite (presidente) e Angela Leite (primeira-secretária), ambos da Casa Civil, e Sandra Vigné Lo Fiego, representante da unidade de PPP (parceria público-privada) da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

   O carro de som do Sindipetro-RJ permaneceu em frente ao Palácio Guanabara durante todo o ato, coordenado pelos diretores Emanuel Cancella e Eduardo Henrique. No encerramento, foi seguido por uma viatura da PM.  Na esquina das ruas Marques de Olinda com Muniz Barreto, em Botafogo, o carro foi detido com os dois diretores, além da jornalista Fátima Lacerda, do assessor Ronaldo Moreno e do motorista Rui. Permaneceu  cerca de uma hora a espera do reboque, mas acabou liberado.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Artigo: Denúncia de racismo não ofuscou partida magistral do Flamengo com gol de Adryan à la Zico

Por Flávio Reis, de Niterói

Foto: Fernando Azevedo (FlaImagem)
Denúncia de racismo não ofuscou partida magistral do Flamengo com gol de Adryan à la Zico

   Na 25ª rodada do Brasileirão não houve vitórias dos cariocas e das equipes bem colocadas na tabela. Mas este artigo também não é para tratar dos resultados em geral. Ele foi produzido com a intenção de destacar a atuação do jovem Adryan do Flamengo, que nos brindou com um pequeno reencontro com o futebol arte mais autêntico. E discutir a denúncia de racismo nos bastidores do Engenhão.

   Flamengo e Grêmio brigaram por cada palmo do gramado e pela posse da bola. E acabaram empatando em 1 X 1 em 16/09. A marcação dos gaúchos contava até com o empenho dos atacantes. O gol de M. Moreno pelo Grêmio saiu por acaso aos 18, depois de uma falha da zaga. E o Flamengo dominou o jogo desde o início, mas não conseguia penetrar na defesa gremista. O Rubro-Negro só não chegou à igualdade no primeiro tempo, porque aos 23 Liedson chutou no travessão.

   Para alterar a evidente a falta de ousadia do Flamengo na primeira etapa, no intervalo Dorival colocou o moleque Adryan, de 17 anos, no lugar de Luiz Antonio. O recuo de Ibson também ajudou a zaga com a saída de bola. E assim o Flamengo voltou mais disposto a virar o jogo.

   Na primeira chance do segundo tempo, aos 11, Ibson passou para o artilheiro do amor. E foi com um chute forte que Love estufou a rede, mas pelo lado de fora. Foi tão perto que todos juraram que a bola havia entrado. O lance confundiu até o consagrado narrador da rádio Globo, Luiz Penido, que primeiro gritou gol e em seguida disse que foi anulado.

O garoto Adryan, com um minuto em campo, já criava suas jogadas. Foi de sentir pena do lateral Pará quando tentou marcá-lo. Sua participação foi premiada com um gol do qual nosso semideus Zico certamente assinaria em baixo. Após falta em Ibson, Adryan chamou a responsabilidade diante de jogadores com mais experiência. E seguindo à risca o manual dos grandes cobradores de falta, o garoto, lançado pelo técnico gremista Luxemburgo quando recentemente comandou o Flamengo, beijou a bola e ficou mirando. O tiro saiu com curva por cima do terceiro homem da barreira e foi morrer no ângulo superior direito, aos 16. E o menino seguiu infernizando a zaga gaúcha.

Se tivesse mais de sorte, o Flamengo poderia ter vencido, já que encurralou o tricolor e criou outras 3 oportunidades no final. Sem contar que tão belo quanto seu gol foi a declaração de Adryan no dia seguinte sobre a “alegria” que o motiva jogar futebol.

"Eu joguei com felicidade. É o que eu quero para mim, quero estar sempre feliz dentro do campo, rindo. Independentemente da situação, quero estar me divertindo, porque eu sei que se eu fizer com carinho, amor, felicidade e com alegria, eu sempre estarei bem com meus companheiros e fazendo uma boa partida". (Site do Flamengo, 17/09)

Assim se mantém viva nossas esperanças de rever craques jogando com mais amor ao esporte e menos preocupados com dinheiro e fama.

Apesar da longa série sem vitórias o Flamengo saiu de campo aplaudido pela torcida, satisfeita com a entrega dos jogadores que suaram com garra a camisa do mais querido do Brasil. Foi uma partida exuberante. Uma das melhores do Flamengo em 2012. E a torcida acredita que a repetição desse desempenho pode fazer o Flamengo subir e se recuperar na tabela.

A denúncia de racismo nos bastidores

   Paulo Pelaipe, dirigente do Grêmio, jura que no conflito com seguranças da FERJ não proferiu palavras de cunho racista. Mas a imprensa disse que ele recebeu voz de prisão de policiais e foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal do estádio. A confusão ocorreu quando Pelaipe insultou funcionários após ter sido impedido de acessar área reservada aos cartolas do Grêmio. O local já estava com sua lotação máxima.

   Um relato sobre o que se passou no Juizado foi registrado pela Gazeta Esportiva em 16/09: “A situação foi minimizada, pois os dois profissionais da FERJ que teriam sido chamados de 'macaco' não quiseram registrar boletim de ocorrência.”

   Queremos acreditar que tudo isso realmente não passou de um mal entendido. E não é demais lembrar que racismo é um crime inafiançável que deve ser punidos rigorosamente. Continuemos a luta para que os estádios de futebol, bem como toda a sociedade, fiquem livres desta ideologia reacionária. O espírito esportivo continua contribuindo nos despertando lições de amor, alegria e coletividade.

domingo, 10 de junho de 2012

Gastos da Copa do Mundo sobem para R$ 27,4 bilhões, segundo TCU

   Por Débora Zampier, da Agência Brasil

   Os gastos estimados da Copa do Mundo do Brasil subiram de R$ 25 bilhões para R$ 27,4 bilhões, segundo estudo divulgado nesta semana pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A principal novidade do levantamento é a previsão de gastos federais de R$ 371 milhões em telecomunicações.

   O último estudo consolidado do TCU foi divulgado em março. Desde então, as cidades-sede que registraram o maior salto de investimentos foram São Paulo (R$ 4,9 bilhões em março para R$ 6,2 bilhões em junho), Natal (de R$ 1 bilhão para R$ 1,7 bilhão) e Curitiba (R$ 318 milhões para R$ 863 milhões).

   A área que continua liderando a destinação de recursos é a de mobilidade urbana, que passou de R$ 10,9 bilhões há três meses para R$ 12 bilhões em junho. O investimento em aeroportos também subiu, de R$ 6,5 bilhões para R$ 7,3 bilhões. Não houve aumento expressivo nas verbas para estádios e portos no período. Os governos locais são a principal fonte de investimento, respondendo por 25,8% dos gastos totais.

   O estudo também mostra a evolução das obras nos estádios nos últimos meses. Entre as 12 cidades-sede, Fortaleza está com as obras mais adiantadas - o Estádio Governador Plácido Aderaldo Castelo, o Castelão, tem 62% das obras concluídas. A menor taxa de execução (11,2%) está em Curitiba, no estádio Arena da Baixada que passa por reformas.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Frente Parlamentar do Futebol-negócio

Enfraquecida após queda de Ricardo Teixeira,
“Bancada da Bola” busca reeguer-se. Clubes ainda
sustentam farra dos cartolas.
Torcedores devem mobilizar-se
Por Irlan Simões, no blog Outras Palavras

   Com a queda de Ricardo Texeira, muito tem se especulado sobre os rumos da chamada “Bancada da Bola”, a Frente Parlamentar do futebol-negócio instaurada no coração do aparato estatal brasileiro. Por longos anos alimentados pelo grande chefe da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a cartolada do Congresso já vinha sinalizando perda de espaço no campo da política futebolística.

   Como já comentei aqui na coluna, a Bancada da Bola, até pouco tempo antes da renúncia de Teixeira, se tratava um “mero grupo de cartolas decadentes que sentiu enfim a queda de sua influência nos rumos do jogo”. Organizados em torno de poucas federações que fizeram frente à sucessão quase golpista de José Maria Marín, a Bancada sentiu seu espaço ocupado pela nova configuração do futebol-negócio no Brasil, agora dominado por grandes empresas que já não precisavam dos seus serviços.

   Ricardo Teixeira, durante um bom tempo, alimentou o bolso e o poder de determinados atores políticos, situados em diversos partidos da colorida composição política brasileira, em troca de favores e proteção. Num momento em que o futebol passava a gerar debates de alcance nacional, Teixeira necessitou de blindagem, principalmente a partir do ano de 1998.

   Foi naquele período que a CBF transformou-se em alvo de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), que buscavam investigar irregularidades nos contratos da Confederação. Ali, mais precisamente em 2001, a Bancada da Bola foi crucial em tornar o processo inválido, e durante os anos seguintes passou a desfrutar de grande prestígio ao lado do cartola.

Falência da democracia representativa

   É sempre interessante ressaltar o que significam as Frentes Parlamentares, essas estruturas suprapartidárias e fluidas do poder. Principalmente no Brasil, um país que possui nada menos que 29 partidos em atividade. Longe de representarem o espectro ideológico estampado nos seus nomes, os partidos brasileiros são hoje uma espécie de corretores de candidaturas. Sem programa político, são construídos com base em candidaturas oportunistas, de programas fantasmas e à mercê dos interesses políticos dos seus caciques.

   Mesmo um liberal honesto jamais afirmaria que existe democracia representativa séria no Brasil. As Frentes Parlamentares se consolidam exatamente a partir de um vácuo oriundo dessa despolitização dos partidos. Concentram então os parlamentares que constroem a sua carreira em torno de pautas específicas que abarcam os seus interesses.

   As mais famosas hoje são a Bancada Ruralista, defensora dos interesses do agronegócio, e a Bancada Evangélica, que não para de crescer. A Bancada da Bola compõe, no entanto, a mais curiosa delas.

Composta por um plantel partidário que inclui principalmente PMDB, PTB e PR, a Bancada jamais se pautou pelo “bem do esporte nacional”, como gostam de declarar seus integrantes. Os cartolas-parlamentares nasceram e se mantêm, principalmente, pelo financiamento direto da CBF, ou indireto, através dos parceiros comerciais da Confederação.

O Estado como balcão de negócios

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Funcionários de estádio da Copa em Salvador estão em greve


Os trabalhadores da Arena Fonte Nova, que sediará a Copa em Salvador, entraram em greve nesta quarta-feira (1º) pela manhã. Eles reclamam que o Consórcio Arena Fonte Nova, responsável pela obra, não cumpriu com acordos feitos com os trabalhadores.
   Dentre os acordos estão, por exemplo, o descanso semanal remunerado e o recebimento de uma parcela da cesta básica.

   Os trabalhadores reclamam ainda de cortes no salário, o não pagamento de horas-extras, desvio de função e autoritarismo. Também fizeram uma manifestação na região do estádio.

   Ontem (1º), durante a tarde, o sindicato que representa os trabalhadores da obras, Sintepav-BA, se reuniu com o consórcio para tentar um acordo. Contudo, hoje (2) pela manhã os trabalhadores se reuniram em assembléia e decidiram manter a paralisação.

   A Arena Fonte Nova tem mais de 2 mil trabalhadores. Além de sede da Copa do Mundo 2014, poderá ser sede da Copa das Confederações, em 2013
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cantona quer ser candidato à Presidência francesa

   A antiga estrela do futebol que se destacou no Manchester United entre os anos 1992 e 1997, enviou uma carta aos presidentes de câmara franceses com o intuito de atingir as 500 assinaturas necessárias para poder ser candidato às eleições presidenciais desta primavera.

   Segundo o jornal Libération, que noticiou e reproduziu a missiva no seu web, Cantoná explica: "As minhas atividades profissionais conduziram-me de uma carreira desportiva de alto nível às atividades artísticas. Estou atento às oportunidades que esta época oferece aos mais jovens (muito limitadas), às injustiças (muitas, demasiadamente violentas e sistemáticas)".

   O exfutebolista internacional francês, de 45 anos, frisou que é portador de uma "mensagem simples, mas clara. Uma mensagem de verdade, mas de respeito. Uma mensagem de solidariedade e de energia".

   No ano 2011 o nome de Cantoná saltou novamente aos mídia após uma entrevista na que, numa campanha de ação direta, recomendava retirar o dinheiro dos bancos para deixar de dar suporte ao sistema capitalista.

   Com informaçoes de Libération e agencias

sábado, 24 de dezembro de 2011