Por Rodrigo Noel
Na Revista Fórum: "STF proíbe financiamento empresarial de campanhas políticas" || Nunca vi cnpj votar.
Na página da Comissão da Verdade do Rio: "Inês Etienne Romeu, única sobrevivente da Casa da Morte em Petrópolis, recebe homenagem na ALERJ" || Para que nunca se esqueça. Para que nunca mais aconteça!
Na Ponte Jornalismo: "Pastoral Carcerária Nacional lança minidocumentário sobre tortura em prisões do Brasil | Minidocumentário está dividido em duas partes. A primeira delas, “A Tortura como Política de Estado”, trata das novas roupagens da tortura dentro do sistema carcerário e é lançada, com exclusividade, pela Ponte Jornalismo" || Sugestão de leitura pra quem ainda acha que este é o país da impunidade, mesmo tendo a 4ª população carcerária do planeta (dados do Ministério da Justiça). Replicado na página da Anota.
N'O Dia: "Fim do acesso direto às praias da Zona Sul vira polêmica na Zona Norte" || Parabéns, Eduardo Paes. Em 8 anos vc vai conseguir livrar a classe média decadente de todos os pobres. E não tem polêmica mais, O Dia.
Na página da CSP Conlutas: "Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras promete levar 20 mil à Avenida Paulista nesta sexta-feira (18)." || Motivos não faltam pra ir as ruas. De um lado o governo retirando direitos, de outro a oposição de direita achando pouco. Enquanto isso os banqueiros batem recordes de lucros. Até quando?
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Ato Nacional das Comissões Estaduais da Verdade
Via Assessoria CEV-Rio

Na próxima sexta-feira (17/04), às 15h, acontece o Ato Nacional das Comissões Estaduais da Verdade. O evento, aberto ao público, encerra os dois dias do Encontro Nacional das Comissões Estaduais da Verdade que tem como objetivo promover o intercâmbio de documentos e informações sobre as pesquisas que estão sendo realizadas em torno das violações cometidas durante a ditadura.
Na ocasião, será divulgada uma carta sobre a necessidade de que as investigações prossigam e que um mecanismo de monitoramento das recomendações das Comissões da Verdade seja criado.
SERVIÇO:
Ato Nacional das Comissões Estaduais da Verdade
Sexta-feira, dia 17 de abril de 2015, às 15h
Local: Av. Marechal Câmara, 210, 6º andar, Centro
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Acordo entre MPF, comissões da verdade e CSN permite acesso aos arquivos da antiga estatal
Via AsCom Comissão da Verdade do Rio
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| O diálogo foi mediado pelo procurador da República Julio José Araujo Junior, que atua em Volta Redonda |
Em acordo firmado na sede do Ministério Público Federal (MPF), em Volta Redonda no último dia 12 de fevereiro, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), privatizada em 1993, permitiu o acesso aos arquivos gerais com vistas a identificar se há documentos do período em que era estatal a um grupo de pesquisadores das Comissões da Verdade do Estado do Rio de Janeiro e de Volta Redonda. O grupo trabalha, desde 16 de março, no acervo da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), no período anterior à privatização, a fim de obter e verificar se há informações sobre funcionários e registros do período da ditadura.
A cooperação é resultado de um processo que vem sendo realizado desde o ano passado tanto pelos presidentes das Comissões da Verdade do Rio e de Volta Redonda, Wadih Damous e Alex Martins, respectivamente, quanto pelo Ministério Público Federal. Pelo acordo, a CSN permitiu acesso aos arquivos gerais para a identificação de documentos do período em que era estatal, ressalvados os documentos de natureza comercial, de propriedade e segredo industrial, além de outras atividades ligadas ao processo econômico industrial. O diálogo foi mediado pelo procurador da República Julio José Araujo Junior, que atua em Volta Redonda e apura a violação de direitos humanos no município no período da ditadura militar.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Passados 30 anos de seu fim a Ditadura não foi passada a limpo
Por isso os gritos de "intervenção militar já!"
matéria especial para a ANOTA *
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Faixa defendendo "intervenção militar já!" em meio ao ato
contra o governo Dilma de 15/03 em Brasília. (Foto: ANotA)
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Hoje (1º de abril) completa-se 51 anos do Golpe de 64. Meses atrás, em dezembro do ano passado (10/12/2014), a Comissão Nacional da Verdade (CNV), grupo constituído pelo governo por figuras ilustres da sociedade civil, entregou à presidenta Dilma relatório sobre crimes praticados por agentes governamentais durante a Ditadura Militar. O relatório é um avanço, mas mesmo nesse documento não se aponta ao julgamento e punição dos responsáveis por crimes contra a Humanidade desse regime.
segunda-feira, 30 de março de 2015
Esqueletos no armário
por Andrés Lawner, especial para a ANotA
Às vésperas de completar 51 anos, o golpe militar de 1964 ainda provoca intensa controvérsia. Uma série de lugares-comuns é dita sobre ele, como “na ditadura não havia corrupção”, “sob os militares o crime estava contido” e “precisamos de uma intervenção militar”. Esta última um repeteco do que era dito nos anos anteriores à queda de João Goulart, onde quem pediu isso acreditava que o regime ditatorial seria curto e restauraria as liberdades. 21 anos se passaram enquanto isso...
Muito já foi dito e estudado sobre o assunto. Que Goulart, o PTB e o PCB cavaram a própria cova. Que os EUA estavam por trás de tudo. Que não estavam. Até mesmo, que o empresariado que apoiou o golpe era tão importante no regime que este mereceria ser chamado de “ditadura civil-militar”. O que pouco foi dito é o que temos como legado dele até hoje, e que alguns setores da sociedade insistem em trazer à tona dessa “herança maldita”. Os “esqueletos” que ainda insistem em se manter no armário.
quinta-feira, 26 de março de 2015
CEV-Rio vai ouvir autores de supostos laudos cadavéricos falsos
Por AsCom CEV-Rio
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| Arte: Comissão da Verdade do Rio / Divulgação |
A Comissão da Verdade do Rio realiza, nesta sexta-feira (27/03), às 10h, audiência pública dos médicos legistas Graccho Guimarães Silveira e Roberto Blanco dos Santos. Eles são apontados no relatório da Comissão Nacional da Verdade como autores de laudos necroscópicos que confirmavam falsas versões sobre as mortes de militantes políticos. Dos 15 casos em que há suspeita de fraudes, a CEV-Rio recolheu informações técnicas sobre quatro deles: Lourenço Camelo de Mesquita, José Jobim, Merival Araújo e Lincoln Bicalho Roque.
SERVIÇO:
Audiência pública dos médicos legistas
Sexta-feira, dia 27 de março de 2015, às 10h
Local: Av. Marechal Câmara, 210, 6º andar, Centro
quarta-feira, 25 de junho de 2014
CEV-Rio faz balanço de um ano de atividades
Por Rodrigo Noel, da Redação
com informações da Assessoria CEV-Rio
A Comissão da Verdade do Rio de Janeiro (CEV-Rio) realizará o Fórum de Participação, que terá como pauta o balanço de um ano de suas atividades e a apresentação do trabalho que vem sendo realizado pelas comissões municipais e setoriais já instaladas no Estado. Na ocasião, a comissão vai se posicionar sobre a resposta das Forças Armadas, ao ofício encaminhado pela Comissão Nacional da Verdade, de que, durante a ditadura militar, não houve desvio de função de instalações militares.
A atividade vai ocorrer no auditório da CAARJ, na próxima sexta-feira (27), às 15h. A CAARJ está situada na Av. Mal. Câmara, 210.
SERVIÇO:
Balanço de um ano das atividades da Comissão da Verdade do Rio
Sexta-feira, dia 27 de junho de 2014, às 15h
Local: Auditório da Caarj, Av. Marechal Câmara, 210, 6º andar
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Vai ter repressão: um dia antes da copa, governos iniciam as prisões injustas
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro
"AI-5 da Copa" começou nas primeiras horas do dia com a prisão de 5 ativistas
Numa versão piorada de Minority Report, pois se trata da vida real, o governo Pezão (o poste criado por Cabral para substituí-lo no governo estadual) prendeu na manhã de hoje 5 ativistas, dentre eles uma advogada. O requinte de crueldade se deu através da invasão de suas casas, confiscando computadores e outras mídias.
Como se não bastassem as remoções forçadas de milhares de moradores de comunidades, o superfaturamento das obras, a militarização da "Cidade Maravilhosa", os seguidos abusos policiais nas comunidades e nas manifestações, agora vemos verdadeiros ataques a democracia, mesmo essa limitada que temos. Faltando um dia para a festa que concretiza a farra com o dinheiro do trabalhador, os governos mandam o seu recado de que não vão admitir críticas.
É preciso, cada dia e cada vez mais, defender o direito a livre manifestação do pensamento e o direito de organização política. São direitos conquistados pela trabalhadores organizados, nas ruas e nos locais de trabalho, com muito sangue e suor.
Abaixo a repressão!
sábado, 26 de abril de 2014
Querem calar a Verdade?
por Max Laureano, especial para a ANotA
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| Charge de Clara Paiva |
Para a jornalista Ana Helena Ribeiro Tavares, a morte de Malhães não foi uma simples "queima de arquivo", como a do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury.
Segundo relatos no livro Memórias de uma Guerra Suja, o ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social do Espírito Santo (Dops), Cláudio Antônio Guerra, assume que, na condição de um ex-agente da repressão aos opositores da ditadura militar, o também delegado Sérgio Paranhos Fleury teria sido assassinado por ordem dos próprios militares.
Segundo Claudio Guerra, "o delegado Fleury tinha se tornado um homem rico desviando dinheiro dos empresários que pagavam para sustentar as ações clandestinas do regime militar e não obedecia mais a ninguém, agindo por conta própria". Ainda, segundo o mesmo, "Fleury teria sido dopado e levado uma pedrada na cabeça antes de cair no mar, fato que justificaria a estranha ausência da necropsia do cadáver".
Segundo Claudio Guerra, "o delegado Fleury tinha se tornado um homem rico desviando dinheiro dos empresários que pagavam para sustentar as ações clandestinas do regime militar e não obedecia mais a ninguém, agindo por conta própria". Ainda, segundo o mesmo, "Fleury teria sido dopado e levado uma pedrada na cabeça antes de cair no mar, fato que justificaria a estranha ausência da necropsia do cadáver".
Fleury foi um arquivo queimado sem ser aberto. Paulo Malhães, no entanto, já tinha jogado muita coisa no ventilador. Foi morto por vingança, pela caixa preta que abriu e como tentativa de silenciar outros. Nisso, a morte por asfixia é bem simbólica: talvez Malhães tivesse mais a falar, nomes a dar, ainda que tenha falado muito antes de morrer.
Seu assassinato é, ao que parece, vingança dos que ainda se escondem e tentativa de intimidar outros agentes da repressão. Pelo visto, algumas pessoas têm tanto medo que estão matando seus pares, comensais da morte nos porões da ditadura de hoje.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Nota da Comissão da Verdade do Rio sobre o assassinato do coronel Paulo Malhães
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| Arte do chargista Latuff |
Por AsCom CEV-Rio
Tudo indica que o assassinato do coronel Paulo Malhães,
torturador e assassino confesso de presos políticos durante a ditadura, não foi
um mero crime comum. Recentemente Malhães tinha dado depoimentos à Comissão da
Verdade do Rio, confessando alguns de seus crimes e, inclusive, detalhando
procedimentos usados para fazer desaparecer os corpos de presos políticos.
As circunstâncias de sua morte apontam para uma queima de
arquivo e uma tentativa de intimidação de outros agentes do aparelho repressivo
do regime militar que, porventura, estivessem também dispostos a prestar
depoimentos sobre os anos de chumbo.
Por isso, consideramos essencial que a investigação do
assassinato conte com a participação da Polícia Federal.
Ao mesmo tempo, esse crime mostra, mais uma vez, a
necessidade imperiosa de que sejam abertos os arquivos militares da repressão
política e esclarecidos os crimes cometidos nos porões da ditadura. Só assim
poderemos virar essa página e consolidar a democracia em nosso país.
Wadih Damous, Presidente da Comissão da Verdade do Rio
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Meu avô não foi torturado, o que eu tenho a ver com a ditadura?
por Ademar Lourenço, repórter da Anota
direto da Sucursal Brasília
As discussões em torno dos 50 anos do golpe que instaurou a ditadura militar gira em torno daquelas pessoas que foram perseguidas. Mas a maioria dos brasileiros não conhece uma pessoa sequer que tenha sido presa, torturada ou exilada. Isto gera a sensação de que “eu não tenho nada a ver com isso”. Errado.
A ditadura militar que durou de 1964 a 1985 prejudicou muito o brasileiro comum. Inclusive quem nasceu já depois que os militares saíram do poder sofre as consequências. Aqui temos quatro exemplos:
1 – Em 1960, quatro anos antes do golpe militar, o salário mínimo era de R$ 1.211,98 em valores atualizados (dados do Dieese). Em 1980 depois de alguns anos de ditadura, o mínimo passou para R$ 686,08. Com os militares no poder, os trabalhadores não podiam cobrar os seus direitos.
2 – Muita gente estuda para concurso público por causa da tal estabilidade no emprego, certo? Pois antes da ditadura, não eram só os servidores públicos que tinham este direito. Quem trabalhava na iniciativa privada ficava estável depois de 10 anos e só poderia ser demitido por justa causa. Foi a ditadura militar que acabou com a estabilidade para a iniciativa privada em 1966. Em uma democracia seria difícil cortar um direito desses.
3 – A dívida externa do país em 1964 era de US$ 3 bilhões. Em 1984, depois de 20 anos de ditadura, passou para US$ 100 bilhões. Pagamos o que era devido ao tal FMI, mas o governo ainda gasta mais de 40% do orçamento com pagamento de dívida, pois o Brasil ainda tem outros credores (dados da auditoria cidadã da dívida). Isto quer dizer que quase a metade do dinheiro que poderia ser gasto com saúde, educação e outros serviços públicos é dado para os bancos.
4 – Em 1960, 55% dos brasileiros viviam no campo. Em 1980, apenas 32% da população era rural (dados do IBGE). Milhões de pequenos agricultores perderam suas terras durante a ditadura militar por falta de apoio do governo ou pela violência dos grandes fazendeiros. Essas pessoas migraram para as cidades e o resultado foi o crescimento desordenado das metrópoles. Hoje temos mais de 11 milhões de pessoas morando em favelas. A poluição, a falta de segurança e as dificuldades com transporte estão tornando as cidades inviáveis.
terça-feira, 1 de abril de 2014
50 anos do golpe militar: 50 anos de Impunidade
por Mariana Rio, da ANEL-RJ,
especial para a ANotA
especial para a ANotA
Hoje é dia 1º de abril, dia da mentira. Também hoje, há 50 anos, foi instalado o regime civil-militar brasileiro que se estendeu de 1964 á 1985 e perseguiu, prendeu, torturou e assassinou milhares de jovens e trabalhadores.
Nos últimos dias, diferentes jornais e emissoras de TV vem fazendo especiais sobre o golpe. Várias atividades estão acontecendo para marcar a data e atos de rua irão acontecer em diferentes cidades.
Até hoje, muito do que ocorreu no período de 1964 a 1985 ainda permanece obscuro. Não sabemos de fato nossa historia, há décadas a sociedade brasileira vem travando uma batalha por sua memória e parte considerável dos arquivos da ditadura permanece fechada. A Comissão da Verdade, que poderia cumprir um papel histórico de reparar e regatar a memória de milhares de brasileiros que foram atingidos pelo regime militar, mostrou-se insuficiente, não tem verba, não tem apoio do governo para desenvolver o trabalho e não possui poder de julgar.
O último balanço realizado pela Comissão da Verdade aponta pelo menos 50 mil atingidos direta ou indiretamente em seus direitos e cerca de 400 mortos, isso sem contar os milhares de indígenas que foram violados e mortos e as mortes provocadas pelo modelo de desenvolvimento econômico imposto, que proporcionou a população mais pobre um péssimo sistema de saúde e de saneamento públicos e que mantiveram altíssimas taxas de mortalidade infantil durante todo o período. Com um forte apoio das potências imperialistas, especialmente dos EUA, o golpe brasileiro aprofundou a desigualdade e a pobreza no país. A desnacionalização da economia brasileira aumentou a hegemonia norte-americana no território brasileiro.
São 50 anos de impunidades são 50 anos de criminalização
dos movimentos sociais, dos pobres, das organizações de esquerda
Diferente do que aconteceu em outros países da América Latina, o Estado brasileiro fez a opção de esconder seus ossos no armário. O Brasil promulga uma anistia ampla e irrestrita, e nenhum torturador do regime foi punido, nenhuma empresa ou empresário, emissora de TV ou jornal, que colaborou com os militares, ninguém foi punido por seus crimes. Hoje, parte da estrutura de repressão montada pelos militares para perseguir, prender e torturar seus opositores segue viva. A mesma polícia militar que comete atrocidades há 50 anos, tortura e mata trabalhadores e jovens diariamente nas favelas e periferias das grandes cidades.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Sobre a 'Marcha da Família com Deus pela Liberdade' e a Ditadura Brasileira
Por Adriano Espíndola Cavalheiro,
Especial para ANOTA
"Quando a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”. Karl Marx.
Essa Marcha, apesar do nome simpático a mais de 99% da população, pois traz em seu bojo valores nos quais praticamente todos foram educados (valorização da família, amor a Deus e a liberdade) é uma farsa, pois se fizermos um simples questionamento, uma pesquisa, de que tipo de família, de Deus e de liberdade que os seus organizadores defendem, rapidamente vem à tona o quão reacionária, retrógrada, direitosa e perigosa essa gente é!
São fascistas enrustidos, viúvas da ditadura, gente que usa o nome da família, de Deus e da liberdade, que defendem um regime sanguinolento que destrói famílias, liberdade e valores cristãos como o amor e a solidariedade e pousam de democratas!
Não sejamos enganados por jogo de palavras. Cuidado com as viúvas e viúvos da ditadura, que cinquenta anos depois, estão por ai defendendo a volta dos militares ao Poder, como se na época em que eles estiveram no poder após destituírem um presidente democraticamente eleito - refiro-me a João Goulart (conhecido como Jango) - não houvesse inflação, carestia de vida e, ainda corrupção.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Os desafios estratégicos que a polarização social coloca para a esquerda brasileira
por Rodrigo Dantas, professor de filosofia social da UnB
especial para a ANotA
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| (Foto: ANotA) |
Após anos de crescimento econômico e estabilidade política, o país caminha para uma situação de polarização social. A corrupção e a impunidade generalizadas, o desgaste dos governos, do regime político e suas instituições, a violência policial, a privatização e a falência dos serviços públicos (saúde, transporte, educação, etc.), a concentração de terra, riqueza e poder, as péssimas condições de vida nas grandes cidades, a precarização e superexploração do trabalho, o endividamento e o aumento do custo de vida, tudo isso formou um caldo de insatisfação crônica e generalizada, pronto a explodir como uma panela de pressão.
Por detrás dos pretextos que possam aparecer como detonadores dos diversos tipos de protestos, o que age nos subterrâneos da história é a percepção difusa das contradições, desigualdades e antagonismos sociais que se consolidaram ao longo da história de um país de origem colonial, genocida e escravocrata. O mesmo mal-estar social que foi adormecido pelas esperanças suscitadas pelos governos do PT entrou em combustão espontânea desde as jornadas de rua que sacudiram o Brasil em junho de 2013.
Até aqui a única resposta dos governos às reivindicações da população foi a violência policial. As reivindicações levantadas pela população desde as jornadas de junho foram até aqui ignoradas pelos donos do poder, que não parecem dispostos a ceder em nada sem antes tentarem retomar o controle da situação pelo emprego sistemático da violência estatal, amparado pela operação midiática destinada a desinformar, desorganizar e aterrorizar a população.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
MPF denuncia seis por atentado a bomba no Riocentro ocorrido em 1981
Por MPF-RJ
Para procuradores, crimes são imprescritíveis e penas máximas
podem passar de 66 anos de reclusão
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| (Foto: Rodrigo Noel) |
O coronel reformado Wilson Luiz Chaves Machado, vulgo "Dr. Marcos", o ex-delegado Claudio Antonio Guerra e os generais reformados Nilton de Albuquerque Cerqueira e Newton Araujo de Oliveira e Cruz foram denunciados por homicídio doloso tentado (duplamente qualificado por motivo torpe e uso de explosivo), por associação criminosa armada e por transporte de explosivo. Newton Cruz foi denunciado ainda pelo crime de favorecimento pessoal. O general reformado Edson Sá Rocha, vulgo "Dr. Silvio", foi denunciado por associação criminosa armada e o major reformado Divany Carvalho Barros, vulgo "Dr. Aureo", por fraude processual. As penas de Wilson Machado, Claudio Guerra e Nilton Cerqueira podem chegar a 66 anos e 6 meses de reclusão, e a de Newton Cruz a 67 anos.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Apresentação de resultados de pesquisa realizada pela PUC-RJ sobre violações de direitos logo após o golpe de 64
por Assessoria Comissão da Verdade Rio
Nesta quarta-feira (18/12), no auditório da CAARJ, no centro do Rio, serão apresentados ao público e a membros e assessores da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão Estadual da Verdade do Rio os primeiros resultados da pesquisa que está sendo realizada por alunos de mestrado em História e Direito da PUC-Rio, coordenados pelo professor Marcelo Jasmin, que sistematizou dados do acervo da Comissão de Reparações do Estado do Rio de Janeiro.
A pesquisa resulta de uma solicitação da CNV, mais especificamente do grupo de trabalho Contextualização, fundamentos e razões do Golpe Civil-Militar de 1964, coordenado por Rosa Cardoso. A pesquisa conta com financiamento da FUNDEP (via UFMG) e teve por hipótese/questão a utilização de torturas e prisões em massa no período inicial do regime militar.
O acervo da Comissão de Reparações tem 1114 processos. O grupo de pesquisadores da PUC teve acesso a 1000 deles e já podem afirmar que 1/3 dos casos denunciam graves violações de direitos humanos ocorridas logo após o golpe militar.
Os resultados parciais de pesquisa coincide com levantamentos e depoimentos colhidos pelo GT Golpe de 64 e do GT Ditadura e repressão aos trabalhadores e ao movimento sindical, que apontam a ocorrência de prisões em massa logo após o golpe, em navios-prisões, como o Raul Soares, atracado em Santos, e outros campos de concentração improvisados, como o Estádio Caio Martins, em Niterói.
SERVIÇO
Apresentação de resultados de pesquisa realizada pela PUC-RJ sobre violações de direitos logo após o golpe de 64
Quarta-feira, dia 18 de dezembro de 2013, às 17h30
Local: Auditório da Caarj, Av. Marechal Câmara, 210, Centro
Transmissão ao vivo: www.twitcasting.tv/CNV_Brasil
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Movimento Negro na época de Chumbo da Ditadura Militar
por Max Laureano, da Redação
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| Participantes da marcha do Movimento Negro Unificado em São Paulo, novembro de 1979 |
Mas será que sob a crosta paralisante da violência de Estado declarado não havia formas diferentes de luta? De mobilizar contra o Racismo?
Para o jornalista e escritor Thaelman Carlos M. de Almeida a questão do movimento negro, praticamente, permeia quase toda nossa história. Sob o AI-5, a questão raça não entrou diretamente. Havia negros dos dois lados da luta. À direita, alguns famosos e muito combatidos como o Pelé, o caso do Wilson Simonal, maestro Erlon Chaves, muito influente nos festivais da Globo, que eliminavam sem qualquer critério, que não fosse o dos interesses da ditadura. E à esquerda também, o próprio Carlos Marighella,o inimigo público da ditadura era negro, sua mãe negra e seu pai italiano.
Mas, a questão ideológica esquerda/direita, proletário/burguês- se sobrepunha a todas outras. Porque a ditadura também tinha base na classe média que ascendeu com o milagre econômico e na elite da classe trabalhadora, que se urbanizou. Vide os sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, a maior e mais importante cidade da América do Sul, sempre foi dirigido por pelegos de direita, a CGT, hoje Força Sindical. Dessas lutas é que surgiram as novas divisões sociais, utilizadas atualmente. Com a urbanidade ganharam força a luta das mulheres, os negros, estudantes, gays, sem-terra, sem teto, enfim uma compartimentação, que se trouxe mais visibilidade para essas lutas, muitas vezes beneficia a classe dirigente de ocasião.
Mas, a questão ideológica esquerda/direita, proletário/burguês- se sobrepunha a todas outras. Porque a ditadura também tinha base na classe média que ascendeu com o milagre econômico e na elite da classe trabalhadora, que se urbanizou. Vide os sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, a maior e mais importante cidade da América do Sul, sempre foi dirigido por pelegos de direita, a CGT, hoje Força Sindical. Dessas lutas é que surgiram as novas divisões sociais, utilizadas atualmente. Com a urbanidade ganharam força a luta das mulheres, os negros, estudantes, gays, sem-terra, sem teto, enfim uma compartimentação, que se trouxe mais visibilidade para essas lutas, muitas vezes beneficia a classe dirigente de ocasião.
domingo, 17 de novembro de 2013
'Sobre Heróis, Capas e Mensalão' - uma análise sobre a prisão dos mensaleiros do PT
por Max Laureano, da redação da Anota
O "Herói" é uma figura fantasiosa ou real, que reúne em si os atributos necessários para superar de forma excepcional um determinado problema de dimensão épica. Do latim heros, o termo herói designa originalmente o protagonista de uma obra narrativa ou dramática.
Genoíno, Dirceu, PT e os demais mensalões
Dependendo da época, o herói é marcado pela ambiguidade: se por um lado, representa a condição humana, na sua complexidade psicológica, social e ética; por outro, supera essa condição, quando representa facetas e virtudes que a pessoa comum não consegue, porém gostaria de atingir: fé, coragem, força de vontade, determinação, paciência, etc.
A partir disso, o herói será tipicamente guiado por ideais nobres e altruístas – liberdade, fraternidade, sacrifício, coragem, justiça, moral, paz. Aprováveis, mesmo que ilícitas. Aqui é preciso observar que o heroísmo caracteriza-se principalmente por ser um ato moral. Isso tudo é a definição conseguida em sites como a Wikipedia.
Mas a essa altura, o leitor entediado perguntará: "porque essa aula chata sobre heróis, se a questão é sobre a prisão de famosos mensaleiros do PT?”
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Lançamento do livro "Poder e Desaparecimento" da escritora argentina Pilar Calveiro
Por Assessoria de Imprensa da Comissão Estadual da Verdade RJ
A escritora argentina Pilar Calveiro lança, nesta sexta-feira (01/11), o livro "Poder e Desaparecimento" no Rio de Janeiro. A autora vai conversar com o público, às 14h, antes da sessão de autógrafos, no Auditório F-B8 (Ala Frings), na PUC-Rio. Pilar é ex-presa política e sofreu nos campos de concentração da ditadura argentina. Na edição brasileira há uma apresentação de Janaína de Almeida Teles, intitulada “Ditadura e repressão no Brasil e na Argentina: paralelos e distinções”. A atividade é organizada pela Comissão da Verdade do Rio, pela Comissão Nacional da Verdade e pelo Núcleo de Direitos Humanos da PUC-Rio.SERVIÇO
Lançamento do livro "Poder e Desaparecimento", da escritora argentina Pilar Calveiro
Sexta-feira, dia 01 de novembro de 2013, às 14h
Local: Auditório F-B8 (Ala Frings), na PUC-Rio, Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Comissão da Verdade do Rio esclarece as circunstâncias do caso conhecido como Chacina de Quintino
Por Assessoria de Imprensa da Comissão Estadual da Verdade RJ
A Chacina de Quintino, episódio pouco conhecido da ditadura militar, que vitimou três guerrilheiros da VAR- Palmares, Antônio Marcos Pinto de Oliveira, Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo e Lígia Maria Salgado Nobrega, foi objeto de pesquisa da Comissão da Verdade do Rio. O estouro do aparelho, localizado na Av. Suburbana, nº 8985, em 29 de março de 1972, teve a participação de equipes do Dops, DOI-Codi e o apoio da Polícia Militar.
A conclusão dessa pesquisa será apresentada ao público na próxima terça-feira (29/10), às 14h, no auditório da Caarj, Centro, em audiência pública. Na ocasião serão ouvidos familiares e amigos de vítimas, como Fátima Setúbal, irmã de Antônio Marcos Pinto de Oliveira, Iara Lobo Leite, filha de Maria Regina, Francisco Nóbrega, irmão de Lígia Maria Salgado, e Lília Ferreira Lobo, amiga de Maria Regina, além do ex-militante da VAR-Palmares, Adauto Dourado de Carvalho, que reconheceu o corpo de Antônio Marcos no IML.
SERVIÇO
Comissão da Verdade do Rio esclarece as circunstâncias do caso conhecido como Chacina de Quintino
Terça-feira, dia 29 de outubro de 2013, às 14h
Local: Auditório da Caarj, Av. Marechal Câmara, 210, 4º andar, Centro
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