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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Protesto por mais verbas leva 1000 à sede do governo estadual do Rio

por Rodrigo Barrenechea, do Rio de Janeiro

Faixa convocando ato na FFP-UERJ. Fotos: RB
  Na tarde desta quinta (21), por volta de mil pessoas participaram de uma marcha por mais verbas para a educação universitária. Professores, alunos e servidores das 3 universidades estaduais do Rio - UERJ (e seus 3 campi, Maracanã, FFP-São Gonçalo e FEBF-Caxias), UEZO e UENF - e do Colégio de Aplicação da UERJ foram às ruas por mais verbas e pela regularização do pagamento aos terceirizados. A falta de recursos, causada pelos ajustes fiscais implementados pelos governos federal e estadual, vem causando repetidos atrasos nos salários dos funcionários terceirizados. Assim, diversas unidades tem tido dificuldade para funcionar, como o CAp-UERJ e o campus Maracanã da UERJ, que teve o funcionamento dos elevadores paralisado semana passada.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Empreiteira do Comperj deixa trabalhadores na mão depois de ser citada na Operação Lava-Jato

por Rodrigo Barrenechea, direto de Niterói

Fotos: RB
A crise chegou com força ao Comperj. Assim como outras obras da Petrobrás, o Comperj - Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - tem sofrido com os escândalos de corrupção que envolveram as empreiteiras e a estatal petrolífera. Agora, uma das construtoras, a ALUSA/ALUMINI, depois de constar nas investigações da Polícia Federal durante a Operação Lava-Jato, deixou os trabalhadores sem salário ou sem emprego.

Desde setembro do ano passado, já são 469 demitidos; os que perderam o emprego a partir de outubro fizeram um acordo para receber a recisão mas a empresa não cumpriu com o acertado. Eles não receberam nem a 3ª e última parcela do acordo nem os 40% do FGTS a que tem direito. Ainda mais: as cotas do fundo do restante dos trabalhadores não são depositadas há pelo menos 3 meses. Já os que não foram demitidos enfrentam uma difícil situação: não recebem salários e também não conseguem baixa em suas carteiras de trabalho. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Duas táticas da policial-democracia na reação autoritária

por Rodrigo Barrenechea,
da Redação


  A Copa começou, os problemas empurrados para debaixo do tapete, e tudo está bem. Está mesmo? Ao mesmo tempo em que multidões de torcedores ocupam as ruas das cidades-sede da competição, diversos atos protestam contra os gastos excessivos, a corrupção e a repressão aos movimentos sociais. Algumas coisas não mudam: a grande imprensa diminui drasticamente o número de participantes, colunistas berram contra o "radicalismo" e inventam ligações entre partidos de esquerda, os Black Blocs e o crime organizado, isso para dizer o mínimo. Por outro lado, o governo faz malabarismo com os números e diz que os gastos da
Manifestante de São Paulo, mesmo imobilizado pela
 polícia, recebe spray de pimenta no rosto. (Foto: R7)
Copa não chegam nem perto do que se investe em educação e saúde. Como diz o jornalista esportivo Milton Neves, o Brasil deve ganhar todas as medalhas em "saltos orçamentais"...


  Contudo, em se tratando de táticas militares, algo mudou. Se em protestos anteriores, a polícia simplesmente terminava os atos jogando bombas ou gás de pimenta, agora seus métodos se sofisticam. Isso seria de se esperar, a repressão estuda seus "inimigos" e se ajusta a eles; só que vivemos - em tese - num Estado democrático, onde há o direito livre à manifestação.

Liberdade vigiada

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Ato reúne 4 mil no Rio de Janeiro e termina com repressão

por Dirley Santos, do Rio de Janeiro

Fotos: Rodrigo Barrenechea
  Convocado e organizado pela Plenária dos Comandos de Greve das Categorias em Luta, protesto contra as injustiças da Copa reúne 4 mil pessoas no centro da cidade. Estimulados pela greve dos Aeroviários, os manifestantes realizaram um ato de protesto contra os gastos públicos e as injustiças da Copa no centro do Rio de Janeiro. 

  Exibindo muitas faixas e bandeiras os manifestantes denunciaram a concessão do Maracanã, as remoções na cidade e a repressão contra os trabalhadores. Eles fecharam totalmente as duas pistas da Avenida Rio Branco e realizaram uma grande passeata em direção a Cinelândia; de onde seguiram depois para os Arcos da Lapa.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Entrevista coletiva e problemas marcam inaguração do Centro Aberto de Mídia da Copa do Mundo

por Rodrigo Barrenechea, editor, do Rio de Janeiro

Faixa de pedestres em Copacabana tem pinturas contrárias à Copa
Fotos: RB
  Nesta terça, 09/06, o governo federal inaugurou o CAM - Centro Aberto de Mídia, localizado no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro. O objetivo da instalação é fornecer estrutura para os jornalistas e veículos de imprensa fazerem a cobertura da Copa, ajudando no envio de matérias, fotos, vídeos etc., especialmente para aqueles que não montaram seus próprios centros de imprensa. No entanto, vários problemas marcaram seu primeiro dia de funcionamento. 

Localizado numa área militar, tem uma bela aparência, com mesas para os profissionais montarem seus laptops, com conexão de internet tanto por cabo quanto sem-fio, assessoria de imprensa, releases com as pautas, entre outras facilidades. Porém, os problemas começaram com o credenciamento dos jornalistas, cuja maioria fez cadastro prévio pelo site do CAM. Ao chegar lá, o sistema estava fora do ar, impedindo a emissão dos crachás. Além disso, por várias vezes a rede de internet caiu, o que impedia também o envio das matérias e travava a comunicação pelos celulares por meio de wifi. Contudo, a equipe disse que não seria necessário estar credenciado para participar da coletiva que foi convocada para inaugurar o CAM, que homenageia João Saldanha - festejado como jornalista e especialista em futebol, mas cujo passado como militante do PCB foi obviamente ignorado.

sábado, 7 de junho de 2014

Coordenação Nacional da CSP-Conlutas faz reunião e discute organização da central e lutas durante a Copa

por Rodrigo Barrenechea, direto de São Paulo


Fotos: RB
  Ocorre neste fim de semana (de 6 a 8 de junho de 2014) a reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, na cidade de São Paulo. Estão reunidos representantes de sindicatos, federações, oposições sindicais e membros de movimentos populares, camponeses, de opressões e estudantis. 

Destacam-se, neste grupo, os rodoviários do grande Rio - que recentemente fizeram várias paralisações contra a direção de seus sindicatos -, garis de São Gonçalo - que vem sofrendo represálias tanto da patronal quanto de seu próprio sindicato -, o movimento Acorda Peão Comperj, que
O Movimento Rodoviários em Luta do RJ esteve presente na reunião
vem construindo uma oposição ao sindicato local da construção civil após importantes greves no último período, além dos Metroviários de São Paulo, que estão em greve contra o governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

terça-feira, 3 de junho de 2014

Fórum de Saúde do Rio realiza debate sobre o dia do assistente social

por Rodrigo Barrenechea, editor

 
Fotos: Rodrigo Barrenechea (por celular)
  Cerca de 80 pessoas compareceram ao auditório do Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte do Rio, em debate convocado pelo Fórum de Saúde do Rio. O debate, organizado em torno à comemoração do dia do assistente social, teve como debatedores Cíntia Teixeira, pela CSP-Conlutas, Jorge Darze, presidente do sindicato dos médicos,  Maria de Fátima Andreazzi, professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva - IESC/UFRJ e Mônica Olivar, Assistente Social da FIOCRUZ e diretora do CRESS 7ª região. Seu tema principal, "OS TRABALHADORES DA SAÚDE NO CENÁRIO CONTEMPORÂNEO DO SUS", tem a ver com os processos de desmonte do Sistema Único de Saúde, privilegiando o estabelecimento de mecanismos privatistas de prestação de cuidados de saúde, especialmente o impulso aos planos de saúde privada e a gestão terceirizada das unidades de saúde, por meio das OS's (Organizações Sociais).

terça-feira, 27 de maio de 2014

Os novos caminhos do racismo

por Max Laureano, especial para a ANotA


O preconceito de credo e culto revela um aspecto
assustadoramente racista (Fotos: Max Laureano)
Percebe-se, a partir de algumas postagens em redes sociais, um crescimento de manifestações de ódio racial e intolerância religiosa ou da direita declarada: Os casos de violência online - que em inglês dá-se o nome de “flame war”, isto é uma interação hostil entre usuários da Internet - têm aumentado assustadoramente.

O programa do partido do deputado federal Jair Bolsonaro no começo do ano foi bem explícito em relação a isso. Uma pesquisa recente demonstrou que o discurso do ódio pregado por esse capitão-do-mato com carteira de deputado incentiva várias pessoas se organizarem, a se exporem à luz, longe dos pontos de encontro de extrema direita típicos.

As reações em fóruns e redes sociais sobre a decisão do juiz Eugênio Rosa, da 17ª Vara de Justiça Federal, que não aceitou o pedido do MPF para retirar vídeos do Youtube que continham mensagens de intolerância contra religiões afro-brasileiras – candomblé e umbanda, são exemplos disso.

A decisão de Rosa, em primeira instância, publicada no dia 1º de abril de 2014, dizia que “manifestações religiosas afro-brasileiros não constituem religião”, porque elas não conteriam “traços necessários de uma religião, de acordo com um texto-base,”, tais como a Bíblia para os cristãos ou o Alcorão para os islâmicos. O juiz ainda cita “ausência de estrutura hierárquica e ausência de um Deus a ser venerado”.

No dia 22 de maio passado, um grupo de pessoas do candomblé, da umbanda e alguns representantes dos povos indígenas foram ao prédio da Justiça Federal, no Rio de Janeiro, participar de uma manifestação contra a decisão do juiz. Este recebeu os seguidores de diversos segmentos das religiões de matriz africana, na parte da tarde.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

1º de Maio na Maré

por Rodrigo Barrenechea, editor


Fotos: Rodrigo Barrenechea
Convocados pela Plenária de Movimentos Sociais, cerca de 400 pessoas caminharam por pouco mais de 1 Km na Avenida Brasil, no ato do Dia do Trabalhador. O complexo da Maré foi o local escolhido por simbolizar a política repressiva do Estado, que criminaliza a pobreza e os movimentos sociais, usando as Forças Armadas como meio repressivo. 

A falta de educação, saúde, habitação etc., e a proximidade dos megaeventos - como a Copa do Mundo - tem levado aos governos a cada vez mais lançar mão de ações repressivas e do militarismo nas áreas pobres das cidades.


A PM acompanhou o ato, mas sem o aparato repressivo
de costume, apenas com viaturas para orientar o trânsito
Além do repúdio à política de higienização social, o ato levantou um viés classista e combativo, em oposição às centrais sindicais governistas e pelegas, que tratam a data como evento festivo, atraindo multidões com festas e sorteios e despolitizando a data.


Ao fim da caminhada, os diferentes movimentos sociais, sindicais e de juventude, assim como os partidos de esquerda presentes ao ato, fizeram suas saudações, confiando que somente a luta muda a vida.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ato contra aumento de passagens reúne mais de 2500 manifestantes

Protesto no Rio foi marcado pelo luto, pela irreverência e 
pelo clima calmo, apesar da presença ostensiva da Polícia

por Rodrigo Barrenechea, editor



Mais um protesto contra o aumento da tarifa dos ônibus no Rio; os atos se intensificaram desde que o prefeito Eduardo Paes autorizou o reajuste acima da inflação, de R$ 2,75 para R$ 3,00. Desta vez, mais de 2.500 pessoas andaram no fim da tarde desta quinta, da Candelária até a sede da Prefeitura, na Cidade Nova. 



A irreverência marcou o ato, com os manifestantes perguntando "Onde está o meu cachê?", em alusão ao depoimento do suspeito preso no caso Santiago Andrade - segundo ele, partidos de esquerda financiariam as manifestações por meio de "ajuda de custo" aos ativistas.


Ao passar próximo à Central do Brasil, local da morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, os manifestantes fizeram silêncio em luto não apenas por Santiago, mas também pelo camelô atropelado no mesmo dia, assim como por todos os mortos desde o ano passado.

O ato terminou pacificamente, sem bombas nem repressão, apesar do forte aparato policial presente na do início ao fim do protesto.