sexta-feira, 5 de junho de 2015

Começou o 2º Congresso da CSP-Conlutas!

Fotos: Rodrigo Barrenechea
2º Congresso da CSP-Conlutas começa reafirmando a necessidade da unidade da classe trabalhadora!

Por Wellingta Macêdo, direto de Sumaré-SP

Foi com um dia lindo de sol acolhedor que começou o 2º Congresso da CSP-Conlutas na zona rural do município de Sumaré, São Paulo. Aproximadamente, 2.000 trabalhadores e trabalhadoras de norte a sul do país, encontraram-se no feriado e passarão os próximos 3 dias discutindo as lutas da classe trabalhadora brasileira, dentro dessa conjuntura de crise internacional. Operários da Construção Civil do Pará e Ceará, Professores em greve do Paraná, Pará e Pernambuco, Rodoviários e Vigilantes de Macapá, Trabalhadores da COMPERJ, servidores federais e estaduais, movimento de combate às opressões, MML, Quilombo Raça e Classe, LGBTs são a expressão do que é a CSP-Conlutas, Central Sindical e Popular e suas responsabilidades diante da luta classista dos trabalhadores e trabalhadoras.

Já na mesa de abertura, Atnágoras Lopes, da Executiva Nacional da Central, saudou o Congresso e todos os delegados, observadores e convidados presentes. Ressaltou a importância do Congresso que acontece no meio de uma grave crise política e financeira que o país atravessa diante de escândalos como a Operação Lava Jato, o escândalo da Petrobrás , o envolvimento dos parlamentares e a baixa popularidade que vive o governo Dilma, após a divulgação do Ajuste Fiscal com a implementação das MPs 664 e 665 e a PL 4330, das terceirizações. Atnágoras falou da necessidade de se fortalecer a luta da classe trabalhadora brasileira para resistir a esses ataques e a construção de uma ferramenta revolucionária dos trabalhadores e qual o papel que a CSP-Conlutas deve cumprir nesse processo.

Várias organizações e ativistas participaram da mesa de abertura, saudando o Congresso e os participantes. Uma delegação internacional composta por países como Argentina, Chile, França saudaram o Congresso e ratificaram a luta dos trabalhadores na Europa e na América Latina; Mauro Iasi do PCB e Luciana Genro do PSOL, também saudaram o Congresso e falaram sobre a importância do mesmo hoje, na luta da classe trabalhadora brasileira. Ativistas da OAB, Auditoria Cidadã, MLS e outros, também saudaram o Congresso. A mesa de abertura terminou ao som da Internacional Comunista, cantada por todos presentes.

Logo em seguida, foi instalada a mesa de Conjuntura Nacional e Internacional. Além de Luciana Genro e Mauro Iasi estarem na mesma, Zé Maria do PSTU, também fez parte da mesa. Os três discutiram a situação de crise  internacional e a responsabilidade da esquerda em organizar a classe trabalhadora na luta contra os ataques da burguesia. A construção de uma Greve Geral foi defendida pelos três, mas as formas como essa Greve vai se dar depende da unidade da classe trabalhadora. 


Outra questão que apresenta polêmica entre os ativistas é a chamada unidade com as Centrais hoje consideradas governistas ou no jargão sindicalês "pelegas" como a CUT, a CTB e a Força Sindical. Essa discussão deve permear todo o Congresso e as discussões, até o dia 07 de junho, dia da plenária final e da aprovação das resoluções do Congresso, a partir dos grupos que já começaram os debates na tarde de ontem indo até o começo da noite.

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