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sábado, 21 de outubro de 2017

Ato marca lançamento da Frente Nacional em Defesa da Educação Pública Superior

por Rodrigo Barrenechea, da redação

Fotos: Rodrigo Barrenechea
   Na tarde desta quinta (19), a Concha Acústica da Uerj foi tomada por estudantes, trabalhadores e população - unidos em defesa da educação superior pública, laica, gratuita e democrática. O governo Temer, mesmo antes da aprovação da PEC 55, já vinha cortando verbas das universidades e laboratórios de pesquisa, aprofundando uma tendência já observada desde os governos anteriores. Com o Reuni, ao mesmo tempo em que se dava uma desenfreada expansão das vagas sem o consequente aumento do custeio, aumentava a cobrança sobre docentes e técnicos por resultados sem que lhes fossem dadas as condições para alcançá-los. Com Temer a situação piorou, já que com o corte de investimentos e a crise econômica, o que era pouco tornou-se menos ainda. Por outro lado, a educação privada não tem muito do que reclamar. Segundo dados do Sindicato das Mantenedoras do Estado de São Paulo, 78% dos formandos dos últimos 10 anos são egressos de faculdades particulares, que em muito se beneficiaram de programas como Fies e Prouni.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Protesto de servidores termina com forte repressão no Rio

Trabalhadores protestaram contra a privatização da Cedae e do aumento da contribuição previdenciária, entre outros temas


Por Rodrigo Noel



O fim do recesso parlamentar já apontava o retorno do pacote de austeridade do governo estadual a ALERJ, também conhecido como "Pacote de Maldades de Pezão e Dornelles". Dentre as diversas medidas que atacam direitos da população ao acesso a serviços públicos de qualidade, o pacote prevê o aumento da contribuição previdenciária dos servidores estaduais para 14%, um confisco adicional de 8% nos salários por 3 anos, a privatização da companhia estadual de água e esgoto (CEDAE), congelamento de salários, entre outras medidas como a extinção de algumas secretarias estaduais.



A manifestação dos servidores iniciou as 12h de ontem (1º) e contou com a presença de diversas categorias, desde a segurança pública até a educação, passando pelos serventuários e profissionais da saúde, além, é claro, dos trabalhadores da CEDAE.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Protesto por mais verbas leva 1000 à sede do governo estadual do Rio

por Rodrigo Barrenechea, do Rio de Janeiro

Faixa convocando ato na FFP-UERJ. Fotos: RB
  Na tarde desta quinta (21), por volta de mil pessoas participaram de uma marcha por mais verbas para a educação universitária. Professores, alunos e servidores das 3 universidades estaduais do Rio - UERJ (e seus 3 campi, Maracanã, FFP-São Gonçalo e FEBF-Caxias), UEZO e UENF - e do Colégio de Aplicação da UERJ foram às ruas por mais verbas e pela regularização do pagamento aos terceirizados. A falta de recursos, causada pelos ajustes fiscais implementados pelos governos federal e estadual, vem causando repetidos atrasos nos salários dos funcionários terceirizados. Assim, diversas unidades tem tido dificuldade para funcionar, como o CAp-UERJ e o campus Maracanã da UERJ, que teve o funcionamento dos elevadores paralisado semana passada.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Greve da educação do Pará completa 55 dias de luta

Professores mantêm resistência contra a intransigência do governo de Simão Jatene


por Wellingta Macêdo, de Belém do Pará.


Aluno participa de protesto dos professores paraenses
Foto: Wellingta Macêdo
  No dia 25 de março passado foi deflagrada a greve dos professores da rede estadual de ensino do estado do Pará. Os professores e professoras reivindicam há tempos a valorização do magistério, tão desrespeitado pela política implementada pelo governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Há mais de oito anos Janene governa o estado, que é um dos campeões em falta de estrutura nas escolas públicas, falta de merenda escolar, desvio de verba, o que acaba comprometendo a qualidade de ensino. 


Para além disso, os professores estão lutando pelo pagamento do piso salarial nacional; só que o governo alega que não tem dinheiro e ainda propõe pagar o retroativo do piso em 18 meses. A categoria briga também pela implementação da hora pedagógica e a lotação por jornada, umas das principais polêmicas com o governo, que chegou a chamar os professores de “mafiosos”. Os professores têm realizados passeatas constantes até a SEAD (Secretaria de Administração) e já ocuparam a Seduc (Secretaria de Educação). Na semana passada, ocuparam o CIG (Centro Integrado do Governo) por três dias, numa tentativa de forçar uma negociação com o governo, já que o mesmo até o momento fez apenas uma proposta indecorosa para a categoria e pagou um anúncio milionário na principal rede local, com mentiras e calúnias sobre a greve.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Trabalhadores do Comperj acampam no Rio por salários

por Rodrigo Barrenechea, do Rio de Janeiro

Fotos: RB
Cerca de 100 trabalhadores da Alumini (ex-Alusa) estão em frente da Petrobrás desde a manhã desta quinta (29), pedindo que a empresa resolva a crise da empreiteira. Esta deve tanto a demitidos quanto a trabalhadores ainda empregados, porém estes não recebem seus salários desde novembro. A dívida chega à cerca de R$ 14 milhões, entre passivos trabalhistas, salários, 13º, férias vencidas e benefícios indiretos. 


A construtora, que alegava não ter recursos, impetrou pedido de recuperação judicial, aceito pela justiça. O bloqueio dos bens da Alumini foi devido a uma ação impetrada pelos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Vindos de Itaboraí, onde fica o canteiro de obras do Comperj, os operários foram chegando perto das 7 da manhã no Edifício Sede da Petrobrás, no centro do Rio. Eles levaram seus uniformes, deixados no chão propositalmente para serem pisados, assim como um caixão com um boneco também uniformizado, simbolizando a morte da empresa. A manifestação contou com o apoio do Sindipetro-Rio e de diversos outros movimentos sociais que por lá passaram. A intenção dos trabalhadores é permanecer acampado até que a Petrobrás resolva o problema deles.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Empreiteira do Comperj deixa trabalhadores na mão depois de ser citada na Operação Lava-Jato

por Rodrigo Barrenechea, direto de Niterói

Fotos: RB
A crise chegou com força ao Comperj. Assim como outras obras da Petrobrás, o Comperj - Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - tem sofrido com os escândalos de corrupção que envolveram as empreiteiras e a estatal petrolífera. Agora, uma das construtoras, a ALUSA/ALUMINI, depois de constar nas investigações da Polícia Federal durante a Operação Lava-Jato, deixou os trabalhadores sem salário ou sem emprego.

Desde setembro do ano passado, já são 469 demitidos; os que perderam o emprego a partir de outubro fizeram um acordo para receber a recisão mas a empresa não cumpriu com o acertado. Eles não receberam nem a 3ª e última parcela do acordo nem os 40% do FGTS a que tem direito. Ainda mais: as cotas do fundo do restante dos trabalhadores não são depositadas há pelo menos 3 meses. Já os que não foram demitidos enfrentam uma difícil situação: não recebem salários e também não conseguem baixa em suas carteiras de trabalho. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Duas táticas da policial-democracia na reação autoritária

por Rodrigo Barrenechea,
da Redação


  A Copa começou, os problemas empurrados para debaixo do tapete, e tudo está bem. Está mesmo? Ao mesmo tempo em que multidões de torcedores ocupam as ruas das cidades-sede da competição, diversos atos protestam contra os gastos excessivos, a corrupção e a repressão aos movimentos sociais. Algumas coisas não mudam: a grande imprensa diminui drasticamente o número de participantes, colunistas berram contra o "radicalismo" e inventam ligações entre partidos de esquerda, os Black Blocs e o crime organizado, isso para dizer o mínimo. Por outro lado, o governo faz malabarismo com os números e diz que os gastos da
Manifestante de São Paulo, mesmo imobilizado pela
 polícia, recebe spray de pimenta no rosto. (Foto: R7)
Copa não chegam nem perto do que se investe em educação e saúde. Como diz o jornalista esportivo Milton Neves, o Brasil deve ganhar todas as medalhas em "saltos orçamentais"...


  Contudo, em se tratando de táticas militares, algo mudou. Se em protestos anteriores, a polícia simplesmente terminava os atos jogando bombas ou gás de pimenta, agora seus métodos se sofisticam. Isso seria de se esperar, a repressão estuda seus "inimigos" e se ajusta a eles; só que vivemos - em tese - num Estado democrático, onde há o direito livre à manifestação.

Liberdade vigiada

terça-feira, 10 de junho de 2014

Entrevista coletiva e problemas marcam inaguração do Centro Aberto de Mídia da Copa do Mundo

por Rodrigo Barrenechea, editor, do Rio de Janeiro

Faixa de pedestres em Copacabana tem pinturas contrárias à Copa
Fotos: RB
  Nesta terça, 09/06, o governo federal inaugurou o CAM - Centro Aberto de Mídia, localizado no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro. O objetivo da instalação é fornecer estrutura para os jornalistas e veículos de imprensa fazerem a cobertura da Copa, ajudando no envio de matérias, fotos, vídeos etc., especialmente para aqueles que não montaram seus próprios centros de imprensa. No entanto, vários problemas marcaram seu primeiro dia de funcionamento. 

Localizado numa área militar, tem uma bela aparência, com mesas para os profissionais montarem seus laptops, com conexão de internet tanto por cabo quanto sem-fio, assessoria de imprensa, releases com as pautas, entre outras facilidades. Porém, os problemas começaram com o credenciamento dos jornalistas, cuja maioria fez cadastro prévio pelo site do CAM. Ao chegar lá, o sistema estava fora do ar, impedindo a emissão dos crachás. Além disso, por várias vezes a rede de internet caiu, o que impedia também o envio das matérias e travava a comunicação pelos celulares por meio de wifi. Contudo, a equipe disse que não seria necessário estar credenciado para participar da coletiva que foi convocada para inaugurar o CAM, que homenageia João Saldanha - festejado como jornalista e especialista em futebol, mas cujo passado como militante do PCB foi obviamente ignorado.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

1º de Maio na Maré

por Rodrigo Barrenechea, editor


Fotos: Rodrigo Barrenechea
Convocados pela Plenária de Movimentos Sociais, cerca de 400 pessoas caminharam por pouco mais de 1 Km na Avenida Brasil, no ato do Dia do Trabalhador. O complexo da Maré foi o local escolhido por simbolizar a política repressiva do Estado, que criminaliza a pobreza e os movimentos sociais, usando as Forças Armadas como meio repressivo. 

A falta de educação, saúde, habitação etc., e a proximidade dos megaeventos - como a Copa do Mundo - tem levado aos governos a cada vez mais lançar mão de ações repressivas e do militarismo nas áreas pobres das cidades.


A PM acompanhou o ato, mas sem o aparato repressivo
de costume, apenas com viaturas para orientar o trânsito
Além do repúdio à política de higienização social, o ato levantou um viés classista e combativo, em oposição às centrais sindicais governistas e pelegas, que tratam a data como evento festivo, atraindo multidões com festas e sorteios e despolitizando a data.


Ao fim da caminhada, os diferentes movimentos sociais, sindicais e de juventude, assim como os partidos de esquerda presentes ao ato, fizeram suas saudações, confiando que somente a luta muda a vida.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ato contra aumento de passagens reúne mais de 2500 manifestantes

Protesto no Rio foi marcado pelo luto, pela irreverência e 
pelo clima calmo, apesar da presença ostensiva da Polícia

por Rodrigo Barrenechea, editor



Mais um protesto contra o aumento da tarifa dos ônibus no Rio; os atos se intensificaram desde que o prefeito Eduardo Paes autorizou o reajuste acima da inflação, de R$ 2,75 para R$ 3,00. Desta vez, mais de 2.500 pessoas andaram no fim da tarde desta quinta, da Candelária até a sede da Prefeitura, na Cidade Nova. 



A irreverência marcou o ato, com os manifestantes perguntando "Onde está o meu cachê?", em alusão ao depoimento do suspeito preso no caso Santiago Andrade - segundo ele, partidos de esquerda financiariam as manifestações por meio de "ajuda de custo" aos ativistas.


Ao passar próximo à Central do Brasil, local da morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, os manifestantes fizeram silêncio em luto não apenas por Santiago, mas também pelo camelô atropelado no mesmo dia, assim como por todos os mortos desde o ano passado.

O ato terminou pacificamente, sem bombas nem repressão, apesar do forte aparato policial presente na do início ao fim do protesto.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Nota da ANotA em solidariedade à família de Santiago Ilídio

Queremos prestar nossa solidariedade a família de Santiago Ilídio, cinegrafista do Grupo Bandeirantes de Comunicação, que veio a falecer na manhã de ontem (10/02) em decorrência de graves ferimentos durante a cobertura da manifestação pela redução do valor das passagens e por mais qualidade no transporte público.

Santiago foi mais uma vítima da truculência dos governos que seguem aumentando seu nível de repressão as manifestações desde as jornadas de junho de 2013. Além de Santiago, um senhor de idade morreu atropelado no mesmo dia, em decorrência 
do "corre-corre" provocado pela truculência policial no ato realizado na Central do Brasil.

Nas manifestações de rua, os profissionais da imprensa (seja da grande mídia ou midiativistas) são rotineiramente agredidos, em sua imensa maioria, pela polícia militar do
Rio de Janeiro, como demonstra levantamento feito pela ABRAJI.

Responsabilizamos os governos Cabral e Paes, através da repressão, e as empresas da grande mídia, por não oferecerem equipamentos adequados de proteção ao trabalhador, por mais essa fatalidade. É com infelicidade que lembramos a todos e todas que esse é mais um caso na Bandeirantes do Rio de Janeiro, já que em 2011 o também cinegrafista Gelson Domingos da Silva morreu durante uma cobertura jornalística em que a PM invadiu a Favela de Antares, na Zona Oeste do Rio.

As passagens aumentaram. Dois trabalhadores morreram. Os senhores de gabinete sorriem.

ANotA - Agência de Notícias Alternativas

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Se não fosse o racismo, não existiria o “rolezinho”

por Ademar Lourenço, de Brasília

O primeiro “rolezinho” da história foi no dia 1º de fevereiro de 1961, na cidade norte-americana de Greensboro, no estado da Carolina do Norte. Não, ninguém estava tocando funk. Na verdade, o que incomodou foi o silêncio. Quatro jovens negros se sentaram em uma lanchonete e esperaram ser servidos. Era uma lanchonete onde só brancos poderiam frequentar. Sem resposta, continuaram sentados, se negando a inclusive a respoder às provocações das pessoas. Causaram um alvoroço na cidade inteira e depois no país.

“São pessoas como vocês que nos causam problemas. Vão lá para baixo, se querem comer” advertiu uma garçonete. Parece que em mais de 50 anos as reclamações são parecidas. O “rolezinho” que começou uma grande mobilização pela igualdade racial no mundo inteiro ainda não conseguiu alcançar seus objetivos. Mas pelo menos as leis de segregação nos Estados Unidos foram banidas.

Jovens ouvindo música e flertando incomoda?  Também não incomoda os playboys em seus carros no meio trânsito, nas seis da manhã de uma puta segunda-feira com o som tocando alto no centro da cidade?  Porque ninguém reclama? Porque não chama a polícia para reprimir carnaval de rua que cobra abadá a R$ 400,00? A discussão não é sobre sossego público ou lugar para se divertir. É sobre RACISMO.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Greves e povo nas ruas: A Primavera Sul-Coreana já começou?

por Juzerley Santos, da Redação
Greve geral e povo nas ruas na Coréia  mostram que 2013 ainda não acabou
Líder mundial da indústria de construção naval e sede da poderosa Hyundai, considerada a 13ª maior economia e um dos países mais desenvolvidos do mundo pelas Nações Unidas, pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a Coréia do Sul parece que resolveu ter sua própria “primavera”ao apagar das luzes de 2013.

No último dia 27/12 o governou sul-coreano de Park Geun-Hye ordenou, sem mandado, o uso de  4 mil policiais na ocupação da sede da Confederação dos Sindicatos da Coreia (KCTU), a demissão de mais de 8000 grevistas do Sindicato dos Ferroviários Coreanos (KRWU) e a prisão dos principais líderes sindicais. 

Nesta sábado, 28/12, uma greve geral de grandes proporções e inúmeros protestos espalharam-se pelo país em apoio à greve dos ferroviários iniciada há quase um mês contra o processo de privatização da ferrovia. A política privatista, a grande repressão aos sindicalistas e opositores do governo, as denúncias de corrupção e suspeitas de fraudes nas últimas eleições presidenciais levaram centenas de milhares de trabalhadores e jovens a tomarem as ruas da capital Seul e de outras cidades sul-coreanas.

sábado, 2 de novembro de 2013

O caso dos 30 ativistas presos na Rússia e a cobiça sobre o Ártico

por Dirley Santos, da Redação



Divulgação
A ambientalista brasileira, a bióloga Ana Paula Maciel, de 31 anos, está detida há cerca de dois meses na Rússia juntamente com outros 29 ativistas de 18 países. O caso teve início no dia 18 de Setembro, quando os ativistas oriundos de diversos países realizaram uma manifestação do grupo Greenpeace em águas internacionais.



O ato era contra o projeto de exploração de petróleo encabeçado pela empresa russa Gazprom e a Shell, no mar do Ártico. Os manifestantes, que estavam a bordo do navio quebra-gelo Arctic Sunrise, do Greenpeace, escalaram a plataforma de Prirazlomnaya, pertencente à estatal russa. A Guarda Costeira chegou a fazer disparos de advertência para deter os manifestantes.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Campo de Libra: um negócio da China com preço de banana

por Rodrigo Barrenechea, do Rio de Janeiro

Força Nacional de Segurança isola
manifestantes do hotel onde o leilão
era realizado. (Foto: Rodrigo Noel)
Ontem, 21 de outubro, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Petrobrás e o governo federal promoveram a licitação do campo petrolífero de Libra, no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste carioca. Libra é considerada a maior reserva petrolífera da bacia de Santos, a “pérola” do pré-sal, com potencial para produzir mais óleo que toda a produção brasileira desde que a exploração do “ouro negro” começou, nos anos 1930.

Mas o que levou a centenas de manifestantes à se enfrentarem com a Força Nacional de Segurança, ontem, em condições claramente desfavoráveis? Por que os petroleiros, que supostamente formam a elite entre os trabalhadores das estatais e que estão divididos em duas entidades sindicais nacionais, entraram em greve por todo o país, colocando suas diferenças políticas de lado?


Duas razões podem ser apontadas num exame inicial: a primeira, é que Libra representa a possibilidade do Brasil não apenas deixar de ser importador de petróleo, mas até mesmo passar a ser exportador. Isso dá uma dimensão mítica às descobertas da Petrobrás na região do pré-sal; imagine-se, o Brasil passaria a ser membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)! Tal riqueza, não apenas geraria enormes recursos em impostos, royalties e lucros à Petrobrás e ao governo, seu controlador acionário, como a exportação do óleo geraria divisas em moeda estrangeira capaz de impulsionar o desenvolvimento tecnológico e industrial do país. Vender, ou “licitar” – segundo o termo adotado pelo governo federal –, seria um contrassenso, pois transfere os lucros do governo para uma ou mais empresas que explorariam as jazidas.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Passeata contra o leilão de Libra nesta quinta


17 de outubro é Dia Nacional de Mobilização contra o Leilão do Pré-sal. No Rio de Janeiro, passeata vai da Candelária até a Cinelândia para exigir o cancelamento da criminosa privatização do petróleo brasileiro.

No dia 17 de outubro, quatro dias antes da licitação do campo de Libra, a campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, entidades sindicais, do movimento popular e estudantil, convocam mais um dia nacional de mobilização. O objetivo é pressionar o Governo Federal para cancelar o criminoso leilão de Libra, o primeiro na área do pré-sal.

Neste dia, acontecerão atividades em todo o Brasil. No Rio de Janeiro, além de protestos e mobilizações nas unidades da Petrobrás, será realizada um grande ato articulado em conjunto por diversas organizações que constroem a campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso. A passeata no centro do Rio de Janeiro começa às 17h, com concentração na Candelária. De lá parte em direção à Cinelândia.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ato contra violência do Estado nesta quarta-feira (2/10) na UERJ


 Por SEPE-RJ

   Nesta quarta-feira (dia 2), a partir das 17h, será realizado na UERJ (Maracanã) um ato contra a violência e a repressão que tem caracterizado o comportamento das forças de segurança do governo Cabral em todas as manifestações que questionam a postura intransigente e as políticas públicas dos governos estadual e municipal. Desde sua primeira gestão, o governador tem pautado a sua política pública de segurança na repressão ao movimento civil e na violência da sua polícia contra a população menos favorecida. O prefeito Eduardo Paes pauta a sua atuação pela mesma cartilha, apoiando as ações empreendidas pelo governo estadual na área de segurança.

   O Sepe convoca todos os profissionais das redes estadual e municipal, que têm sofrido uma brutal repressão das forças de segurança estaduais em diversas manifestações, como as ocorridas na desocupação da Câmara de Vereadores, no último sábado, e na votação do plano de cargos e salários da categoria nesta segunda-feira (dia 1).

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

I Marcha das Vadias de Niterói reúne cerca de 1000 manifestantes

Foto: Rafaella Barreto
por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   A cidade de Niterói viveu hoje mais um dia de luta contra o machismo. A marcha foi organizada por diversos grupos e entidades do movimento social da cidade que há 2 meses veio se reunindo e organizando a manifestação.

   As ativistas se concentraram na Praça da Cantareira, tradicional ponto de encontro dos jovens da 'Terra de Araribóia', percorreram as ruas do Centro da cidade e terminaram na prefeitura, onde exigiram medidas do prefeito Rodrigo Neves (PT) para acabar com os casos de estupro na cidade. 

   Em panfleto distribuído durante a marcha, as ativistas denunciam que o número de casos de estupro cresceu quase 250% na cidade, nos últimos 4 anos, segundo dados oficiais fornecidos pelo Instituto de Segurança Pública.

   Entre outras reivindicações, as manifestantes exigiram mais verbas para a saúde, o pleno funcionamento da maternidade Alzira Reis (ameaçada de fechamento pela prefeitura), o veto presidencial ao estatuto do nascituro (também conhecido como "Bolsa Estupro") e mais delegacias especializadas no atendimento a mulheres (DEAM).

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Grupo organizado nas manifestações de junho está acampado há um mês em frente ao Congresso Nacional

Por Ademar Lourenço, de Brasília
  
 “Isso aqui não tem nada a ver com partido. Não somos uma organização”. Era o que repetia a cada dez minutos de entrevista os membros do acampamento que está em frente ao Congresso Nacional. Eles defendem, entre várias causas, uma proposta de reforma política. Segundo um dos membros do movimento (“Não temos líderes”, outro mantra repetido várias vezes), eles estão lá desde o dia 5 de julho e não têm data para sair.

   A referência dos manifestantes está nos vários acampamentos realizados pelo mundo. Um exemplo foi as milhares de pessoas que ocuparam praça Tahir, no Egito, movimento que culminou na queda do ditador Hosni Mubarak em 2011. Na Espanha, nos Estados Unidos e na Turquia as pessoas também armaram barracas em locais públicos para fazer protestos.

   Eles dizem ser cerca de 50 pessoas vindas de vários estados. Tem gente de Pernambuco, Roraima, Brasília e de outros lugares. Brasileiros de várias idades e profissões. Segundo os próprios membros do acampamento, eles se conheceram pela internet e nas grandes manifestações que tomaram conta do país em junho deste ano.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Protesto pelo Fora Cabral termina em ocupação da câmara de vereadores do Rio

Foto: ED
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

Após tentativa frustrada de ocupação da Alerj, os ativistas seguiram em marcha pelas ruas do Centro até a Cinelândia

   O Rio de Janeiro viveu mais um dia de protestos contra o governador Sérgio Cabral nesta quinta-feira. Organizado pelo Fórum de Lutas Contra o Aumento da Passagem, o protesto iniciou com uma caminhada pela Avenida Rio Branco saindo da Candelária. Entre outras reivindicações, os manifestantes exigiam o fim da polícia militar, a revogação da privatização do Maracanã e o passe-livre.

Foto: Rodrigo Barrenechea
   Enquanto o ato principal seguia pela Avenida Rio Branco, dezenas de ativistas tentaram ocupar as galerias do plenário da Assembleia Legislativa do RJ (ALERJ). Passados poucos minutos, a presidência da casa ordenou que os seguranças da ALERJ botassem os manifestantes pra fora. A ordem foi atendida e a truculência foi a regra: sobraram gás de pimenta e agressões físicas aos manifestantes, até mesmo para alguns deputados presentes que conversavam com os trabalhadores e estudantes que lá estavam. A professora Vera Nepomuceno, diretora do SEPE-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ), teve seus óculos propositalmente quebrados por um dos seguranças da ALERJ.


Foto: Rodrigo Noel
   Já do lado de fora do Palácio Tiradentes (sede da ALERJ), os cerca de mil ativistas logo se reorganizaram e seguiram em marcha pelas ruas do Centro em direção à Cinelândia, tradicional palco de manifestações populares. Centenas de policiais sem identificação acompanharam a caminhada pacífica. Diversos manifestantes permanecem neste momento na Praça Floriano Peixoto, exigindo o “Fora Cabral”, transporte 100% público, o fim da dupla função para motoristas de ônibus, entre outras reivindicações. Uma pergunta permanece: cadê o Amarildo?