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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Os 10 momentos que marcaram o racismo no Brasil em 2014

por Max Laureano, especial para a ANotA

Uma das coisas mais interessantes do Racismo brasileiro, é que por mais explicitamente racistas sejam as situações, as personagens, enfim, tudo, aponte como elementos advindos da lógica racista estrutural neste país, ainda assim haverá alguém para negar, defender ou justificar tal contexto. 
Vejam aqui uma lista momentos dos mais marcantes do Racismo no Brasil no ano de 2014: 

1 - em Fevereiro, um adolescente negro foi acorrentado a um poste, nu, com cortes de facas, com a "justificativa" de que ele praticava furtos na zona Sul do Rio de Janeiro. Mas a gangue que fez isso depois foi denunciada por tráfico de drogas na região onde o adolescente fora acorrentado. Mas nenhum deles teve a mesma "pena";

2 - no mesmo mês, o jogador Tinga, do Cruzeiro, foi alvo de insultos racistas durante a partida contra o Real Garcilaso, do Peru. Em Huan Cayo, o jogador ouviu das arquibancadas imitações de macacos a cada vez que tocou na bola. “Eu deixaria de ganhar qualquer título para que não houvesse mais desigualdade", disse na ocasião;

3 - O ator negro Vinícius Romão de Souza foi preso no mês de fevereiro acusado de roubo. Ele, que atuou na TV Globo, foi confundido com um ladrão que havia roubado a bolsa de uma mulher na Zona Norte do Rio de Janeiro. Injustamente, permaneceu na cadeia por 16 dias. Amigos do jovem afirmaram, à época, que se tratava de mais um caso de preconceito racial;

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Duas coisas são difíceis de definir: a morte e a Literatura


por Max Laureano, especial para a ANotA

   O que é "morrer"? Deixar de estar entre nós, seres vivos? Sair da lembrança, deixar de ser visto? Se é assim, Elvis não morreu, Shakespeare está ainda vivo!  Diariamente milhares de pessoas ouvem seus discos, livros e peças.

   E literatura? O que se lê, com algum interesse, o que se tem prazer ao ler? Então bulas de remédios e aquele livro do Machado de Assis que você foi obrigado a ler se enquadram em literatura e não literatura?

   Este mês foram embora deste livro que a gente chama de "vida" três pessoas que praticavam a Arte da Literatura. Estão mortos? Fisicamente, sim. Mas o que escreveram supera o simples conceito de morte física.

   Literatura é algo que se demora a fazer, arte que se aprende, aprimora-se com o tempo. É como ser pedreiro: a gente aprende a pôr o tijolo correto no local e tempo certos. A ter experiência e paciência, para a massa secar, a entender o que o chefe quer. E na literatura, assim como na marcenaria, se faz necessário criar calos, de tanto trabalho árduo.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Debate "O Haiti é aqui" discute os 10 anos da ocupação militar do país

por Max Laureano, especial para a ANotA

   No dia 28 de Maio aconteceu o debate "O Haiti é Aqui", no Sindicato dos Petroleiros-RJ. No evento procurou-se fazer uma referência aos 10 anos de Ocupação Militar naquele país, fazendo um paralelo com a ocupação militar das UPP's no Brasil.
  O evento teve as participações de Franck Seguy, jornalista haitiano e doutor pela Unicamp, do MC Calazans, do APAFUNK, de Mônica Francisco, moradora do Borel e coordenadora do ASPLANDE, e com moderação de Sandra Quintela (PACS/Jubileu Sul).

  Segundo Seguy, para o Imperialismo o Haiti hoje é o lugar
A ocupação militar do Haiti é marcada também
pela necessidade de "humilhar" o país,
atitude típica de um exército invasor, explica Seguy.
Fotos: Rodrigo Barrenechea.
mais seguro para se produzir vestuário, sendo mais barato do que aquele produzido na China. Isto ocorre através da política de "zonas francas", isto é, setores operários têxteis sem nenhuma regulamentação trabalhista.


  Em 2009, começam rebeliões operárias, reprimidas pela forças de intervenção da ONU,a  Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), que funcionaria como "polícia terceirizada", a mando do imperialismo, com a forte participação do Brasil.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Os novos caminhos do racismo

por Max Laureano, especial para a ANotA


O preconceito de credo e culto revela um aspecto
assustadoramente racista (Fotos: Max Laureano)
Percebe-se, a partir de algumas postagens em redes sociais, um crescimento de manifestações de ódio racial e intolerância religiosa ou da direita declarada: Os casos de violência online - que em inglês dá-se o nome de “flame war”, isto é uma interação hostil entre usuários da Internet - têm aumentado assustadoramente.

O programa do partido do deputado federal Jair Bolsonaro no começo do ano foi bem explícito em relação a isso. Uma pesquisa recente demonstrou que o discurso do ódio pregado por esse capitão-do-mato com carteira de deputado incentiva várias pessoas se organizarem, a se exporem à luz, longe dos pontos de encontro de extrema direita típicos.

As reações em fóruns e redes sociais sobre a decisão do juiz Eugênio Rosa, da 17ª Vara de Justiça Federal, que não aceitou o pedido do MPF para retirar vídeos do Youtube que continham mensagens de intolerância contra religiões afro-brasileiras – candomblé e umbanda, são exemplos disso.

A decisão de Rosa, em primeira instância, publicada no dia 1º de abril de 2014, dizia que “manifestações religiosas afro-brasileiros não constituem religião”, porque elas não conteriam “traços necessários de uma religião, de acordo com um texto-base,”, tais como a Bíblia para os cristãos ou o Alcorão para os islâmicos. O juiz ainda cita “ausência de estrutura hierárquica e ausência de um Deus a ser venerado”.

No dia 22 de maio passado, um grupo de pessoas do candomblé, da umbanda e alguns representantes dos povos indígenas foram ao prédio da Justiça Federal, no Rio de Janeiro, participar de uma manifestação contra a decisão do juiz. Este recebeu os seguidores de diversos segmentos das religiões de matriz africana, na parte da tarde.

sábado, 26 de abril de 2014

Querem calar a Verdade?‏

por Max Laureano, especial para a ANotA

Charge de Clara Paiva
O ex-Coronel do SNI, Paulo Malhães, que admitiu participar de tortura para a Comissão da Verdade, foi encontrado morto, por asfixia, no Rio de Janeiro. Ele  teve sua casa invadida, e sua mulher e caseiro foram feitos reféns.

Para a jornalista Ana Helena Ribeiro Tavares, a morte de Malhães não foi uma simples "queima de arquivo", como a do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury.

Segundo relatos no livro Memórias de uma Guerra Suja, o ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social do Espírito Santo (Dops), Cláudio Antônio Guerra, assume que, na condição de um ex-agente da repressão aos opositores da ditadura militar, o também delegado Sérgio Paranhos Fleury teria sido assassinado por ordem dos próprios militares.

Segundo Claudio Guerra, "o delegado Fleury tinha se tornado um homem rico desviando dinheiro dos empresários que pagavam para sustentar as ações clandestinas do regime militar e não obedecia mais a ninguém, agindo por conta própria". Ainda, segundo o mesmo, "Fleury teria sido dopado e levado uma pedrada na cabeça antes de cair no mar, fato que justificaria a estranha ausência da necropsia do cadáver".

Fleury foi um arquivo queimado sem ser aberto. Paulo Malhães, no entanto, já tinha jogado muita coisa no ventilador. Foi morto por vingança, pela caixa preta que abriu e como tentativa de silenciar outros. Nisso, a morte por asfixia é bem simbólica: talvez Malhães tivesse mais a falar, nomes a dar, ainda que tenha falado muito antes de morrer.

Seu assassinato é, ao que parece, vingança dos que ainda se escondem e tentativa de intimidar outros agentes da repressão. Pelo visto, algumas pessoas têm tanto medo que estão matando seus pares, comensais da morte nos porões da ditadura de hoje.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Movimento Negro na época de Chumbo da Ditadura Militar

por Max Laureano, da Redação

Participantes da marcha do Movimento Negro Unificado
 em São Paulo, novembro de 1979
Escrever sobre o tema movimento negro na época da Ditadura militar é algo espinhoso. De cara esbarra-se com a seguinte afirmação “o movimento popular como um todo foi esmagado, no período da Ditadura. Ponto final”. Estou pensando aqui nas pessoas que conheço como referência hoje, como ativista negro. Artistas, intelectuais, militantes. Parece que a questão da luta democrática, contra o regime da ditadura civil militar era tarefa primeira (quando e onde se podia atuar) e que um grande manto invisibilizador, digamos assim, fora posto sobre as lutas ditas "identitárias", como a questão da mulher, do negro.

Mas será que sob a crosta paralisante da violência de Estado declarado não havia formas diferentes de luta? De mobilizar contra o Racismo?

Para o jornalista e escritor Thaelman Carlos M. de Almeida a questão do movimento negro, praticamente, permeia quase toda nossa história. Sob o AI-5, a questão raça não entrou diretamente. Havia negros dos dois lados da luta. À direita, alguns famosos e muito combatidos como o Pelé, o caso do Wilson Simonal, maestro Erlon Chaves, muito influente nos festivais da Globo, que eliminavam sem qualquer critério, que não fosse o dos interesses da ditadura. E à esquerda também, o próprio Carlos Marighella,o inimigo público da ditadura era negro, sua mãe negra e seu pai italiano.

Mas, a questão ideológica esquerda/direita, proletário/burguês- se sobrepunha a todas outras. Porque a ditadura também tinha base na classe média que ascendeu com o milagre econômico e na elite da classe trabalhadora, que se urbanizou. Vide os sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, a maior e mais importante cidade da América do Sul, sempre foi dirigido por pelegos de direita, a CGT, hoje Força Sindical. Dessas lutas é que surgiram as novas divisões sociais, utilizadas atualmente. Com a urbanidade ganharam força a luta das mulheres, os negros, estudantes, gays, sem-terra, sem teto, enfim uma compartimentação, que se trouxe mais visibilidade para essas lutas, muitas vezes beneficia a classe dirigente de ocasião.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Chuvas, caos no Rio de Janeiro e a população pobre

Por Max Marreiro

As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam no nosso Rio de Janeiro, inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com uma prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis. De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema.

O Rio de Janeiro, da avenida, dos squares, dos freios elétricos, não pode estar à mercê de chuvaradas, mais ou menos violentas, para viver a sua vida integral.

Como está acontecendo atualmente, ele é função da chuva. Uma vergonha! Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais, procrastinando a solução da questão. O Prefeito "X", que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mandela e seu Legado

            por Maximiano Laureano da Silva, da Redação

O famoso poema 'Invictus' do britânico William Ernest Henley que inspirou Nelson Mandela na prisão.

''Dentro da noite que me rodeiaNegra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existempor minha alma indomávelSob as garras cruéis das circunstância
seu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acasoMinha cabeça sangra,mas continua erguidaMais além deste lugar de lágrimas e ira,Jazem os horrores da sombra.Mas a ameaça dos anos,Me encontra e me encontrará,sem medo.Não importa quão estreito o portãoQuão repleta de castigo a sentença,Eu sou o senhor de meu destinoEu sou o capitão de minha alma.''

O estadista, militante e dirigente político, Mandela, recém falecido, deixa para a História um legado contraditório. Ele foi a maior e mais reconhecida liderança negra contra o regime do Apartheid, tendo cumprido um papel fundamental na conquista de liberdade e direitos políticos do povo negro na África do Sul.

“Madiba”, como era chamado por seus conterrâneos, era advogado e ativista político. Desde o início de sua carreira jurídica, quando concluiu a sua formação em direito em 1952, ele abriu o primeiro escritório de advocacia de negros da África do Sul. Como advogado, oferecia auxílio jurídico para pessoas que até aquele momento não tinham. Mandela, devido a sua intensa participação política foi perseguido em diversos momentos da sua vida, segundo a página dos Advogados Ativistas.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Levantamento inédito mostra caos na Saúde do Rio de Janeiro

por Max Laureano, da Redação

Um levantamento inédito realizado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), entre os dias 12 e 19 de agosto de 2013, em 50 unidades de saúde do município, revelou uma realidade preocupante.

Dos 1.225 pacientes encontrados nas emergências, 812 (66%) aguardavam internação. Destes, 220 (27%) esperavam ser internados em leitos de UTI adulto. No mesmo período, foram identificados 32 leitos vagos, para onde já poderiam ter sido transferidos 14,5% destes pacientes. Durante esse período, 209 pessoas morreram, sendo 45 delas (22%) nas UPAs.

A fiscalização realizada pelo Ministério Público constatou graves problemas nas filas de espera para acesso aos leitos hospitalares federais, estaduais e municipais situados no município do Rio (sistema regulatório). Os principais problemas constatados foram: falta de leitos hospitalares, falta de sistema informatizado para organizar as filas dos pacientes que esperam por vaga, falta de critérios claros para definição de quem deve receber primeiramente a vaga no hospital (protocolos de hierarquização dos casos e classificação de risco), ausência de cooperação entre hospitais federais, estaduais e municipais, desorganização na divisão de tarefas entre os hospitais (perfis hierarquizados de atendimento) e carência de recursos humanos.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

'Julieta' moderna desafia a violência contra a mulher no Iêmen

por Maximiano Laureanoda Redação

Uma garota encontra um rapaz, seu pai desaprova. É uma história tão antiga quanto o tempo, mas, ao contrário de Romeu e Julieta, um casal preso no Iêmen provocou uma grande campanha no Facebook.

Era uma vez, há três anos, Huda, agora com 22 anos, entrou em uma loja de celular em sua aldeia natal na Arábia Saudita. Ela conheceu Arafat, hoje com 25 anos, um trabalhador migrante iemenita de uma família muito pobre. O amor nasceu.

Arafat se aproximou dos pais de Huda para pedir a mão dela, mas foi rejeitado, de acordo com o advogado do casal. "Minha família queria me casar com outro cara", Huda parece ter dito a jornalistas sauditas, em um clipe postado no YouTube. "Mas eu me recusei. Eu disse ninguém vai me tocar com exceção de Arafat. Foi quando me veio o pensamento de que eu deveria fugir."

sábado, 23 de novembro de 2013

Crack: questão de Saúde Pública na Favela ou de Segurança para o Estado?

por Maximiano Laureano da Silva, da Redação.

  Foto: Fabiene Cavalcante /jornal O Cidadão Comunicação Comunitária.
Depois de a prefeitura do Rio de Janeiro agir com uma política clara de desrespeito aos direitos humanos, guiada pela mídia corporativa,  sobre como lidar com os usuários de Crack, aconteceu algo previsível.

Em resposta a uma reportagem da rede Globo, mostrando um provável usuário de Crack atrapalhando o trânsito na altura da favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, a PM do Rio de Janeiro mobilizou vários homens do Batalhão de Choque, BOPE, além de policiais civis, e invadiram a favela. Uma  mega operação recolheu aproximadamente 100 usuários de crack (entre eles idosos, crianças e uma grávida) na favela Nova Holanda, no  Rio de Janeiro,  dia 19/11.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

17 Coisas sobre o Racismo que talvez ninguém saiba

por Max Laureano, da Redação

1- O Racismo é criativo. Sabe se disfarçar de diversas formas. 

2 - O Racismo é ambidestro. Sabe usar bem a mão direita. Mas também a esquerda. 

3 - O Racismo nasceu na Maternidade "Navio Negreiro". Mas, hoje em dia, todo "Camburão tem um pouco de Navio Negreiro". 

4 - Se percebe como o Racismo prejudicou o povo negro até na fila do Vestibular. 

5- Com o Racismo, você sempre terá que informar seus filhos das duras realidades do racismo que existe neste país e o que ele causa. 

domingo, 17 de novembro de 2013

'Sobre Heróis, Capas e Mensalão' - uma análise sobre a prisão dos mensaleiros do PT

por Max Laureano, da redação da Anota

O "Herói" é uma figura fantasiosa ou real, que reúne em si os atributos necessários para superar de forma excepcional um determinado problema de dimensão épica. Do latim heros, o termo herói designa originalmente o protagonista de uma obra narrativa ou dramática.

Genoíno, Dirceu, PT e os demais mensalões

Dependendo da época, o herói é marcado pela ambiguidade: se por um lado, representa a condição humana, na sua complexidade psicológica, social e ética; por outro, supera essa condição, quando representa facetas e virtudes que a pessoa comum não consegue, porém gostaria de atingir: fé, coragem, força de vontade, determinação, paciência, etc.

A partir disso, o herói será tipicamente guiado por ideais nobres e altruístas – liberdade, fraternidade, sacrifício, coragem, justiça, moral, paz. Aprováveis, mesmo que ilícitas. Aqui é preciso observar que o heroísmo caracteriza-se principalmente por ser um ato moral. Isso tudo é a definição conseguida em sites como a Wikipedia.

Mas a essa altura, o leitor entediado perguntará: "porque essa aula chata sobre heróis, se a questão é sobre a prisão de famosos mensaleiros do PT?”

terça-feira, 5 de novembro de 2013

E lá se foi a Perimetral... vem aí o 'Engarrafa Binário'

Quem tentou chegar ao centro da cidade na manhã de segunda-feira (4) enfrentou congestionamento e dificuldades durante o primeiro dia útil de interdição definitiva do Elevado da Perimetral, na zona portuária.

por Max Laureano, da página da ANOTA no Facebook
(domingo, 03 de novembro de 2013)

Como não gosto de criticar sem embasamento, percorri a tão falada Via Binário, no centro do Rio de Janeiro. E digo, com toda certeza, em termos técnicos: vai dar ruim! Eu fui em um domingo a tarde, com pouco trânsito de ônibus ou carros de passeio, e mesmo assim havia uma certa retenção no fluxo, logo no acesso a essa via - Imagine amanhã! (Prognóstico cumprido: Rio tem trânsito complicado no primeiro dia sem Perimetral)

Mais a frente me deparo com uma curva fechada, que provavelmente quem a projetou matou a aula de engenharia de trânsito, para ir a chopada. Só pode!? Não dá pra passar dois ônibus ao mesmo tempo ali. E conhecemos a tradição de respeito às leis de trânsito (e da Física) dos motoristas que circulam nesta cidade. Se numa curva aberta em um viaduto, na Ilha, já morreram várias pessoas. Calculem. Melhor: rezem! E não satisfeitos, mais a frente há outra curva, um pouco menos fechada. Mas que obriga o motorista a reduzir a velocidade. Mais engarrafamento a vista. Muito mais.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Descartes e o ENEM

por Max Laureano, do Rio de Janeiro

Cartão-resposta do ENEM 2013 (Foto: ABr)
Analisando a parte de Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Sociologia, Filosofia e Geografia) do ENEM 2013, percebo algumas contradições e uma acelerada no processo de elitização do ensino superior. Textos pesados de Descartes, Kant, Karl Marx e outros pensadores não tão conhecidos, com questões, sejamos sinceros, com nível de dificuldade quase que de nível superior.

Qual estudante da maior parte da rede pública teve acesso a textos e a um  foco interpretativo, da forma como foi pedido nessa prova, tanto nas questões de Humanas, quanto nas de Ciências da Natureza ( Biologia, Química e Física)?

Isso se torna mais grave quando levamos em conta que no estado do Rio de Janeiro houve, além da greve, um corte nos tempos de Sociologia e Filosofia? Quem não teve essas matérias a fundo, não adianta: está fora do ensino superior público federal ano que vem. E talvez em outros.

domingo, 29 de setembro de 2013

O dia da covardia

Educadores do Rio são retirados à força da Câmara a mando de Cabral e Paes
em ação truculência classificada de covarde

por Max Laureano, do Rio de Janeiro

O dia 28 de Setembro vai ser conhecido como o Dia da Covardia. Dia de tristeza e luto, porque a Educação apanhou covardemente polícia do governador Sérgio Cabral. 

Você se lembra daquela sua professora, que lhe ensinou a ler e escrever? Daquela merendeira, que lhe deixava repetir a merenda deliciosa, dando aquela piscadinha? Pois é: elas estão em greves, e ocuparam a Câmara dos Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro. 

Os professores estavam na Câmara para impedir a votação de um documento criado pelo prefeito Eduardo Paes e seus aliados de forma "ilegal", porque foi feito às pressas e sem atender nenhuma nenhuma das reivindicações feitas. Ele afirmou que a maioria das reivindicações seriam atendidas e assim os professores voltaram a trabalhar (depois de muito serem enrolados). Entretanto, tudo não passou de mais uma enrolação e o tal documento/plano de carreira mal feito seria votado e com muitas evidências, aprovado. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Educadores da cidade do Rio voltam a entrar em greve

Ginásio ficou lotado durante a
assembleia que deflagrou a greve.
Foto: Rodrigo Noel (por celular)
por Max Laureano, do Rio de Janeiro

   Alguns tiros no pé são famosos. Aquiles leva uma flechada em seu calcanhar, único ponto frágil,  morre e vira lenda. Getúlio ordena que matem seu principal adversário político Carlos Lacerda. Mas o tiro "sai pela culatra", acerta o pé de Lacerda. Depois de um tempo Getúlio acerta não o pé, mas o próprio peito. Sai da vida e entra na História. 

   O maior " tiro no pé" dessa semana foi o do Prefeito Eduardo Paes. Depois de uma greve de mais de um mês dos profissionais da Educação, ele envia para a Câmara um Plano de Cargos e salário, o qual conseguiu desagradar todos os setores da escola. Até mesmo as direções e pessoas que trabalham na Secretaria de Educação e nas CRE's se sentiram ofendidas com tamanho desrespeito à categoria.

Foto: Max Laureano (por celular)
   Como resultado, em assembleia lotada, os profissionais da Educação da cidade do Rio de Janeiro decidiram entrar novamente em Greve, contra o Plano de Cargos e Salários proposto por Eduardo Paes e pela  sua retirada imediata.

   Neste momento, os  profissionais da Educação se dirigem em passeata para a sede da Prefeitura do Rio.

*Atualizado às 15:25h.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Atentado da Rua Tonelero, tiro no pé e Sérgio Cabral

Arte do chargista Latuff para o Brasil 247 -
Comissão Especial de Investigação de Atos
de Vandalismo (CEIV),
o DOI-Codi de Sérgio Cabral.
Por Max Laureano, do Rio de Janeiro

   Na madrugada do dia 5 de agosto de 1954, ocorreu um crime na rua Tonelero, no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro, que viria a mudar a história do país.

   Dois homens armados  dispararam contra Carlos Lacerda, (o mais conhecido opositor do presidente Getúlio Vargas) e contra o seu segurança, que lutou com o agressor numa tentativa frustrada de desarmá-lo. Lacerda ficou ferido, atingido por um tiro que acertou de raspão o seu pé, já o Major não teve a mesma sorte e morreu a caminho do hospital.

   No dia seguinte, o jornalista publicou no jornal “Tribuna da Imprensa”, no seu editorial relatando a emboscada que sofrera e acusando o seu opositor, Getúlio Vargas. Com a tensão política gerada pelo atentado, e outras tantas, Getúlio acaba se suicidando. O que segundo o brasilianista Thomas Skidmore, levou ao caos político,  culminando com o Golpe de 64. Esse episódio ficou conhecido como o mais famoso tiro no pé da História recente brasileira.