Mostrando postagens com marcador juros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador juros. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de julho de 2017

O anúncio otimista de possível decisão de queda da SELIC esconde muito mais coisa

ECONOMIA | O neoliberalismo é um discurso em si mesmo; sempre a espera de autojustificação. O anúncio otimista de possível decisão de queda da SELIC esconde muito mais coisa. Por Almir Cezar Filho.

Após 2 anos e meio de ajuste fiscal e meio ano da PEC do congelamento dos gastos a economia continua patinando e o déficit público disparou. A maioria dos serviços públicos federais estão em uma semiparalisia por falta de recursos. Apesar da promessa de não aumento de impostos, o governo Temer o fez na semana passada e anunciou mais contingenciamentos. Agora a grande imprensa pressiona ainda mais pela aprovação da reforma da previdência social como desculpa para diminuir o gasto público. E o governo ainda anunciou um PDV para 5 mil servidores federais. Propagam até o falso dado de que a Previdência consumidora 60% do orçamento, na verdade 16%. Tentam blindar o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e equipe.

Na verdade, a crise fiscal não é de supergastos, mas de depressão na arrecadação,​ prejudicada pela crise econômica. O governo arrecadou 25% a menos nos últimos 6 meses do que no mesmo período do ano passado, que já tinha sido de forte queda em comparação ao ano anterior e especialmente 2014, ano que antecede a crise.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Governo cede à pressão e corta mais o Orçamento para pagar juros

Estados gastam acima da receita, a culpa é da dívida pública

por Almir Cezarda sucursal Brasília

Esta semana foi anunciado que quase a metade dos estados gastaram em 2013 acima das suas receitas. As agências de risco ameaçam rebaixar nota da dívida do Brasil. Sob pressão do mercado financeiro o governo federal corta mais no Orçamento de 2014, ampliando o superávit primário "economia" para pagar juros. Serviços essenciais e o funcionalismo público ficarão mais à míngua. Porém, o grande culpado, diferente do que diz a mídia e parte dos economistas, é a própria dívida pública.

Rombo nos estados - No começo da semana (segunda-feira) foi divulgado que metade dos estados brasileiros fecharam 2013 com gastos acima da receita. As dívidas estaduais aumentaram a ponto de inviabilizar as metas oficiais de superávit primário que é o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excetuando gastos com pagamento de juros economia para o pagamento dos juros da dívida pública.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Na contramão: Alta nos juros ameaça o equilíbrio dos preços

por Almir Cezar, de Brasília

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC), ao elevar a taxa básica de juros (Selic) para 10,5% ao ano, na quarta-feira (15/01), acrescentou mais 0,5 ponto percentual à trajetória iniciada em abril de 2012, quando a Selic estava em 7,25% ao ano. Contudo, a alta da Selic, usada para baixar inflação, causada principalmente pelos preços dos alimentos, desestimula a produção e ameaça justamente o equilíbrio de preços.

Com alta dos juros o crescimento não se sustenta

Não por acaso, na sexta-feira (17/01), o Banco Central divulgou o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil), indicador que antecipa o PIB (Produto Interno Bruto), apurado oficialmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A economia brasileira não sustentou a tendência de aceleração registrada em outubro do ano passado após o fraco desempenho do terceiro trimestre.

A atividade caiu 0,31% em novembro na comparação com o mês anterior. O número é pior do que a expectativa dos analistas. Demonstrando a instabilidade no crescimento da economia no ano passado. O resultado de novembro representou o oitavo mês seguido de em que o índice alternou altas e baixas. Em outubro, havia subido 0,7%.

Severas críticas  e desequilíbrios nos preços provocado pelos juros

A iniciativa taxada pela grande imprensa de inevitável, ao contrário, é criticada por economistas não-ligados ao mercado financeiro - grande beneficiário com a medida - porém pouco ouvidos. Segundo eles não haveria necessidade dessa política.  Embora juros altos reduzem o consumo, também inibe os investimentos, necessários para a recomposição do parque industrial e geração de mais empregos, e que aumentam a produção, logo a oferta de bens e serviços que combateria justamente a alta de preços.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Centrais sindicais protestam em frente ao Banco Central contra o aumento dos juros

Maior taxa de juros do mundo volta aos 2 dígitos. Péssima notícia para o Brasil 

por Almir Cezar, de Brasília

Ato em frente a sede do Banco Central
reuniu algumas centrais sindicais
(Foto: Flauzino Antunes Neto)
Sindicalistas e ativistas de algumas centrais sindicais realizaram na manhã de terça-feira (26/11) um ato em frente a sede do Banco Central (BC) em protesto ao provável aumento da taxa básica de juros (Selic) para 10,0%. A taxa final foi anunciada ontem (27/11), levando a maior taxa de juros básica do mundo de volta aos 2 dígitos - segundo os manifestantes e alguns economistas, uma péssima notícia para o Brasil.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou neste fim de tarde de quarta-feira a taxa básica de juros (Selic) de 9,5% para 10% ao ano. Foi o sexto aumento seguido de abril para cá, quando a taxa estava em 7,25%, no nível mais baixo desde que o Copom foi criado, em junho de 1996. 

Manifestação

Na véspera (terça-feira), cerca de 500 manifestantes, de acordo com cálculos da Polícia Militar do DF, fizeram um ato público conta a alta dos juros em frente ao Banco Central. Neste dia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC iniciava sua reunião em que definiria a taxa básica de juros, a Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia).

A expectativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo BC (Boletim Focus) é que haveria nova alta da Selic de 0,5 ponto percentual, para 10% ao ano, na suposta tentativa de forçar que o índice de inflação oficial feche o ano próximo do teto da meta, em 6% ao ano. 

Na manifestação, organizada pela Força Sindical, CUT, CTB, CGTB e NCST, portando faixas como "Mais emprego, menos juros", os participantes pediram a redução da Selic, a queda de tarifas e de juros bancários e a regulamentação do sistema financeiro por lei. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Selic sobe mais uma vez e o Brasil volta a ter os juros mais altos do mundo. Fim de ano comprometido

por Almir Cezar, de Brasília
especial para a ANOTA

Tombini, presidente do Banco Central (Foto: BCB)
Há uma semana a taxa básica de juros (Selic), chegou à 9,5% ao ano, a maior taxa básica de juros reais do mundo. O Banco Central realizou na terça e quarta-feira da semana passada a penúltima reunião do ano para discutir o processo de ajuste da política monetária, iniciado em abril. A Selic antes do fim de 2013 deve  ainda registrar mais uma alta consecutiva e fechar o ano em 10%, na suposta tentativa de que o índice de inflação oficial feche o ano próximo do teto da meta, em 6% ao ano. Embora a inflação esteja em baixa, a alta é fruto dos lobbies do mercado financeiro, apesar dos severos prejuízos aos empregos e consumidores, às vésperas do Natal e fim de ano.