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quinta-feira, 7 de abril de 2016

No Pará, a aula hoje foi nas ruas!

Estudantes secundaristas do Pará, realizam ato contra a redução de carga horária de disciplinas e o fechamento de turmas.

 por Wellingta Macêdo, direto de Belém do Pará

Os estudantes das escolas públicas brasileiras vêm desde o ano passado, dando um exemplo de luta e organização por uma educação pública gratuita e de qualidade. Os exemplos de São Paulo, com as ocupações de escolas que se espalharam por todo país tendo repetição em estados como Minas e Goiás, o exemplo agora do Rio de Janeiro, com escolas ocupadas, demonstram que o projeto da “Pátria Educadora”, alardeado pelo PT e Dilma Roussef e implementado pelos governos estaduais, é uma falácia e um ataque brutal nos sonhos da juventude brasileira que deseja uma educação pública de qualidade.

No Pará, não é diferente. O governo de Simão Jatene do PSDB, vem desde o ano passado tentando aplicar um plano de Reorganização das Escolas Estaduais, nos moldes do que tentou Alckmim em São Paulo. Esse plano consiste no fechamento de turmas e realojamento de alunos para outras escolas. E agora tem mais uma novidade: A redução de carga horária dos professores das disciplinas de História e Geografia, sem conversar com a categoria e com os estudantes, num claro exemplo de autoritarismo do governo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Começou a Campanha Salarial dos Operários da Construção Civil do Pará

Operários da Construção Civil da região metropolitana de Belém paralisam obras e lutam contra o projeto do prefeito que quer ficar com o dinheiro do vale digital.

Por Wellingta Macêdo, direto de Belém com ajuda da assessoria do STICMB.

Os operários e operárias da construção civil de Belém, Ananindeua e Marituba que estão em plena Campanha Salarial realizaram na manhã de hoje, um dia de paralisação. As obras amanheceram paradas e cerca de 6 mil trabalhadores foram às ruas para denunciar a patronal que insiste em apresentar a proposta rebaixada de reajuste parcelado em 3 vezes. Agora pela tarde, os operários se concentraram em frente à Câmara de Vereadores de Belém para dizer "não" ao projeto do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) que quer ficar com o dinheiro acumulado no vale-digital dos trabalhadores. "O dinheiro do vale-digital é dos trabalhadores", disse um operário.

Em Assembleia Geral, os trabalhadores votaram contra a proposta da Patronal de Reajuste Salarial em 9, 81% e ainda dividir em 3 vezes e querer dar só R$ 3,80 na cesta básica e nenhum reajuste na PLR. Nesta quarta-feira, acontecerá outra rodada de negociação e na quinta, em outra assembleia, a categoria pode decidir pela greve. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Acaba a greve dos Professores no Pará!

A Greve dos Professores no Pará é suspensa! E agora Jatene?

Por Wellingta Macêdo, direto de Belém do Pará.

Professores do Pará realizam o enterro da educação pública do 
estado. (Foto: Ascom Sintepp)
Foram 75 dias de muita luta, sangue, suor e lágrimas. Muitas lágrimas. 75 dias em que uma das categorias mais penalizadas pela política de arrocho salarial, desvalorização da profissão, cortes no orçamento imposto pelo governo federal e aplicado pelos governos estadual e municipal, paralisou suas atividades não apenas para reivindicar um aumento de salário, mas também, para denunciar a situação que se encontra um dos estados que mais sofre com o descaso da gestão pública. Os professores do estado do Pará na última sexta-feira, cinco, encerraram uma das maiores greves já feitas pela categoria no estado. Em uma assembleia dividida com acusações contra a direção do Sintepp, o sindicato dos professores do estado, e ameaça de desfiliação de alguns trabalhadores a categoria decidiu, em uma votação apertada suspender a greve contra o governo de Simão Jatene, do PSDB, e negociar os descontos na folha de pagamento e a reposição de aulas.

Ano passado, a presidente Dilma Roussef sancionou o Plano Nacional de Educação que estabelecia 20 metas e um prazo de 10 anos, para a melhora da qualidade na educação pública do país. Isto aconteceu no final de 2014. No início deste ano, a mesma presidente e seu ministro, dono da pasta de Planejamento, o cara que possui carta branca pra fazer o que quiser, Joaquim Levy, apresentaram o plano de Ajuste Fiscal Econômico que entre outros ataques, apresentou um corte que só na área da Educação foi de 7 bilhões de reais.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Greve da educação do Pará completa 55 dias de luta

Professores mantêm resistência contra a intransigência do governo de Simão Jatene


por Wellingta Macêdo, de Belém do Pará.


Aluno participa de protesto dos professores paraenses
Foto: Wellingta Macêdo
  No dia 25 de março passado foi deflagrada a greve dos professores da rede estadual de ensino do estado do Pará. Os professores e professoras reivindicam há tempos a valorização do magistério, tão desrespeitado pela política implementada pelo governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Há mais de oito anos Janene governa o estado, que é um dos campeões em falta de estrutura nas escolas públicas, falta de merenda escolar, desvio de verba, o que acaba comprometendo a qualidade de ensino. 


Para além disso, os professores estão lutando pelo pagamento do piso salarial nacional; só que o governo alega que não tem dinheiro e ainda propõe pagar o retroativo do piso em 18 meses. A categoria briga também pela implementação da hora pedagógica e a lotação por jornada, umas das principais polêmicas com o governo, que chegou a chamar os professores de “mafiosos”. Os professores têm realizados passeatas constantes até a SEAD (Secretaria de Administração) e já ocuparam a Seduc (Secretaria de Educação). Na semana passada, ocuparam o CIG (Centro Integrado do Governo) por três dias, numa tentativa de forçar uma negociação com o governo, já que o mesmo até o momento fez apenas uma proposta indecorosa para a categoria e pagou um anúncio milionário na principal rede local, com mentiras e calúnias sobre a greve.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Professores do estado do Pará estão em greve.



Professores do Estado do Pará iniciam greve com assembleia e ato em Belém.

Greve que foi decidida pela categoria semana passada, conta com o apoio de pais e estudantes.

Mesmo debaixo de uma forte chuva característica de nosso inverno amazônico, os professores da rede estadual do Pará deram início oficialmente, à greve decidida pela categoria na semana passada. Uma assembleia marcada para as 9 horas da manhã, em São Brás, pelo Sindicato dos Professores do Estado do Pará (SINTEPP), reuniu mais de 2.500 trabalhadores da educação e contou com o apoio de estudantes da rede pública e pais de alunos. O movimento de paralisação por tempo indeterminado da categoria tem como principal reivindicação a exigência de que o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB) pague o piso salarial dos professores que está atrasado desde janeiro, além da manutenção das aulas suplementares sem redução de salários, eleição direta para diretor e implementação do Plano de Carreira Unificada. Cerca de 80% da categoria, aderiu ao movimento grevista.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Trabalhadores da Construção Civil de Belém elegem nova diretoria do Sindicato

por Wellingta Macêdo, direto de Belém

Os operários e operárias do setor da Construção Civil de Belém (STICMB) elegeram nos dias 8 e 9 de janeiro, a nova diretoria do Sindicato que irá dirigir a entidade no período 2015/2018. Esta é uma das categorias mais fortes e combativas da capital paraense.  As eleições para o STICMB, que sempre foram disputadas ao longo dos anos, dessa vez tiveram apenas uma chapa inscrita.

A Chapa “É lutando que se conquista, seja contra Governos ou Patrões, é CSP-CONLUTAS”, recebeu 3.919 votos. As lutas que foram travadas ao longo dos anos, apoiadas por dirigentes da Central Sindical e Popular, que compunham a diretoria, fortaleceram os operários e operárias e foram a base para esta nova diretoria recém-eleita. A eleição aconteceu em clima de festa democrática e, em quase todas as obras da cidade, aconteceu votação com urnas fixas e itinerantes.