Mostrando postagens com marcador MDA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MDA. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de outubro de 2013

Associações do INCRA e MDA celebraram o Dia do Servidor Público

por Almir Cezar, de Brasília 

Servidores e terceirizados do Incra e MDA fazem fila para
o almoço
As associações dos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) celebraram nesta sexta-feira (25) em Brasília antecipadamente o Dia do Servidor Público (comemorado oficialmente em 28/10). 

Ao som de música, houve um almoço no térreo da sede do INCRA e das secretarias do MDA, o Edifício Palácio do Desenvolvimento, e uma série de palestras à tarde no auditório do edifício sobre saúde e aposentadoria do servidor.

A Associação Nacional do MDA (ASSEMDA) aproveitou a oportunidade para lançar uma campanha pelo pagamento de uma gratificação de desempenho de que parte dos servidores efetivos do ministério teriam direito.

Uma das palestrantes do dia, a assistente social Carla
Sene,  fala sobre os problemas no atual sistema de atenção
à saúde do servidor
Por sua vez, a Associação dos servidores da Reforma Agrária em Brasília (ASSERA/BR), que representa o INCRA, reafirmou pela necessidade de que o Ministro do Desenvolvimento Agrário Pepe Vargas e o presidente do INCRA Carlos Guedes se responsabilizem pela recuperação financeira da Fundação Assistencial dessa autarquia federal, a Fassincra.

(Fotos: Almir Cezar)






Para ver mais fotos acesse a página da ANOTA no Facebook ou aqui:


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Conferência de Desenvolvimento Rural do governo começa cheia de contradições

por Almir Cezar, de Brasília (DF)
especial à  Agência de Notícias Alternativas

Ministro do Desenvolvimento Agrário Pepe Vargas fala na
abertura da 2ª CNDRSS (Foto: MDA)
Esta semana acontece em Brasília a 2ª Conferência de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS). Contudo, apesar da fala inaugural exaltar "a construção do futuro do rural brasileiro feita de forma participativa, por Governo Federal e sociedade civil", a conferência desde o início mostra ser cheia de contradições. A abertura contou com a participação de ministros, representantes de movimentos sociais e 1,2 mil delegados, porém simbolicamente não houve representantes dos movimentos sindicais dos servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), trabalhadores responsáveis pela implementação das políticas de desenvolvimento rural.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Alto apenas só os gastos para a Copa

Análise orçamentária desmente defensores do governo quanto aos gastos públicos 


ECONOMIA
por Almir Cezar, de Brasília 

A onda de manifestações de junho criticava os governos e políticos em geral pela péssima qualidade nos serviços públicos, em especial de saúde, educação e transporte, por exemplo, enquanto o país gastou bilhões com os preparativos da Copa das Confederações e do Mundo de futebol. A estimativa é que já foram empregados em apenas 3 anos R$ 28 bilhões de gastos públicos para preparação de ambos os eventos esportivos.

Os defensores do governo Dilma, principalmente através das redes sociais, rebatiam usando os montantes dos orçamento geral da União nas áreas de políticas sociais e de estratégicas ao desenvolvimento, destacando os sucessivos recordes que constavam nos últimos anos. Contudo, análise da execução orçamentária desmente os defensores do governo quanto aos gastos públicos. Pesquisando-se alguns dados no Tribunal de Contas da União (TCU) e Portal da Transparência, vê-se que há uma grande lacuna entre o que se anuncia e o que se consegue executar em recursos públicos. Enquanto sucessivamente é baixo a execução dos gastos previstos em Saúde, Educação, etc, alto mesmo apenas os gastos para a Copa do Mundo.

Não explica em todo, mas o fator preponderante é o recorrente corte de recursos operacionais nos órgãos executores – isto não aparece para a população. Por outro lado, o mesmo não acontece com os gastos para a Copa. Por sua vez, além de concorrenciais, os gastos com saúde ou educação, apesar de apresentarem valores mais altos aos com a Copa, são insuficientes para as necessidades da sociedade brasileira. Portanto, cada centavo gasto com um estádio é um centavo a menos para um hospital ou escola.

Baixo orçamento, cortes e baixa execução em Saúde, Educação, etc

Enquanto o Ministério da Saúde teve verba autorizada para 2012 de R$ 91,7 bilhões, executou apenas 60%, isto é, apenas R$ 55 bilhões. E ainda, embora o valor pareça alto, o Brasil injeta (e não executa) apenas 3,6  do PIB (Produto Interno Bruto) na Saúde, sendo que somente 56% vêm de recursos públicos. A média mundial entre os países com redes públicas é de 6 % do PIB, sendo que entre 60 e 70% tem proveniência pública.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Centrais sindicais e movimentos sociais fizeram ato unificado em Brasília no Dia Nacional de Mobilização

Lideranças falam em carro-de-som em frente à sede do Incra e
 do MDA, no Centro de Brasília.
por Almir Cezar, de Brasília

As centrais sindicais, movimentos populares e partidos de esquerda no Distrito Federal realizaram na sexta-feira (30/08), como parte do Dia Nacional de Mobilização e Paralisação um ato unificado de protesto no Centro do Brasília, em frente ao Palácio do Desenvolvimento, sede do INCRA e das secretarias do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O ato reuniu a maior concentração de manifestantes na cidade durante esse dia.

O ato contou com a presença da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Central Geral dos Trabalhadores  do Brasil (CGTB), à Força Sindical, à Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e diversos sindicatos e segmentos de profissionais, do campo, urbano (privados e públicos) e de aposentados. A pauta centrada  na defesa dos direitos trabalhistas, na garantia de serviço público gratuito e de qualidade e na Reforma Agrária foi bastante debatida durante as falas. O destaque foi a reivindicação pela não aprovação do projeto de lei que expande a terceirização para as atividades fins (PL 4.330).

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Centrais sindicais no DF se concentrarão em frente ao INCRA e MDA no Dia Nacional de Mobilização de 30 de agosto

Servidores públicos federais, professores e trabalhadores
rurais farão vários atos no DF, incluindo um em frente ao
Congresso Nacional. (Foto: Arquivo ANOTA-24/04/2013)
por Almir Cezar, de Brasília

Nesta sexta-feira (30) será o Dia Nacional de Mobilização, convocada pelas centrais sindicais, que será realizado com atos em todo o país, e em Brasília (DF), várias categorias e setores inclusive paralisaram suas atividades e farão atos conjuntos.

No Distrito Federal as Centrais Sindicais estarão concentradas desde as primeiras horas do dia em frente ao Edifício Palácio do Desenvolvimento, sede do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), junto com servidores desses dois órgãos, paralisados nesse dia, trabalhadores rurais, partidos políticos e outras diversas categorias, para fazer um grande ato em defesa da Reforma Agrária.

Durante a tarde esses trabalhadores irão se deslocar para se encontrarem na Esplanada dos Ministérios com profissionais de educação convocados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) para realização de um ato conjunto em frente ao Congresso Nacional em defesa a pauta de reivindicações da classe trabalhadora, entregue ao governo e ao Congresso em março deste ano.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Trabalhadores rurais deixam a sede do Incra sob compromisso do governo

Trabalhadores rurais, que acampavam o entorno da sede
do Incra e MDA, criticavam as ações do governo Dilma
(Foto: ANotA)
por Almir Cezar, de Brasília

Saíram na noite de quarta-feira (21) os trabalhadores rurais de todo o Brasil que estavam acampados no entorno da sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e das secretarias do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) desde segunda-feira (19), quando chegaram a bloquear o prédio.

No mesmo dia do início da ocupação, as associações de servidores dos dois órgãos soltaram nota pública de apoio ao movimento. A ocupação terminou depois que o governo concordou em assumir o compromisso de dar andamento a uma pauta de reivindicações contendo 23 pontos fundamentais para os trabalhadores rurais.

Estes trabalhadores agricultores familiares e sem terras ligados a Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), MLT (Movimento de Luta pela Terra), MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), MBST (Movimento Brasileiro dos Sem Terra) e Feraesp (Federação dos Assalariados Rurais do Estado de São Paulo) buscam, além de uma Reforma Agrária efetiva, a negociação de dívidas de agricultores familiares, celeridade no cronograma de desapropriação das áreas destinadas à reforma agrária, garantia dos créditos de instalação dos assentados suspensos no momento, entre outras questões.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Servidores do INCRA e MDA se solidarizam com trabalhadores rurais que ocupam sede dos órgãos

Trabalhadores rurais seguem mobilizados acampados no
entorno do prédio do INCRA e MDA (Foto: ANotA)
por Almir Cezar, de Brasília

Os trabalhadores rurais ligados a CONAFER, MLT, MST, MBST e FERAESP, que ocupam desde madrugada de segunda-feira (19) o edifício Palácio do Desenvolvimento, sede do INCRA e das secretarias do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), bloqueando inicialmente o prédio e depois mantendo desde a tarde desse dia um acampamento no seu entorno, receberam sob forma de nota pública a solidariedade dos servidores do dois dos órgãos agrários.

As direções das três entidades associativas dos INCRA e MDA, a ASSEMDA (Associação Nacional dos Servidores do MDA), a ASSERA/Br (Associação dos Servidores da Reforma Agrária de Brasília) e a CNASI (Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA), em nota pública manifestaram apoio as reivindicações e pedem das negociações efetivas das direções dos órgãos federais com esses movimentos sociais do campo.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Trabalhadores rurais ocupam o INCRA e MDA

Edifício sede do INCRA e do MDA amanheceu ocupado
por trabalhadores rurais de movimentos sociais
(Foto: ANOTA)
Atualizada às 14h14

por Almir Cezar, de Brasília


Na manhã desta segunda-feira (19) trabalhadores rurais ligados a movimentos sociais do campo ocuparam em Brasília (DF) o edifício sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e das secretarias do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para obter o cumprimento de acordos com o Governo.

Dentre as reivindicações da CONAFER (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), MST (Movimento Sem Terra), MLT (Movimento de Luta pela Terra), MBST (Movimento Brasileiro dos Sem Terra) e FERAESP ( Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo) está relacionado aos créditos de instalação dos assentados prometidos, por agora retirados; negociação das dívidas dos agricultores familiares; celeridade ao cronograma de desapropriação das áreas destinadas à reforma agrária; e distribuição de terras para as famílias que vivem acampadas em diferentes regiões do país.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Terceirizados com salários atrasados realizam protesto no Ministério do Desenvolvimento Agrário

Atualizado às 16h30, Última atualização em 20/03/2013
Trabalhadores terceirizados ocupam andar do gabinete do
ministro do Desenvolvimento Agrário (Foto: ANOTA)
por Almir Cezar, de Brasília

Nesta manhã (14/08) os trabalhadores terceirizados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)   realizaram um ato no 2° andar do Edifício Palácio do Desenvolvimento, sede da maioria das secretarias desse ministério e do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), para conseguir do gabinete do ministro Pepe Vargas um compromisso político de que o órgão se responsabilize em pagar prontamente os salários e auxílios atrasados do mês de agosto.

Desde a semana passada os salários dos trabalhadores de recepção, contínuo, técnico em secretariado e apoio operacional em geral da empresa prestadora de serviço Adminas estão atrasados no MDA e em mais dez outros órgãos públicos, entre eles o Ministério do Justiça, Fazenda e Banco do Brasil. Apesar de não depositar o salário de centenas funcionários apenas em Brasília, o repasse referente aos serviços prestados foram feito pelos respectivos órgãos. Essa empresa parece ter falido, e seus donos estão praticamente incomunicáveis. Outra empresa também está na mesma situação, a Delta, agravando o problema.

A grande imprensa já confeccionou matéria jornalística sobre essa crise que afeta o governo. Contudo, segundo a imprensa, aparentemente parece ser apenas o MDA o único órgão a não se comprometer a pagar diretamente, algo confirmado pelo movimento desses trabalhadores lesados.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Movimento sindical apresenta sua pauta em manifestação na capital federal

Manifestantes fazem ao final da marcha um ato em frente
ao gramado do Congresso Nacional (Foto: ANOTA)
por Almir Cezar, de Brasília

As centrais sindicais fizeram nesta quinta (11) um ato em Brasília levando a pauta de reivindicações da classe trabalhadora. Entre as cobranças levadas pelos cerca de 5 mil presentes, estava a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário e melhorias na saúde e na educação.

O movimento em Brasília não foi forte como em Porto Alegre, mas teve um impacto. Servidores da Universidade de Brasília (UnB) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário pararam.

Alguns trabalhadores de outras categorias, como correios, pararam por conta própria, mesmo sem nenhuma divulgação por parte do sindicato. Trabalhadores rurais, indígenas e estudantes também compareceram.

“Somos contra a política econômica do governo, que gasta metade do orçamento em dívida pública”, disse no carro de som Rodrigo Dantas, da CSP-Conlutas (Central Sindical Popular - Coordenação Nacional de Lutas). Para ele “o país vai mudar com a entrada em cena da classe trabalhadora”.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Servidores federais de Brasília participarão do Dia Nacional de Luta

Banner da convocação do ato em Brasília
por Almir Cezar, de Brasília

Os servidores públicos federais em Brasília se incorporarão na atividade programada na cidade no Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores, 11 de julho, convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais organizados. Em vários órgãos foi aprovado inclusive paralisação, entre eles os servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário, ou outra forma de adesão a esse movimento.

Haverá concentração a partir das 15h ao lado da Biblioteca Nacional de Brasília. Em marcha, às 15h, os trabalhadores dos mais variados segmentos vão caminhar lado a lado pela Esplanada dos Ministérios reforçando as principais pautas que os mobilizam. 

Em seguida às 17h, os manifestantes, especialmente os servidores federais, vão estender a atividade até o Bloco K do Ministério do Planejamento para cobrar da ministra Miriam Belchior respostas sobre a pauta protocolada em fevereiro.

sábado, 6 de julho de 2013

“Mascarellolândia”: Novo caso de “super-grilagem” na Terra do Meio usa Cadastro Ambiental Rural

QUESTÃO AGRÁRIA
por Cândido Cunha Neto, de Santarém, 
direto do blog Língua Ferina

Depois do famoso caso de grilagem promovido pelo empreiteiro Cecílio do Rego Almeida (Veja AQUI ) um novo episódio de tentativa ilegal de apropriação de mais de um milhão de hectares de terras públicas vem à tona na chamada Terra do Meio, no município de Altamira, no Pará. Desta vez, a fraude fundiária envolve o uso do Cadastro Ambiental Rural (CAR), promessa do governo estadual do Pará e do governo federal para promover a regularização ambiental das ocupações. 

Matéria feita pelo jornal “O Liberal” , de Belém, no último 28 de junho, revela que o empresário paranaense Rovílio Mascarello teria tentado se apropriar de três grandes áreas que somadas totalizam 1.222.814,54 hectares, todas inteiramente sobrepostas a unidades de conservação federais criadas para deter o desmatamento que avança em diversas frentes nesta região e para assegurar direitos territoriais a comunidades tradicionais de antigos seringais. A dimensão dos imóveis chamou atenção da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (SEMA) que encaminhou denúncia ao Ministério Público Federal no Pará e cancelou os CARs Provisórios por indícios de irregularidade. 

Este blog teve acesso aos CARs cancelados das três áreas. Pelos dados constantes nos documentos, é possível verificar a disposição e a espantosa dimensão dos imóveis. A “Fazenda Jatobá”, localizada na margem direita do rio Iriri, teria 155.594,4826 hectares sobrepostos à Resex do Rio Iriri e a Estação Ecológica da Terra do Meio. Já o “Seringal Praia de São José”, agora na margem esquerda do rio Iriri, teria 385.599,1288 hectares que tomariam a maior parte da Resex Riozinho do Anfrísio. Por sua vez, a “Fazenda Coronel Lemos”, na margem esquerda do rio Xingu, teria a impressionante dimensão de 681.623,9319 hectares estendendo-se para dentro da Resex do Rio Xingu, do Parque Nacional da Serra do Pardo, da Estação Ecológica do Rio Xingu e da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, esta última, uma UC estadual.
Mapa: Grilos de Rovílio Mascarello sobre as unidades
 de conservação da Terra do Meio
Consta nos documentos, além de dados do empresário Rovílio Mascarello, informações do Engenheiro Florestal Jorge Luís Barbosa Corrêa, que seria o “responsável técnico” pelas informações prestadas. Além do MPF, Corrêa foi denunciado pela SEMA ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).

Segundo a matéria em “O Liberal”, para a SEMA, não há qualquer indício de envolvimento de servidores do órgão na tentativa de fraude, já que “(...) o CAR é um documento meramente declaratório, ou seja, não precisa do auxilio de funcionário da Sema para ser preenchido”, segundo declarações da corregedora da Secretaria, Rosângela Wanzeler, ao jornal. A Secretaria informa que está realizando investigações internas.

domingo, 30 de junho de 2013

Governo tem os recursos para atender os manifestantes, mas é preciso mexer nas empresas

ECONOMIA

R$ 115 bi adicionais até 2020 estimado por jornal para projetos na saúde, educação e mobilidade poderiam vir dos juros, superávit e desonerações. Porém, os manifestantes precisarão ir além de mais recursos, mas mexer nas empresas privadas de serviço público.

Mobilizações pelo Brasil exigem mais saúde, educação e
 transporte público
por Almir Cezar, de Brasília 

As grandes mobilizações das últimas semanas pelo Brasil exigem mais saúde, educação e transporte público. Os pactos anunciados esta semana pela presidenta Dilma são efetivados por projetos já em tramitação no Congresso Nacional. A grande mídia ataca que para atender às demandas dos manifestantes, a União teria que gastar a mais a R$ 115 bilhões até 2020.

Negando a lógica da matéria, existem os recursos públicos que cubram o valor levantado pelo jornal Valor Econômico. Poderiam vir do não pagamento dos juros da dívida pública, que apenas em 2013 consumirá mais de 8 vezes desse valor. Também poderiam vir do superávit primário, cujo valor representa 93% do montante de gastos previstos pelo jornal.  Por sua vez, apenas nos últimos cinco meses de 2013, as desonerações liberadas pela equipe econômica, mesmo com baixo resultado em aquecer a economia, somam R$ 9,134 bilhões.

A grande mídia e o governo fizeram suas escolhas, tanto agora como antes, ficando ao lado dos empresários, banqueiros e multinacionais, em detrimento do povo da rua. Porém, os manifestantes terão que ir além do que conseguir o aumento das verbas públicas para saúde, educação e mobilidade, mas exigir do Governo  e do Congresso mudanças sobre as empresas que prestam esses serviços públicos.