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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Índice sobre Homicídios na Adolescência revela genocídio da juventude no Brasil

Até 2019 quarenta e dois mil jovens podem ser assassinados no Brasil, diz índice sobre Homicídios na Adolescência. 
Para o governo federal e Unicef o índice foi o mais alto dos últimos 8 anos.

por Mariana Rio, socióloga.

Segundo as conclusões do Índice de Homicídios na Adolescência divulgado no ultimo dia 28 de janeiro, quarenta e dois mil adolescentes brasileiros, entre 12 e 18 anos, correm o risco de serem assassinados de forma violenta antes de completar 19 anos. Jovens negros e moradores do nordeste serão as principais vítimas.

O índice faz parte do Programa de Redução da Violência Letal (PRVL), criado em 2007 através de uma ação conjunta entre governo federal, UNICEF em parceria com instituições da sociedade civil. Segundo o levantamento, três em cada mil adolescentes que tinham 12 anos em 2012 correm o risco de serem assassinados antes de completar 19 anos.

O Nordeste é a região com a maior taxa: quase seis adolescentes em um grupo de 1.000 correm risco de morte violenta antes dos 19 anos. Dos cinco estados com maior índice, quatro estão no Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará e Paraíba. O grupo de maior vulnerabilidade é de jovens negros moradores de periferias e favelas, o estudo revela que a possibilidade de jovens negros serem assassinados é 2.96 vezes superior do que os brancos.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sobre o rei do camarote, Black Blocks e o último episódio da Caverna do Dragão

por Ademar Lourenço, de Brasília 

As futilidades de vida dizem muito sobre o espírito de uma geração. As novelas, as modas, as gírias, as piadas. Tudo isso pode revelar mais sobre o que pensam as pessoas do que as suas opiniões em assuntos ditos “´sérios”.

Quanto aos assuntos “´sérios”, existe uma mudança no modo de pensar dos brasileiros nos últimos quinze anos. Um exemplo é que em 1998, Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, era reeleito no primeiro turno depois de privatizar a mineradora Vale do Rio Doce e a Telebras, empresa estatal de telefonia. Hoje isso seria impossível.