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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Crise fiscal de Agnelo e privatização criam caos na saúde do DF

Neste começo de dezembro a falta de pagamento de salários se alastra por vários setores: servidores da Saúde, Cultura e Educação, terceirizados e os rodoviários realizaram protestos e paralisações

por Jorge Henrique, de Brasília (DF)

Servidores públicos do Distrito Federal sem o pagamento de
dezembro fecharam na segunda-feira (09) a via Eixo Monumental 
em protesto em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo .
O caos na saúde pública no DF foi destaque nos telejornais de todo o Brasil praticamente durante todo o ano de 2014. Nos últimos dois meses, esse problema que é crônico se agravou ainda mais. Atraso no pagamento de funcionários, corte na distribuição de refeições para os pacientes, falta de insumos básicos e estrutura para realização de cirurgias, falta de profissionais para atendimento dos pacientes nos hospitais, foi o que mais se noticiou nos telejornais nos últimos dias.

Essa realidade escancara um processo sistemático e consciente de sucateamento da saúde pública no DF. Desde o Governo Roriz até o atual Governo Agnelo, o grande beneficiário com o desmonte da saúde pública no DF é o setor privado. Contratos superfaturados com empresas que prestam serviços aos hospitais, suborno e cobrança de propinas pelos gestores, manipulação das instâncias de controle social pelo empresariado médico local, tudo isso, contribuiu para a deterioração no quadro de saúde do DF.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Ato em solidariedade a ocupação urbana leva 500 pessoas à periferia de São Gonçalo

por Rodrigo Barrenechea, da Redação

A Ocupação Zumbi dos Palmares conta ainda
com moradias em lona e sem água ou coleta de lixo
No fim da tarde de ontem (06), foi realizado um ato em solidariedade à Ocupação Zumbi dos Palmares, localizado no bairro de Santa Luzia, em São Gonçalo. A ocupação se localiza num terreno de propriedade de uma massa falida, que não o usa há cerca de 50 anos. Nele, cerca de 300 famílias já se organizam e constroem, ainda de maneira improvisada, suas moradias, mesmo sem serviços básicos como água ou coleta de lixo.

Todos os dias, como é costume nas ocupações urbanas, os moradores fazem uma assembleia. Mas ontem foi diferente. Sob risco de serem desalojados, os moradores e o MTST - que coordena a Ocupação - convocaram um ato de apoio à Zumbi dos Palmares. Contando com cerca de 500 pessoas, estiveram presentes estudantes, jornalistas e midiativistas, sindicalistas e trabalhadores tanto da cidade como de municípios vizinhos, como Niterói e Rio de Janeiro.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Entidades e organizações assinam manifesto de apoio às famílias despejadas

Entidades e organizações populares e de esquerda do Rio de Janeiro assinaram manifesto de apoio às famílias despejadas em apoio às famílias despejadas violentamente da ocupação conhecida como Telerj lançado por associações de moradores da comunidades vizinhas. Leia abaixo o manifesto e as entidades e organizações que a assinam.


Manifesto em apoio às famílias despejadas da ocupação da TELERJ

(Associação de Moradores da Favela do Jacarezinho, Comunidade 2 de Maio, Mandela, Manguinhos, Arará, São Pedro e São João)

O presente Manifesto é o instrumento oficial dos moradores destas e de outras favelas que ocuparam o antigo prédio da TELERJ – hoje, da OI – que buscavam neste espaço um local para suas possíveis moradias.

A retirada destas pessoas não pode por fim ao sonho da moradia, uma vez que é necessária uma política imediata, real e concreta para que definitivamente todos possam viver com dignidade. Esta é uma obrigação do Estado. Vamos fazer valer o que já está escrito na Constituição Federal.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Mais um jovem morto em comunidade do Rio de Janeiro

Assassinato depois ação policial do dançarino DG, Douglas Rafael da Silva, morador do Pavão-Pavãozinho, comunidade com UPP, fez revolta popular erguer barricadas pela Zona Sul do Rio. Mais uma morte de um jovem negro e pobre nas mãos da polícia.

por Aderson Bussinger, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ

Revolta após assassinato em ação policial na comunidade fez
 erguer barricadas pela Zona Sul do Rio. (Foto: Ag. Brasil)
Pavão-Pavãozinho I - No início da noite, de terça-feira (22/4), tivemos notícia da morte de um jovem, de nome Douglas, que seria dançarino do programa de TV Esquenta, da Rede Globo.

Por este motivo, os moradores do morro desceram para Copacabana, fecharam algumas vias e realizaram um protesto, que, por sua vez, foi reprimido violentamente por destacamento armado do Choque da PM.



Mais gasolina jogada no fogo... acrescento eu.

Os dados são extra-oficiais ainda, mas que houve, sim, uma morte, atribuída a ação de policiais da UPP local, isto é um fato real já confirmado e cabe, portanto, apurar a responsabilidade sobre sua autoria.



Sendo que o Brasil não pode aceitar a versão de que todas estas recentes mortes de jovens (como ocorreu com dois outros jovens mortos em Niterói, durante operação do blindado caveirão da PM, no bairro Caramujo) seriam por resistência destes, ou seja: a culpa seria supostamente da própria vítima! E estas, como na maioria das vezes: pobres e negras! 


E enquanto isto, se ilude a classe média, por exemplo, com a denominada "sensação de segurança" ( pois a elite "burguesa mesmo" possui outras defesas e refúgios fora do país) sendo que, na verdade, o preço social de toda festejada (pela imprensa e governos) "política de segurança pública das UPPs" tem sido a morte de jovens como mais este que, hoje, acaba de fechar os olhos para sempre no Pavão-Pavãozinho.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Leo e Seus Amigos, os Livrinhos

Livro infantil é lançado em espaço cultural de órgão federal

por Almir Cezar, da Sucursal Brasília

Na tarde desta terça-feira (15/04) no Espaço Cultural do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Centro de Brasília (DF), houve o lançamento do livro infantil Leo e Seus Amigos, os Livrinhos, da autora Soraia Magalhães. Houve sessão de autógrafos e uma pequena recepção.

O livrinho tem as ilustrações são de Bernado Bulcão e foi publicado pela LER Editora, e trata de forma poética, a relação de um menininho com os livros, numa proposta que objetiva estimular o gosto pela leitura. A obra é indicada para crianças de três a seis anos. 

Amazonense e militante da causa da leitura e das bibliotecas, especialmente populares e comunitárias, atualmente, Soraia trabalha no programa de implantação de biblioteca rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) 'Arca das Letras'. A autora edita o blog Caçadores de Biblioteca, um espaço na internet dedicado a publicar dados sobre biblioteconomia, bibliotecas e espaços culturais (museus, teatros, arquivos), bem como iniciativas de incentivo à leitura e outros. Tem por objetivo a difusão e compartilhamento de saberes sobre lugares e ações que podem nos instigar a viver grandes descobertas.

O lançamento do livro acontece no momento em que a cidade de Brasília hospeda até o feriado de 21 de abril, sua 2ª Bienal do Livro e da Leitura, instalado com tendas em pleno canteiro central da Esplanada dos Ministérios.

O Espaço Cultural do INCRA fica na sobreloja do Edifício Palácio do Desenvolvimento (Setor Bancário Norte, Quadra 01, Bloco D - Centro de Brasília), sede nacional do INCRA e da maioria das secretarias do MDA, e conta com uma biblioteca e um pequeno museu. Parcialmente paralisado, em razão da aposentadoria de servidores especializados para cuidar do espaço, estrutura e acervo, a direção da autarquia pretende reativá-lo plenamente em parceria com as associações de servidores dos dois órgãos.

Veja mais fotos da atividade:

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ato contra aumento de passagens reúne mais de 2500 manifestantes

Protesto no Rio foi marcado pelo luto, pela irreverência e 
pelo clima calmo, apesar da presença ostensiva da Polícia

por Rodrigo Barrenechea, editor



Mais um protesto contra o aumento da tarifa dos ônibus no Rio; os atos se intensificaram desde que o prefeito Eduardo Paes autorizou o reajuste acima da inflação, de R$ 2,75 para R$ 3,00. Desta vez, mais de 2.500 pessoas andaram no fim da tarde desta quinta, da Candelária até a sede da Prefeitura, na Cidade Nova. 



A irreverência marcou o ato, com os manifestantes perguntando "Onde está o meu cachê?", em alusão ao depoimento do suspeito preso no caso Santiago Andrade - segundo ele, partidos de esquerda financiariam as manifestações por meio de "ajuda de custo" aos ativistas.


Ao passar próximo à Central do Brasil, local da morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, os manifestantes fizeram silêncio em luto não apenas por Santiago, mas também pelo camelô atropelado no mesmo dia, assim como por todos os mortos desde o ano passado.

O ato terminou pacificamente, sem bombas nem repressão, apesar do forte aparato policial presente na do início ao fim do protesto.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Crise na segurança pública em Brasília: nada de novo no "Quadradinho"

por Franklin Rabelo de Melo*, de Brasília
especial para a ANOTA

Outdoor pivô de polêmica divulgando à população do
processo de mobilização dos PMs e bombeiros chamada de
"operação tartaruga" (Foto: Agência Brasil)
Domingo (02/02) morreu um menino de cinco anos atingido por duas balas na cabeça, em mais um triste episódio da onda de violência que assola o DF. Porém, Pedro Henrique morava na Estrutural, uma das cidades mais pobres do DF, e por isso sua morte não será lembrada por pessoas vestidas de branco, que fazem passeata em frente à residência oficial do governador. Enquanto isso, Agnelo endurece com a mobilização da PM  [entenda o processo no final do artigo], se recusando a negociar e não reconhecendo o direito legítimo de organização sindical dos policiais. Esse é o retrato de um PT que se construiu nas greves, nas lutas e mobilizações, e hoje assume a mesma postura autoritária de seus antigos algozes.

A escalada da violência no DF tá dando o que falar. Teve até matéria no Jornal Nacional. Porém, nada de novo para quem mora no Quadradinho. Para quem é de fora e ainda não conhece, existem duas brasílias: a brasília sueca, de quem mora em lugares como o Lago Norte e o Sudoeste, toda branquinha, aspone, com IDH de país nórdico e que é contra a construção de creches e quadras esportivas nas vizinhanças para evitar a circulação de gente diferenciada; e a brasília subsaariana, que fica lá pras bandas da Estrutural e do Sol Nascente, preta e nordestina, terceirizada-subcontratada-por-conta-própria, a brasília das cidades-dormitório e do ônibus lata de sardinha.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Chuvas, caos no Rio de Janeiro e a população pobre

Por Max Marreiro

As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam no nosso Rio de Janeiro, inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com uma prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis. De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema.

O Rio de Janeiro, da avenida, dos squares, dos freios elétricos, não pode estar à mercê de chuvaradas, mais ou menos violentas, para viver a sua vida integral.

Como está acontecendo atualmente, ele é função da chuva. Uma vergonha! Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais, procrastinando a solução da questão. O Prefeito "X", que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Levantamento inédito mostra caos na Saúde do Rio de Janeiro

por Max Laureano, da Redação

Um levantamento inédito realizado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), entre os dias 12 e 19 de agosto de 2013, em 50 unidades de saúde do município, revelou uma realidade preocupante.

Dos 1.225 pacientes encontrados nas emergências, 812 (66%) aguardavam internação. Destes, 220 (27%) esperavam ser internados em leitos de UTI adulto. No mesmo período, foram identificados 32 leitos vagos, para onde já poderiam ter sido transferidos 14,5% destes pacientes. Durante esse período, 209 pessoas morreram, sendo 45 delas (22%) nas UPAs.

A fiscalização realizada pelo Ministério Público constatou graves problemas nas filas de espera para acesso aos leitos hospitalares federais, estaduais e municipais situados no município do Rio (sistema regulatório). Os principais problemas constatados foram: falta de leitos hospitalares, falta de sistema informatizado para organizar as filas dos pacientes que esperam por vaga, falta de critérios claros para definição de quem deve receber primeiramente a vaga no hospital (protocolos de hierarquização dos casos e classificação de risco), ausência de cooperação entre hospitais federais, estaduais e municipais, desorganização na divisão de tarefas entre os hospitais (perfis hierarquizados de atendimento) e carência de recursos humanos.

sábado, 23 de novembro de 2013

Crack: questão de Saúde Pública na Favela ou de Segurança para o Estado?

por Maximiano Laureano da Silva, da Redação.

  Foto: Fabiene Cavalcante /jornal O Cidadão Comunicação Comunitária.
Depois de a prefeitura do Rio de Janeiro agir com uma política clara de desrespeito aos direitos humanos, guiada pela mídia corporativa,  sobre como lidar com os usuários de Crack, aconteceu algo previsível.

Em resposta a uma reportagem da rede Globo, mostrando um provável usuário de Crack atrapalhando o trânsito na altura da favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, a PM do Rio de Janeiro mobilizou vários homens do Batalhão de Choque, BOPE, além de policiais civis, e invadiram a favela. Uma  mega operação recolheu aproximadamente 100 usuários de crack (entre eles idosos, crianças e uma grávida) na favela Nova Holanda, no  Rio de Janeiro,  dia 19/11.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

E lá se foi a Perimetral... vem aí o 'Engarrafa Binário'

Quem tentou chegar ao centro da cidade na manhã de segunda-feira (4) enfrentou congestionamento e dificuldades durante o primeiro dia útil de interdição definitiva do Elevado da Perimetral, na zona portuária.

por Max Laureano, da página da ANOTA no Facebook
(domingo, 03 de novembro de 2013)

Como não gosto de criticar sem embasamento, percorri a tão falada Via Binário, no centro do Rio de Janeiro. E digo, com toda certeza, em termos técnicos: vai dar ruim! Eu fui em um domingo a tarde, com pouco trânsito de ônibus ou carros de passeio, e mesmo assim havia uma certa retenção no fluxo, logo no acesso a essa via - Imagine amanhã! (Prognóstico cumprido: Rio tem trânsito complicado no primeiro dia sem Perimetral)

Mais a frente me deparo com uma curva fechada, que provavelmente quem a projetou matou a aula de engenharia de trânsito, para ir a chopada. Só pode!? Não dá pra passar dois ônibus ao mesmo tempo ali. E conhecemos a tradição de respeito às leis de trânsito (e da Física) dos motoristas que circulam nesta cidade. Se numa curva aberta em um viaduto, na Ilha, já morreram várias pessoas. Calculem. Melhor: rezem! E não satisfeitos, mais a frente há outra curva, um pouco menos fechada. Mas que obriga o motorista a reduzir a velocidade. Mais engarrafamento a vista. Muito mais.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A transferência de recursos da Secretaria de Educação do Rio para a Fundação Roberto Marinho

Por Luis Nassif, via Jornal GGN

   O grupo empresarial da família Marinho tem, desde o início do movimento grevista dos profissionais de educação do Município do Rio de Janeiro, demonstrado especiais padrões de um jornalismo indecente. Os compromissos estreitos entre as Organizações Globo e os interesses corporativos de grandes empresas nacionais e internacionais, com o sistema financeiro e com o atraso político, econômico e social do País são notórios e flagrantes há décadas. A partir dos anos 1980, sobretudo após a tentativa de fraude das eleições para o governo do estado do Rio de Janeiro, que visava retirar de Leonel Brizola a vitória eleitoral - tentativa esta que contou com o apoio ostensivo da família Marinho - o grito de guerra "A gente não é bobo, abaixo a Rede Globo!" ecoa folgadamente nas ruas cariocas e brasileiras, não sem razão.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ato contra violência do Estado nesta quarta-feira (2/10) na UERJ


 Por SEPE-RJ

   Nesta quarta-feira (dia 2), a partir das 17h, será realizado na UERJ (Maracanã) um ato contra a violência e a repressão que tem caracterizado o comportamento das forças de segurança do governo Cabral em todas as manifestações que questionam a postura intransigente e as políticas públicas dos governos estadual e municipal. Desde sua primeira gestão, o governador tem pautado a sua política pública de segurança na repressão ao movimento civil e na violência da sua polícia contra a população menos favorecida. O prefeito Eduardo Paes pauta a sua atuação pela mesma cartilha, apoiando as ações empreendidas pelo governo estadual na área de segurança.

   O Sepe convoca todos os profissionais das redes estadual e municipal, que têm sofrido uma brutal repressão das forças de segurança estaduais em diversas manifestações, como as ocorridas na desocupação da Câmara de Vereadores, no último sábado, e na votação do plano de cargos e salários da categoria nesta segunda-feira (dia 1).

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Cerca de 10 mil profissionais de educação do Rio permanecem na Cinelândia

Concentração dos educadores em greve na Cinelândia.
(Foto: Dirley Santos)
por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

Os educadores estão desde a manhã de hoje (30/9) pressionando os vereadores e a presidência da casa legislativa da capital fluminense para que retirem o 'caráter de urgência' do projeto de plano de carreira da categoria. Para o Sepe-RJ (Sindicato Estadual de Profissionais de Educação), a proposta não contempla 93% da categoria e institucionaliza ainda mais penalidades para os trabalhadores da educação.

No último sábado a Polícia Militar desocupou o plenário da câmara, onde se encontravam cerca de 200 educadores, além de dezenas que permaneciam acampados do lado de fora da Câmara Municipal. Diversas denúncias de abuso de autoridade e uso excessivo de força foram feitas.

O líder do governo na Câmara Municipal marcou uma audiência na com o Sepe na manhã de hoje, mas a polícia impediu a entrada dos representantes da categoria durante toda a manhã e ainda cercou os educadores que permaneciam acampados na calçada da câmara. A polícia militar ao agrediu diversos manifestantes presentes e jogou de maneira indiscriminada spray de pimenta entre os presentes a manifestação que seguia pacífica. Depois de muita negociação e pressão da categoria, a direção do sindicato foi autorizada a entrar no prédio da Câmara.

Em breve postaremos mais informações.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

I Marcha das Vadias de Niterói reúne cerca de 1000 manifestantes

Foto: Rafaella Barreto
por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   A cidade de Niterói viveu hoje mais um dia de luta contra o machismo. A marcha foi organizada por diversos grupos e entidades do movimento social da cidade que há 2 meses veio se reunindo e organizando a manifestação.

   As ativistas se concentraram na Praça da Cantareira, tradicional ponto de encontro dos jovens da 'Terra de Araribóia', percorreram as ruas do Centro da cidade e terminaram na prefeitura, onde exigiram medidas do prefeito Rodrigo Neves (PT) para acabar com os casos de estupro na cidade. 

   Em panfleto distribuído durante a marcha, as ativistas denunciam que o número de casos de estupro cresceu quase 250% na cidade, nos últimos 4 anos, segundo dados oficiais fornecidos pelo Instituto de Segurança Pública.

   Entre outras reivindicações, as manifestantes exigiram mais verbas para a saúde, o pleno funcionamento da maternidade Alzira Reis (ameaçada de fechamento pela prefeitura), o veto presidencial ao estatuto do nascituro (também conhecido como "Bolsa Estupro") e mais delegacias especializadas no atendimento a mulheres (DEAM).

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Protesto pelo Fora Cabral termina em ocupação da câmara de vereadores do Rio

Foto: ED
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

Após tentativa frustrada de ocupação da Alerj, os ativistas seguiram em marcha pelas ruas do Centro até a Cinelândia

   O Rio de Janeiro viveu mais um dia de protestos contra o governador Sérgio Cabral nesta quinta-feira. Organizado pelo Fórum de Lutas Contra o Aumento da Passagem, o protesto iniciou com uma caminhada pela Avenida Rio Branco saindo da Candelária. Entre outras reivindicações, os manifestantes exigiam o fim da polícia militar, a revogação da privatização do Maracanã e o passe-livre.

Foto: Rodrigo Barrenechea
   Enquanto o ato principal seguia pela Avenida Rio Branco, dezenas de ativistas tentaram ocupar as galerias do plenário da Assembleia Legislativa do RJ (ALERJ). Passados poucos minutos, a presidência da casa ordenou que os seguranças da ALERJ botassem os manifestantes pra fora. A ordem foi atendida e a truculência foi a regra: sobraram gás de pimenta e agressões físicas aos manifestantes, até mesmo para alguns deputados presentes que conversavam com os trabalhadores e estudantes que lá estavam. A professora Vera Nepomuceno, diretora do SEPE-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ), teve seus óculos propositalmente quebrados por um dos seguranças da ALERJ.


Foto: Rodrigo Noel
   Já do lado de fora do Palácio Tiradentes (sede da ALERJ), os cerca de mil ativistas logo se reorganizaram e seguiram em marcha pelas ruas do Centro em direção à Cinelândia, tradicional palco de manifestações populares. Centenas de policiais sem identificação acompanharam a caminhada pacífica. Diversos manifestantes permanecem neste momento na Praça Floriano Peixoto, exigindo o “Fora Cabral”, transporte 100% público, o fim da dupla função para motoristas de ônibus, entre outras reivindicações. Uma pergunta permanece: cadê o Amarildo?

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Ministério Público no DF abre apuração sobre suspeita de sonegação envolvendo a Rede Globo

Por Débora Zampier, da Agência Brasil

Brasília - A Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) confirmou hoje (16) que abriu apuração criminal preliminar para investigar suspeitas de sonegação envolvendo a Rede Globo. O procedimento foi iniciado na segunda-feira (15), com a distribuição do caso para um procurador responsável.

A apuração foi solicitada na última sexta-feira (12) por 17 entidades da sociedade organizada, entre elas, o Centro de Estudo das Mídias Alternativas Barão de Itararé, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Eles alegam que o Ministério Público deve agir porque há indícios de lesão a bens federais.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Cerca de 3.000 pessoas participaram de ato ecumênico em memória das vítimas de massacre policial na Maré

Foto: M. Laureano

Por M. Laureano e R. Noel, do Rio de Janeiro


Milhares de manifestantes, entre moradores e solidários às famílias, participaram na tarde de hoje de protesto contra o assassinato de 13 moradores durante invasão policial, realizada na semana passada na comunidade da Maré.

 Sob o mote "Estado que mata, nunca mais", os manifestantes mostravam faixas e cartazes exigindo respeito a vida e o fim da violência policial. Muitos ativistas presentes exigiram o fim da pm, como Júlio Anselmo, estudante da UFRJ: "Vivemos uma verdadeira limpeza étnica. É um absurdo! Exigimos o fim da militarização da polícia já!", disse o estudante que também levantou as bandeiras "Fora Beltrame" e "Fora Cabral". 

A mãe de uma das vítimas desabafou: "Cansei de enterrar meus filhos, meus vizinhos, que foram mortos só por estarem nas ruas, quando a polícia do Cabral entra atirando na Maré. Essa dor eu não quero mais. Fora Cabral, fora Caveirão. Estado que mata, nunca mais!", disse emocionada.

Antes do encerramento, os manifestantes ocuparam duas pistas laterais da Avenida Brasil (principal meio de ligação com o Centro da Cidade) para demonstrar toda indignação para a população e autoridades com o cotidiano violento promovido pelo estado opressor. Advogados da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ também acompanharam o ato. Uma equipe das Organizações Globo foi amplamente vaiada pelos participantes do ato.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Atos no Rio marcam a final da Copa das "Manifestações"


Uma grande faixa foi estendida em um dos prédios da
Praça Afonso Pena, local de encerramento do 1º ato.
(Foto: Rodrigo Noel)
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

Duas grandiosas manifestações marcaram o dia de ontem (30), que ficará guardado na memória dos cariocas.

O primeiro ato iniciou a concentração às 10h, na Praça Saens Peña (Zona Norte do Rio). Convocado pelo Comitê Popular da Copa e Olimpíada (fórum que reúne partidos de esquerda, sindicatos, entidades estudantis, associações de moradores, centrais sindicais entre outros organismos do movimento social), o ato seguiu sem maiores problemas, mesmo com a forte presença do aparato policial em todo o entorno do Maracanã. A forte presença da polícia militar era o único elemento desestabilizador na região.

Durante todo o trajeto, diversos moradores seguiam até a porta dos prédios, das casas ou na frente das janelas para acenar, demonstrando apoio as reivindicações dos manifestantes presentes. O volume de recursos destinados para as obras da copa/olimpíadas  era um questionado por todos, assim como o unânime repúdio e exigência de anulação da privatização do Maracanã, feito pelo governo Sérgio Cabral para beneficiar o empresário Eike Batista. As remoções forçadas de moradores de comunidades tradicionais e bairros da periferia da cidade também foram duramente repudiadas pelos manifestantes, assim como a defesa da reabertura do Parque Aquático Julio Delamare e a manutenção da Escola Municipal Friedenreich (ameaçada de demolição pelo prefeito Eduardo Paes).

sábado, 29 de junho de 2013

Ativistas convocam ato nacional durante a final da Copa das Confederações, neste domingo

Arte de divulgação do ato disponível
na página do evento no facebook
Por Rodrigo Noel, de Niterói

   Amanhã (30) o Rio de Janeiro vai sacudir! Além da partida final entre Brasil e Espanha pela final da Copa das Confederações, ativistas do movimento social organizado estão convocando um grande ato para o mesmo dia. Para Julio Anselmo, estudante da UFRJ, está já pode ser chamada de "Copa das Manifestações".

   Sob o mote "Domingo Eu Vou Ao Maracanã", em alusão a famosa música de autoria de Neguinho da Beija Flor, os organizadores do ato vão cobrar dos governos mais compromisso com as necessidades do povo trabalhador e fim da submissão aos interesses da Fifa. Para Rafael Nunes, da CSP-Conlutas, os trabalhadores têm dado seu recado Brasil afora: "Os trabalhadores organizados em seus sindicatos, partidos e associações de moradores têm mostrado o custo social da organização desses megaeventos. Por isso, neste domingo vamos exigir o fim das remoções e despejos de comunidades, a imediata anulação da privatização/doação do Maracanã, entre outros pontos", disse.