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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Ato em defesa do jornalismo de qualidade reúne dezenas na ABI

Atividade contou com diversos representantes da categoria

Por Rodrigo Noel, editor

No início da noite de hoje (11/01), as entidades que representam os comunicadores fluminenses - jornalistas, radialistas e fotógrafos - realizaram um importante ato em solidariedade e em defesa dos jornalistas, contra a violência.

Para Paula Máiran, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio, a política de segurança do governo Sérgio Cabral segue sendo um empecilho à liberdade de expressão e ao livre exercício da profissão: "Não é fácil ser jornalista no Rio", afirmou.

Máiran disse ainda que o sindicato entrou com uma representação no Ministério Público do Trabalho contra a Rede Bandeirantes de Televisão, pois existem indícios que Santiago Ilídio acumulava funções, além da já denunciada falta de equipamentos de proteção individual.

Nós, da ANotA, nos solidarizamos com a família do cinegrafista Santiago Ilídio e exigimos a punição dos governos Cabral/Paes e da Rede Bandeirantes de Televisão, verdadeiros responsáveis pelas duas mortes em virtude da tragédia ocorrida no ato do dia 6 de fevereiro.

Atualizado às 17:30h (12/02/2014).

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A execução como regra no período amarildiano

por Max Laureano, da redação

   Na tradição das políticas de segurança pública (e privada!) existe um conceito que historicamente norteou as ações de alguns agentes executores da Lei. Para estes, existem pessoas "matáveis". Isto é, são pessoas que podem ser mortas, executadas, com a certeza plena de impunidade, e a consciência tranquila, ao acharem que a sociedade não irá questionar as ações desses agentes de segurança nas favelas e/ou comunidades carentes.

   Isto é possível de se constatar nos milhares de registros do auto de resistência (morte em confronto com a polícia), com o objetivo de mascarar homicídios cometidos por policiais civis e militares. Uma peça jurídica que inocenta, acoberta e por vezes até promove quem está por trás da arma. Por vezes, a certeza da impunidade é tanta, que sequer se faz uso desse artifício. Simplesmente se "desaparece" com a vítima. E os métodos de desaparecimento têm se modernizado com o tempo.

   Segundo dados da Anistia Internacional, a PM de SP e do RJ matam mais do que países com pena de morte. A certeza da impunidade faz o policial cometer o crime. Para a família da vítima, apenas resta a esperança de encontrar o ente "desaparecido" vivo.

   E infelizmente, assim foi o caso do pedreiro Amarildo, morador da favela da Rocinha. Para a lógica "subterrânea", ele era uma das pessoas “matáveis". Negros, pobres, moradores de comunidades carentes.