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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Base do governo na ALERJ tenta quebrar estabilidade dos servidores.

Avenida 1° de Março foi fechada por manifestantes e tropa de choque expulsou com violência presentes nas galerias do plenária e bloqueou a entrada do Palácio Tiradentes. A ALERJ tentava votar fim da estabilidade dos servidores públicos.

Por Almir Cezar Filho, da Redação.

A tarde e noite desta terça-feira (19/07) foi de tensão na Assembléia Legislativa Estado do RJ (ALERJ). O legislativo fluminense votaria o Projeto de Lei (PL) 1.975 que ameaça a estabilidade do servidor público estadual sob pretexto da  grave crise fiscal e orçamentária às vésperas do início das Olimpíadas.

A sessão foi interrompida quando manifestantes presentes nas galerias do plenária foram retiradas à força em base a gás de pimenta e cassetetes pela tropa de choque da PM. Os manifestantes seguiram a noite em vigília na parte da frente do Palácio Tiradentes.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Greve dos servidores do INCRA e MDA de Brasília completa uma semana

por Almir Cezar, da sucursal Brasília (DF)
Servidor do MDA


Nesta segunda-feira (31/8) completa-se uma semana da greve nacional dos servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), seguida pela sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e pela maioria de suas superintendências regionais, algumas em greve a mais de seis semanas. Em pauta a reestruturação salarial dos servidores dos dois órgãos. A categoria recebe entre os piores salários do Governo Federal, entre 40% até 2x menos do que em órgãos assemelhados, sob prejuízo das políticas de reforma agrária, apoio a agricultura familiar e desenvolvimento rural, e a consequente manutenção da violência no campo e da pobreza rural.

Como resultado, apesar do meio rural conter apenas 10% da população brasileira, concentra metade dos em situação de miséria. E apesar dos sucessivos recordes nas safras agrícolas, a inflação oficial nos últimos 10 anos alcançou 64%, enquanto a dos alimentos passou de mais de 100%. Para piorar, após sucessivos cortes anuais em seu orçamento, este ano em nome do ajuste fiscal, o governo federal bloqueou no MDA e INCRA mais da metade dos seus recursos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Começou a Campanha Salarial dos Operários da Construção Civil do Pará

Operários da Construção Civil da região metropolitana de Belém paralisam obras e lutam contra o projeto do prefeito que quer ficar com o dinheiro do vale digital.

Por Wellingta Macêdo, direto de Belém com ajuda da assessoria do STICMB.

Os operários e operárias da construção civil de Belém, Ananindeua e Marituba que estão em plena Campanha Salarial realizaram na manhã de hoje, um dia de paralisação. As obras amanheceram paradas e cerca de 6 mil trabalhadores foram às ruas para denunciar a patronal que insiste em apresentar a proposta rebaixada de reajuste parcelado em 3 vezes. Agora pela tarde, os operários se concentraram em frente à Câmara de Vereadores de Belém para dizer "não" ao projeto do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) que quer ficar com o dinheiro acumulado no vale-digital dos trabalhadores. "O dinheiro do vale-digital é dos trabalhadores", disse um operário.

Em Assembleia Geral, os trabalhadores votaram contra a proposta da Patronal de Reajuste Salarial em 9, 81% e ainda dividir em 3 vezes e querer dar só R$ 3,80 na cesta básica e nenhum reajuste na PLR. Nesta quarta-feira, acontecerá outra rodada de negociação e na quinta, em outra assembleia, a categoria pode decidir pela greve. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Acaba a greve dos Professores no Pará!

A Greve dos Professores no Pará é suspensa! E agora Jatene?

Por Wellingta Macêdo, direto de Belém do Pará.

Professores do Pará realizam o enterro da educação pública do 
estado. (Foto: Ascom Sintepp)
Foram 75 dias de muita luta, sangue, suor e lágrimas. Muitas lágrimas. 75 dias em que uma das categorias mais penalizadas pela política de arrocho salarial, desvalorização da profissão, cortes no orçamento imposto pelo governo federal e aplicado pelos governos estadual e municipal, paralisou suas atividades não apenas para reivindicar um aumento de salário, mas também, para denunciar a situação que se encontra um dos estados que mais sofre com o descaso da gestão pública. Os professores do estado do Pará na última sexta-feira, cinco, encerraram uma das maiores greves já feitas pela categoria no estado. Em uma assembleia dividida com acusações contra a direção do Sintepp, o sindicato dos professores do estado, e ameaça de desfiliação de alguns trabalhadores a categoria decidiu, em uma votação apertada suspender a greve contra o governo de Simão Jatene, do PSDB, e negociar os descontos na folha de pagamento e a reposição de aulas.

Ano passado, a presidente Dilma Roussef sancionou o Plano Nacional de Educação que estabelecia 20 metas e um prazo de 10 anos, para a melhora da qualidade na educação pública do país. Isto aconteceu no final de 2014. No início deste ano, a mesma presidente e seu ministro, dono da pasta de Planejamento, o cara que possui carta branca pra fazer o que quiser, Joaquim Levy, apresentaram o plano de Ajuste Fiscal Econômico que entre outros ataques, apresentou um corte que só na área da Educação foi de 7 bilhões de reais.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Começou o 2º Congresso da CSP-Conlutas!

Fotos: Rodrigo Barrenechea
2º Congresso da CSP-Conlutas começa reafirmando a necessidade da unidade da classe trabalhadora!

Por Wellingta Macêdo, direto de Sumaré-SP

Foi com um dia lindo de sol acolhedor que começou o 2º Congresso da CSP-Conlutas na zona rural do município de Sumaré, São Paulo. Aproximadamente, 2.000 trabalhadores e trabalhadoras de norte a sul do país, encontraram-se no feriado e passarão os próximos 3 dias discutindo as lutas da classe trabalhadora brasileira, dentro dessa conjuntura de crise internacional. Operários da Construção Civil do Pará e Ceará, Professores em greve do Paraná, Pará e Pernambuco, Rodoviários e Vigilantes de Macapá, Trabalhadores da COMPERJ, servidores federais e estaduais, movimento de combate às opressões, MML, Quilombo Raça e Classe, LGBTs são a expressão do que é a CSP-Conlutas, Central Sindical e Popular e suas responsabilidades diante da luta classista dos trabalhadores e trabalhadoras.

Já na mesa de abertura, Atnágoras Lopes, da Executiva Nacional da Central, saudou o Congresso e todos os delegados, observadores e convidados presentes. Ressaltou a importância do Congresso que acontece no meio de uma grave crise política e financeira que o país atravessa diante de escândalos como a Operação Lava Jato, o escândalo da Petrobrás , o envolvimento dos parlamentares e a baixa popularidade que vive o governo Dilma, após a divulgação do Ajuste Fiscal com a implementação das MPs 664 e 665 e a PL 4330, das terceirizações. Atnágoras falou da necessidade de se fortalecer a luta da classe trabalhadora brasileira para resistir a esses ataques e a construção de uma ferramenta revolucionária dos trabalhadores e qual o papel que a CSP-Conlutas deve cumprir nesse processo.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Protesto por mais verbas leva 1000 à sede do governo estadual do Rio

por Rodrigo Barrenechea, do Rio de Janeiro

Faixa convocando ato na FFP-UERJ. Fotos: RB
  Na tarde desta quinta (21), por volta de mil pessoas participaram de uma marcha por mais verbas para a educação universitária. Professores, alunos e servidores das 3 universidades estaduais do Rio - UERJ (e seus 3 campi, Maracanã, FFP-São Gonçalo e FEBF-Caxias), UEZO e UENF - e do Colégio de Aplicação da UERJ foram às ruas por mais verbas e pela regularização do pagamento aos terceirizados. A falta de recursos, causada pelos ajustes fiscais implementados pelos governos federal e estadual, vem causando repetidos atrasos nos salários dos funcionários terceirizados. Assim, diversas unidades tem tido dificuldade para funcionar, como o CAp-UERJ e o campus Maracanã da UERJ, que teve o funcionamento dos elevadores paralisado semana passada.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Greve da educação do Pará completa 55 dias de luta

Professores mantêm resistência contra a intransigência do governo de Simão Jatene


por Wellingta Macêdo, de Belém do Pará.


Aluno participa de protesto dos professores paraenses
Foto: Wellingta Macêdo
  No dia 25 de março passado foi deflagrada a greve dos professores da rede estadual de ensino do estado do Pará. Os professores e professoras reivindicam há tempos a valorização do magistério, tão desrespeitado pela política implementada pelo governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Há mais de oito anos Janene governa o estado, que é um dos campeões em falta de estrutura nas escolas públicas, falta de merenda escolar, desvio de verba, o que acaba comprometendo a qualidade de ensino. 


Para além disso, os professores estão lutando pelo pagamento do piso salarial nacional; só que o governo alega que não tem dinheiro e ainda propõe pagar o retroativo do piso em 18 meses. A categoria briga também pela implementação da hora pedagógica e a lotação por jornada, umas das principais polêmicas com o governo, que chegou a chamar os professores de “mafiosos”. Os professores têm realizados passeatas constantes até a SEAD (Secretaria de Administração) e já ocuparam a Seduc (Secretaria de Educação). Na semana passada, ocuparam o CIG (Centro Integrado do Governo) por três dias, numa tentativa de forçar uma negociação com o governo, já que o mesmo até o momento fez apenas uma proposta indecorosa para a categoria e pagou um anúncio milionário na principal rede local, com mentiras e calúnias sobre a greve.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Esqueletos no armário

por Andrés Lawner, especial para a ANotA

 
Às vésperas de completar 51 anos, o golpe militar de 1964 ainda provoca intensa controvérsia. Uma série de lugares-comuns é dita sobre ele, como “na ditadura não havia corrupção”, “sob os militares o crime estava contido” e “precisamos de uma intervenção militar”. Esta última um repeteco do que era dito nos anos anteriores à queda de João Goulart, onde quem pediu isso acreditava que o regime ditatorial seria curto e restauraria as liberdades. 21 anos se passaram enquanto isso...

  Muito já foi dito e estudado sobre o assunto. Que Goulart, o PTB e o PCB cavaram a própria cova. Que os EUA estavam por trás de tudo. Que não estavam. Até mesmo, que o empresariado que apoiou o golpe era tão importante no regime que este mereceria ser chamado de “ditadura civil-militar”. O que pouco foi dito é o que temos como legado dele até hoje, e que alguns setores da sociedade insistem em trazer à tona dessa “herança maldita”. Os “esqueletos” que ainda insistem em se manter no armário.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Professores do estado do Pará estão em greve.



Professores do Estado do Pará iniciam greve com assembleia e ato em Belém.

Greve que foi decidida pela categoria semana passada, conta com o apoio de pais e estudantes.

Mesmo debaixo de uma forte chuva característica de nosso inverno amazônico, os professores da rede estadual do Pará deram início oficialmente, à greve decidida pela categoria na semana passada. Uma assembleia marcada para as 9 horas da manhã, em São Brás, pelo Sindicato dos Professores do Estado do Pará (SINTEPP), reuniu mais de 2.500 trabalhadores da educação e contou com o apoio de estudantes da rede pública e pais de alunos. O movimento de paralisação por tempo indeterminado da categoria tem como principal reivindicação a exigência de que o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB) pague o piso salarial dos professores que está atrasado desde janeiro, além da manutenção das aulas suplementares sem redução de salários, eleição direta para diretor e implementação do Plano de Carreira Unificada. Cerca de 80% da categoria, aderiu ao movimento grevista.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Funcionários dos Correios de São Gonçalo paralisam atividades por melhores condições de trabalho

Por Rodrigo Barrenechea, de São Gonçalo
Foto: Marcelo Feitosa (O Fluminense)

Os trabalhadores do Correios do CEE (Centro de Encomendas Expressas) do Alcântara, localizado no bairro do Colubandê, em São Gonçalo, realizaram uma paralisação na manhã do último dia 2, segunda-feira. A falta de segurança para o trabalho dos carteiros foi a principal reivindicação, acompanhada da lotação de mais funcionários para a unidade.

Na verdade, um problema está relacionado com o outro: como a unidade deveria fazer entregas em áreas consideradas de risco, os funcionários que lá trabalhavam acabaram saindo. Há um alto índice de assaltos na região, em média um por dia; o Correio, assim, suspendeu a entrega domiciliar em diversos bairros. Os trabalhadores, dessa forma, pedem que haja escolta para as entregas, assim como recomposição do quadro de funcionários da unidade. Tanto os empregados são prejudicados, pois ficam sobrecarregados, quanto os usuários, que são obrigados a fazer fila por várias horas para pegar suas encomendas.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Greve dos Correios em Niterói termina com vitórias e incertezas

por Rodrigo Barrenechea, de Niterói

Carteiros realizam protesto nas barcas
Foto: O Fluminense
Após uma semana de paralisação, chegou ao fim a greve dos empregados da Empresa de Correios e Telégrafos em Niterói. Os carteiros reivindicavam melhorias nas condições de trabalho, como conserto do ar-condicionado nos Centros de Distribuição Domiciliar (CDDs), mais veículos para o transporte de funcionários e mais trabalhadores, pois há falta de mão-de-obra.

Os carteiros de Niterói, nessa semana de greve, realizaram diversos protestos, como um ato na frente da estação das Barcas, na Praça Arariboia, assim como assembleias cheias, como a que reuniu 80 funcionários na frente do CDD Icaraí, na rua Saldanha Marinho, Centro da cidade. A direção da empresa manteve, durante a paralisação, uma postura de não querer negociar, assim como não quis responder em nota quando procurada pela imprensa.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Empreiteira do Comperj deixa trabalhadores na mão depois de ser citada na Operação Lava-Jato

por Rodrigo Barrenechea, direto de Niterói

Fotos: RB
A crise chegou com força ao Comperj. Assim como outras obras da Petrobrás, o Comperj - Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - tem sofrido com os escândalos de corrupção que envolveram as empreiteiras e a estatal petrolífera. Agora, uma das construtoras, a ALUSA/ALUMINI, depois de constar nas investigações da Polícia Federal durante a Operação Lava-Jato, deixou os trabalhadores sem salário ou sem emprego.

Desde setembro do ano passado, já são 469 demitidos; os que perderam o emprego a partir de outubro fizeram um acordo para receber a recisão mas a empresa não cumpriu com o acertado. Eles não receberam nem a 3ª e última parcela do acordo nem os 40% do FGTS a que tem direito. Ainda mais: as cotas do fundo do restante dos trabalhadores não são depositadas há pelo menos 3 meses. Já os que não foram demitidos enfrentam uma difícil situação: não recebem salários e também não conseguem baixa em suas carteiras de trabalho. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Crise fiscal de Agnelo e privatização criam caos na saúde do DF

Neste começo de dezembro a falta de pagamento de salários se alastra por vários setores: servidores da Saúde, Cultura e Educação, terceirizados e os rodoviários realizaram protestos e paralisações

por Jorge Henrique, de Brasília (DF)

Servidores públicos do Distrito Federal sem o pagamento de
dezembro fecharam na segunda-feira (09) a via Eixo Monumental 
em protesto em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo .
O caos na saúde pública no DF foi destaque nos telejornais de todo o Brasil praticamente durante todo o ano de 2014. Nos últimos dois meses, esse problema que é crônico se agravou ainda mais. Atraso no pagamento de funcionários, corte na distribuição de refeições para os pacientes, falta de insumos básicos e estrutura para realização de cirurgias, falta de profissionais para atendimento dos pacientes nos hospitais, foi o que mais se noticiou nos telejornais nos últimos dias.

Essa realidade escancara um processo sistemático e consciente de sucateamento da saúde pública no DF. Desde o Governo Roriz até o atual Governo Agnelo, o grande beneficiário com o desmonte da saúde pública no DF é o setor privado. Contratos superfaturados com empresas que prestam serviços aos hospitais, suborno e cobrança de propinas pelos gestores, manipulação das instâncias de controle social pelo empresariado médico local, tudo isso, contribuiu para a deterioração no quadro de saúde do DF.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Entrevista coletiva e problemas marcam inaguração do Centro Aberto de Mídia da Copa do Mundo

por Rodrigo Barrenechea, editor, do Rio de Janeiro

Faixa de pedestres em Copacabana tem pinturas contrárias à Copa
Fotos: RB
  Nesta terça, 09/06, o governo federal inaugurou o CAM - Centro Aberto de Mídia, localizado no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro. O objetivo da instalação é fornecer estrutura para os jornalistas e veículos de imprensa fazerem a cobertura da Copa, ajudando no envio de matérias, fotos, vídeos etc., especialmente para aqueles que não montaram seus próprios centros de imprensa. No entanto, vários problemas marcaram seu primeiro dia de funcionamento. 

Localizado numa área militar, tem uma bela aparência, com mesas para os profissionais montarem seus laptops, com conexão de internet tanto por cabo quanto sem-fio, assessoria de imprensa, releases com as pautas, entre outras facilidades. Porém, os problemas começaram com o credenciamento dos jornalistas, cuja maioria fez cadastro prévio pelo site do CAM. Ao chegar lá, o sistema estava fora do ar, impedindo a emissão dos crachás. Além disso, por várias vezes a rede de internet caiu, o que impedia também o envio das matérias e travava a comunicação pelos celulares por meio de wifi. Contudo, a equipe disse que não seria necessário estar credenciado para participar da coletiva que foi convocada para inaugurar o CAM, que homenageia João Saldanha - festejado como jornalista e especialista em futebol, mas cujo passado como militante do PCB foi obviamente ignorado.

sábado, 7 de junho de 2014

Coordenação Nacional da CSP-Conlutas faz reunião e discute organização da central e lutas durante a Copa

por Rodrigo Barrenechea, direto de São Paulo


Fotos: RB
  Ocorre neste fim de semana (de 6 a 8 de junho de 2014) a reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, na cidade de São Paulo. Estão reunidos representantes de sindicatos, federações, oposições sindicais e membros de movimentos populares, camponeses, de opressões e estudantis. 

Destacam-se, neste grupo, os rodoviários do grande Rio - que recentemente fizeram várias paralisações contra a direção de seus sindicatos -, garis de São Gonçalo - que vem sofrendo represálias tanto da patronal quanto de seu próprio sindicato -, o movimento Acorda Peão Comperj, que
O Movimento Rodoviários em Luta do RJ esteve presente na reunião
vem construindo uma oposição ao sindicato local da construção civil após importantes greves no último período, além dos Metroviários de São Paulo, que estão em greve contra o governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

quarta-feira, 14 de maio de 2014

CSP-Conlutas e Anel lançam campanha de solidariedade aos rodoviários em greve

Por Dirley Santos, da redação

Os rodoviários da cidade do Rio de Janeiro estão há dias realizando uma forte mobilização contra a implantação da dupla-função cobrador-motorista e exigindo reajuste salarial entre outras propostas.

A categoria tem enfrentando a traição da direção do sindicato, a repressão violenta da patronal e a criminalização dos governos, da Justiça e da imprensa.

Mas apesar de toda repressão a mobilização tem contado com o apoio da maioria da população e a luta vem se ampliando para outras cidades.

Fortaleça você também a campanha de solidariedade e ajude a ampliar ainda mais a luta destes companheiros usando e divulgando o banner produzido pela CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular) e pela Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre).

SOMOS TODOS RODOVIÁRIOS! 
PELO FIM DA DUPLA FUNÇÃO, REAJUSTE SALARIAL, JÁ!
TODO APOIO A GREVE! NÃO A REPRESSÃO!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Carta Aberta à Comunidade da UFTM e à população de Uberaba

por Adriano Espíndola Cavalheiro, de Uberaba (MG)

Essa semana, pela gravidade dos fatos de seu conteúdo, compartilho com leitores de minha coluna aqui na Anota, não um texto de minha autoria, como faço semanalmente, mas texto de autoria do movimento estudantil da UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), que traz um retrato dramático da situação na referida Universidade, localizada em Uberaba, Minas Gerais.

CARTA ABERTA À COMUNIDADE DA UFTM E À POPULAÇÃO DE UBERABA

A Universidade Federal do Triângulo Mineiro há anos vem enfrentando um grave processo de precarização materializado na falta de professores, políticas de permanência estudantil ineficientes, infraestrutura insuficiente para a consolidação dos cursos abertos pelo REUNI, entre diversos outros problemas, os quais prejudicam não apenas o corpo discente da UFTM, mas toda a comunidade, inclusive, os usuários do Hospital de Clínicas da UFTM. Para se ter uma idéia, faltam até mesmo materiais básicos como gazes ou sabonete para dar banho nos pacientes do hospital. A situação é tão grave que não está descartada a possibilidade de que alguns cursos paralisem as suas atividades nos próximos semestres pelas péssimas condições de funcionamento, inclusive, com prejuízo na formatura dos estudantes, devido à impossibilidade de realização de estágios e cumprimento de carga horária mínima.

Apesar dessa situação nos campi da universidade em Uberaba, que envolve também a falta de professores, exigir toda a atenção e esforços daqueles que dirigem a UFTM para solucioná-los, encontra-se em andamento projeto de expansão da Universidade para as cidades de Araxá e Iturama. É importante ressaltar que não somos contrários à instalação de campi nestas cidades, mas apenas que entendemos que se os problemas que assolam a UFTM em Uberaba não forem resolvidos antes da expansão pretendida, os novos campi enfrentarão problemas iguais ou piores dos que aqueles que enfrentados aqui. Por isto defendemos que os problemas da sede sejam minimamente solucionados antes que se parta para a abertura de novas unidades na região.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Da ilegalidade do corte administrativo de ponto e salários de servidores públicos em greve

Uma análise do Memorando Circular 02/2014/PGF/AGU da Advocacia Geral da União, 
sob o governo de Dilma Rousseff do PT

DIREITO DE GREVE DO SERVIDOR
Especial para a ANotA

Primeiramente, cumpre esclarecer que escrevo este artigo a partir de um parecer de minha autoria, escrito há poucos dias, para o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Município de Uberaba (SINTE-MED), que congrega principalmente servidores federais, mas não só, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). O Parecer foi escrito em face da Circular 02/2014/PGF/AGU de lavra da Advocacia Geral da União (AGU), datada de 26 de Março de 2014, dirigida aos Procuradores Chefes da IEFs (Instituições de Ensino Superior Brasileiras) que, SEGUINDO DIRETRIZ DO GOVERNO FEDERAL DE DILMA DO PT, orienta o corte de ponto, de forma administrativa, dos servidores das Universidades Federais em virtude da greve em curso.

Assim, é importante destacar que a Constituição Federal do Brasil, a Lei Maior brasileira, assim trata do direito de greve do servidor público: 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Direito de greve e de distribuir e afixar materiais

Antecipação de tutela por direito de greve - o caso dos técnicos-administrativos da UFTM no HC

por Adriano Espíndola Cavalheiro, de Uberaba (MG)

Companheiros,

Desde a assessoria jurídica do SINDICATO DOS TRABALHADORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR DO MUNICÍPIO DE UBERABA / SINTE-MED, a qual o escritório de advocacia do qual sou sócio assumiu acerca de 30 dias, conquistamos importante vitória em defesa do direito de greve dos Servidores Técnicos Administrativos das Universidades Federais brasileiras.

A UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) aderiu ao EBSERH, transferindo a este a gestão de seu Hospital das Clínicas. Imediatamente após a notificação à Universidade Federal de nossa greve, o EBSERH fez baixar ofício circular totalmente ilegal, por meio do qual, pretendia submeter à autorização prévia quaisquer informativos que o Sindicato ou o movimento grevista pretendesse afixar nos murais do Hospital de Clínicas. Na mesma circular o EBSERH autoriza a pronta remoção e eliminação de todas as faixas, panfletos, jornais, etc, afixados pelo movimento grevista, sem observância de seu draconiano regramento.

Diante disso, acionamos o Poder Judiciário, pedindo liminar para garantir a afixação das faixas, cartazes, panfletos, enfim, todos os materiais sindicais, sejam eles relacionados ou não à greve em curso.

Acabamos de conquistar liminar nos seguintes termos:

terça-feira, 8 de abril de 2014

Nós não estamos na propaganda do MEC na TV!

por Gibran Jordão, técnico-administrativo em Educação e coordenador geral da FASUBRA
especial para ANOTA

A propaganda MILIONÁRIA do Ministério da Educação em horário nobre em todos os canais de TV, inclusive na Rede Globo, tenta mostrar um país paraíso da educação, onde tudo é lindo e maravilhoso!

É a contra propaganda do governo para tentar ganhar a opinião publica que nas ultimas pesquisas está muito insatisfeita com as politicas do governo para saúde e educação. 

Ao invés de mudar a logica das prioridades da economia que está hoje totalmente comprometida com o pagamento dos juros da divida, o MEC e consequentemente o próprio governo Dilma prefere vender ilusões na grande mídia!

A miséria de nossa educação e nossos atrasos culturais são infinitamente maiores que as comparações entre os governos do PT e PSDB... O povo tem pressa, mas lamentavelmente ao optar em governar com a direita vai sempre aplicar uma politica econômica que só beneficia empreiteiras, montadoras, bancos e o agronegócios... Dilma e o PT jamais irão romper com a burguesia para governar para os trabalhadores! 

Por isso, nenhuma ilusão nesse governo é preciso fortalecer a nossa greve, pois só a luta muda a vida! 

Amanhã [08/04] vamos visitar a greve da UNILAB. Uma greve daqueles que constroem as melhores universidades do país, mas não aparecem na propaganda e recebem o menor piso salarial do funcionalismo publico federal.

A greve precisa ir as ruas denunciar as mentiras do governo na TV !

NEGOCIA DILMA!