por Andrés Lawner, especial para a ANotA
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| Foto: Murilo Rezende (Futura Press) |
Na semana passada foi uma mensagem sem assinatura que circulou país fora pelos grupos de Whatsapp. Esta semana, já é um evento. Toma corpo um movimento que visa impedir
Dilma Rouseff de terminar seu mandato, aparentemente pela via constitucional, apesar de que há setores que abertamente defendem uma intervenção militar. Reivindicando a luta contra a corrupção e relembrando os caras-pintadas dos anos 1990, dizem que chegou a hora de sair às ruas e pedir a saída de Dilma, por meio de uma ação de impeachment. Ela, segundo dizem, teria sido conivente com a corrupção ou, ainda mais, estaria envolvida até o pescoço nela.
Sem querer, num primeiro momento, julgar tais acusações, cabe aqui tentar entender a quem interessa isso. Quem estaria por trás deste movimento. E qual seria seu real alcance. Será algo como a meia-dúzia que protestou após as eleições, com Bolsonaro, Lobão e o PSDB à tira-colo? Ou vamos ver algo realmente multitudinário? Estamos vendo mais um capítulo da novela "Choro de perdedor" ou há um fenômeno novo, uma reorganização de uma direita golpista e abertamente reacionária?