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sábado, 25 de agosto de 2018

Mesa e debates em grupos marcam segundo dia do ENE-RS

por Rodrigo Barrenechea, direto de Porto Alegre

O segundo dia do III ENE RS começou com o painel "Experiências de educação popular no Capitalismo", onde se discutiram as formas de resistência ao projeto mercantil de educação. A mesa contou com Vladimir Mota, da Frente Quilombola, Karahy Tiaguinho, vice-cacique da aldeia indígena de Maquiné, Daiane Marçal, educadora e agricultora no Assentamento Madre Terra, em São Gabriel, e os estudantes Gabito Fernandes, da juventude do PSTU e estudante de História da PUC-RS, e Julia Maria, do Coletivo Alicerce e estudante de jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria, falando das ocupações estudantis nas escolas secundárias e nas universidades.

Quilombos e educação afrocentrada



Os debates começaram com a  exposição do
representante da Frente Quilombola
Vladimir Mota, representando a Frente Quilombola, contou sua experiência nos 6 quilombos que a Frente atua. Especialista em capoeira, ele fala da função desta como elemento de mobilização. Oralidade e troca de experiências, por exemplo, são elementos constituintes de uma forma de compreender a educação diferente do modelo vigente nas escolas. Segundo ele, a capoeira passa por um momento de europeização, de embranquecimento, que prejudica um olhar diferente na educação. O projeto que a Frente toca, o "Sangue que circula", se propõe a ensinar capoeira partindo de uma narrativa, um contar de história que coloca a troca de saberes como centro de um aprendizado coletivo. Isso parte de uma concepção de educação que Mota chama de "afrocentrada", baseada na interação entre educador e educando, colocando-os em pé de igualdade. O objetivo aqui é reeducar nossos preconceitos e realizar a troca do que ele chama de "escuta técnica" - que pressupõe um retorno por meio de formas de avaliação - por uma "escuta orgânica", baseada na compreensão, sem a necessidade dessa devolução de forma compulsória.

Mesa sobre educação e reformas abre III ENE gaúcho

Por Rodrigo Barrenechea, direto de Porto Alegre

Teve início na noite desta sexta (24) a Etapa gaúcha do III ENE (Encontro Estadual de Educação). Cerca de 250 pessoas se reuniram no auditório da Escola Técnica Parobé, no centro de Porto Alegre. O tema central desta edição é a construção de um projeto classista, democrático e socialista para a educação brasileira. Num primeiro momento, houveram as saudações ao Encontro, de entidades como os núcleos de oposição do CPERS, movimentos de luta contra a opressão - como o Movimento Mulheres em Luta e o Quilombo Raça e Classe, ambos da CSP-Conlutas - e partidos políticos, como o PSTU.

Cerca de 250 pessoas lotaram o auditório da Escola Parobé, em Porto Alegre


Passado isso, constituiu-se a primeira mesa, que discutiu o tema "Capitalismo, Trabalho e Educação", com a professora da UFF Eblin Farage, pelo ANDES-SN, Joaninha de Oliveira, professora aposentada da rede estadual de educação de Santa Catarina e representando a Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas e Gustavo Coelho, professor da rede municipal de educação de Porto Alegre e do Coletivo Alicerce.

sábado, 21 de outubro de 2017

Ato marca lançamento da Frente Nacional em Defesa da Educação Pública Superior

por Rodrigo Barrenechea, da redação

Fotos: Rodrigo Barrenechea
   Na tarde desta quinta (19), a Concha Acústica da Uerj foi tomada por estudantes, trabalhadores e população - unidos em defesa da educação superior pública, laica, gratuita e democrática. O governo Temer, mesmo antes da aprovação da PEC 55, já vinha cortando verbas das universidades e laboratórios de pesquisa, aprofundando uma tendência já observada desde os governos anteriores. Com o Reuni, ao mesmo tempo em que se dava uma desenfreada expansão das vagas sem o consequente aumento do custeio, aumentava a cobrança sobre docentes e técnicos por resultados sem que lhes fossem dadas as condições para alcançá-los. Com Temer a situação piorou, já que com o corte de investimentos e a crise econômica, o que era pouco tornou-se menos ainda. Por outro lado, a educação privada não tem muito do que reclamar. Segundo dados do Sindicato das Mantenedoras do Estado de São Paulo, 78% dos formandos dos últimos 10 anos são egressos de faculdades particulares, que em muito se beneficiaram de programas como Fies e Prouni.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Motoristas auxiliares e arrendatários de táxis criam associação de classe em Uberaba

Os trabalhadores de Uberaba, com apoio da CSP-Conlutas, dão mais um passo em sua organização.

Por Leone Rangel,  de Uberaba/MG, Especial para a ANOTA.

Na noite desta terça-feira, 07.07.2015, em assembleia geral extraordinária, da qual participaram cerca de 40 trabalhadores, foi aprovada - com apoio da CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular Coordenação Nacional de Lutas) - a fundação da Associação dos Motoristas Auxiliares e Arrendatários de Táxi de Uberaba, carinhosamente batizada de AMO-TÁXI. A assembleia aprovou, ainda, o Estatuto da Entidade e elegeu sua primeira diretoria e Conselho Fiscal.

Nas palavras de seu presidente, o motorista auxiliar Cássio Munir, a Associação surge para organizar os trabalhadores do setor por seus direitos, já que pela ausência até então de uma organização de classe, é como no meio pessoas que, apesar de um dia já terem sido motoristas de táxis, hoje se tornaram microempresárias informais do setor, tendo sob seu controle diversas licenças de táxis. Essas pessoas, explica o Sr. Cássio, “ao mesmo tempo que não mais dirigem seus carros, contratam de forma precária, sem garantia de qualquer direito, motoristas para dirigirem seus veículos, inclusive, por meio arrendamentos e subarrendamentos de placas a preço de ouro para esses trabalhadores, que não têm outra alternativa senão submeterem-se a tais práticas abusivas para poderem garantir seu ganhar seu pão.”

domingo, 7 de junho de 2015

Congresso da CSP-Conlutas: Terceiro Dia




Foto: Sergio Koei
3º dia do Congresso da CSP-Conlutas: Plenárias de Resoluções Nacional, Internacional, de Opressões e reuniões dos setoriais da Central.

Por Wellingta Macêdo, direto de Sumaré-SP

O terceiro dia de discussões do 2º Congresso da CSP-Conlutas foi bastante intenso para os delegados e observadores e marcado por intensos debates e plenárias. Logo cedo, após o café da manhã, os grupos de discussão voltaram a reunir-se para discutir as demais resoluções do caderno distribuído a todos os participantes do Congresso. Essas resoluções foram feitas por sindicatos, grupos de opressões e entidades presentes no Congresso. Os grupos garantiam a oportunidade de que todos os participantes pudessem intervir, colocando suas posições políticas, discordando e fazendo novas proposições para serem encaminhadas ao plenário. Ao todo, eram 88 resoluções que foram discutidas no 2º Congresso ao longo desses dias. Elas são o resultado do plano de lutas da Central para o próximo período.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Começou o 2º Congresso da CSP-Conlutas!

Fotos: Rodrigo Barrenechea
2º Congresso da CSP-Conlutas começa reafirmando a necessidade da unidade da classe trabalhadora!

Por Wellingta Macêdo, direto de Sumaré-SP

Foi com um dia lindo de sol acolhedor que começou o 2º Congresso da CSP-Conlutas na zona rural do município de Sumaré, São Paulo. Aproximadamente, 2.000 trabalhadores e trabalhadoras de norte a sul do país, encontraram-se no feriado e passarão os próximos 3 dias discutindo as lutas da classe trabalhadora brasileira, dentro dessa conjuntura de crise internacional. Operários da Construção Civil do Pará e Ceará, Professores em greve do Paraná, Pará e Pernambuco, Rodoviários e Vigilantes de Macapá, Trabalhadores da COMPERJ, servidores federais e estaduais, movimento de combate às opressões, MML, Quilombo Raça e Classe, LGBTs são a expressão do que é a CSP-Conlutas, Central Sindical e Popular e suas responsabilidades diante da luta classista dos trabalhadores e trabalhadoras.

Já na mesa de abertura, Atnágoras Lopes, da Executiva Nacional da Central, saudou o Congresso e todos os delegados, observadores e convidados presentes. Ressaltou a importância do Congresso que acontece no meio de uma grave crise política e financeira que o país atravessa diante de escândalos como a Operação Lava Jato, o escândalo da Petrobrás , o envolvimento dos parlamentares e a baixa popularidade que vive o governo Dilma, após a divulgação do Ajuste Fiscal com a implementação das MPs 664 e 665 e a PL 4330, das terceirizações. Atnágoras falou da necessidade de se fortalecer a luta da classe trabalhadora brasileira para resistir a esses ataques e a construção de uma ferramenta revolucionária dos trabalhadores e qual o papel que a CSP-Conlutas deve cumprir nesse processo.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem realiza eleição

por Rodrigo Barrenechea, de Belo Horizonte, MG

Pouco antes da apuração, a chapa 2 se reúne para avaliar o processo
e levantar a moral dos fiscais e escrutinadores (fotos: RB)
Ocorreram, no início deste mês de maio, as eleições para a renovação da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte, Contagem e região. A nova diretoria toma posse este ano e fica na direção do sindicato até 2019. As 47 urnas - tanto fixas quanto itinerantes - coletaram cerca de 2500 votos nas quase 900 empresas que o sindicato tem como base. Esses 2500 votos, por um lado, correspondem a menos da metade do número de filiados do sindicato - perto de 6.700 -, e muito abaixo dos 70 mil trabalhadores na base sindical.


Duas chapas se apresentaram para a disputa: a chapa 1, da situação, ligada à atual diretoria e à Central Única dos Trabalhadores (CUT), e a chapa 2 - "Chão de Fábrica", que tem o apoio da CSP-Conlutas, e que reuniu os principais ativistas, tanto das empresas da região quanto dos aposentados da categoria. Um elemento importante, apontado pela oposição, é o fato de que vários diretores da atual gestão estão afastados do trabalho há quase 20 anos, sendo que vários conseguiram novo vínculo empregatício recentemente, em situação bastante suspeita. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Trabalhadores da Construção Civil de Belém elegem nova diretoria do Sindicato

por Wellingta Macêdo, direto de Belém

Os operários e operárias do setor da Construção Civil de Belém (STICMB) elegeram nos dias 8 e 9 de janeiro, a nova diretoria do Sindicato que irá dirigir a entidade no período 2015/2018. Esta é uma das categorias mais fortes e combativas da capital paraense.  As eleições para o STICMB, que sempre foram disputadas ao longo dos anos, dessa vez tiveram apenas uma chapa inscrita.

A Chapa “É lutando que se conquista, seja contra Governos ou Patrões, é CSP-CONLUTAS”, recebeu 3.919 votos. As lutas que foram travadas ao longo dos anos, apoiadas por dirigentes da Central Sindical e Popular, que compunham a diretoria, fortaleceram os operários e operárias e foram a base para esta nova diretoria recém-eleita. A eleição aconteceu em clima de festa democrática e, em quase todas as obras da cidade, aconteceu votação com urnas fixas e itinerantes.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Segundo dia do Seminário de Comunicação da CSP mostra experiências e aponta tendências para o jornalismo dos trabalhadores

Lei de acesso à informação, assessoria de imprensa e as experiências jornalísticas dos movimentos pelo Brasil foram os temas abordados neste sábado

por Sâmia Gabriela Teixeira(*), especial para a ANotA, 
e Rodrigo Barrenechea(**), de São Paulo

Neste segundo dia do 1º Seminário de Comunicação da CSP-Conlutas (13), a mesa que iniciou o dia de discussões trouxe como tema “Lei de Acesso à Informação e Cruzamento de Dados”. (*)


Fotos: Regina Gomesas
André Rosa de Oliveira, professor e especialista em novas mídias e tecnologias, apresentou exemplos teóricos e didáticos sobre as possibilidades que os infinitos dados armazenados na internet nos proporcionam, sobretudo para criar sistemas próprios de pesquisas e construir pautas diferenciadas que atendam às questões da classe trabalhadora.

Iniciando com a explicação de como funciona o sistema de redes da internet, André abordou a importância de saber utilizar os robôs para suprir capacidades sobre-humanas. “Não existe geração multitarefa. O cérebro não executa informações dessa maneira, mas a questão é sabermos como softwares, esses robôs, e ‘googles’, podem nos abrir caminhos”, sugere.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Debate sobre a comunicação dos e para os trabalhadores abre 1º Seminário de Comunicação da CSP-Conlutas

por Rodrigo Barrenechea, direto de São Paulo


Fotos: Rodrigo Barrenechea e Regina Gomesas
Teve início nesta sexta, em São Paulo, o 1º Seminário de Comunicação da CSP-Conlutas. Cerca de 80 pessoas, representando sindicatos, movimentos sociais e coletivos de mídia de todo o país, estão reunidos para discutir o papel da imprensa e da comunicação nas lutas da classe trabalhadora. As diferentes mesas estiveram levantando questões importantes sobre uma comunicação para os trabalhadores, assim como houve uma intensa troca de experiências entre os participantes.

A mesa de abertura abordou os "Desafios da comunicação dos trabalhadores hoje" e foi coordenada por Cláudia Costa, da comunicação da CSP. Dela participaram Cláudia Santiago, do Núcleo Piratininga de Comunicação, José Arbex Jr, professor de jornalismo da PUC-SP, e Mauro Puerro, pela CSP-Conlutas. Cláudia Santiago começou relembrando o passado de vários presentes nas lutas políticas e sociais desde os anos 1980. Saudou uma nova geração de militantes que está se interessando pela questão da comunicação sindical e popular. Além disso, apontou a necessidade de manter ligações estreitas entre os movimentos sociais e estruturas sindicais e políticas, no caso especifico da comunicação, buscando manter um horizonte sempre amplo de informação para além das pautas mais específicas de cada movimento.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Rio de Janeiro recebe Encontro Nacional de Educação

por Rodrigo Barrenechea, editor*


Foto: Blog ENE
  Neste último fim-de-semana, a cidade recebeu o Encontro Nacional de Educação (ENE). Com cerca de 3,7 mil credenciados, o encontro foi organizado por entidades ligadas ao setor, como o ANDES-SN (dos professores universitários), SINASEFE (funcionários da educação federal), CSP-Conlutas, Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre (ANEL), entre outras. Entre os objetivos do ENE, estavam a defesa da educação pública, a crítica ao Plano Nacional de Educação (PNE), recentemente aprovado pelo Congresso Nacional, e a construção de um calendário de mobilizações para o próximo período.

  O ENE foi realizado em 3 dias. Na sexta (08), foi realizada uma marcha em defesa da educação publica, laica e de qualidade. Cerca de 2 mil pessoas caminharam pelo centro do Rio, reivindicando melhorias nas escolas, fim da destinação de verbas públicas ao ensino privado e destinação imediata de 10% do PIB para a educação pública. Destaca-se a participação de presidenciáveis, como Zé Maria (PSTU), lideranças sindicais, como Mauro Puerro (da CSP-Conlutas) e Marinalva Oliveira (do ANDES-SN), e estudantis, como os integrantes da ANEL e da Oposição de Esquerda da UNE (União Nacional dos Estudantes).

terça-feira, 17 de junho de 2014

Duas táticas da policial-democracia na reação autoritária

por Rodrigo Barrenechea,
da Redação


  A Copa começou, os problemas empurrados para debaixo do tapete, e tudo está bem. Está mesmo? Ao mesmo tempo em que multidões de torcedores ocupam as ruas das cidades-sede da competição, diversos atos protestam contra os gastos excessivos, a corrupção e a repressão aos movimentos sociais. Algumas coisas não mudam: a grande imprensa diminui drasticamente o número de participantes, colunistas berram contra o "radicalismo" e inventam ligações entre partidos de esquerda, os Black Blocs e o crime organizado, isso para dizer o mínimo. Por outro lado, o governo faz malabarismo com os números e diz que os gastos da
Manifestante de São Paulo, mesmo imobilizado pela
 polícia, recebe spray de pimenta no rosto. (Foto: R7)
Copa não chegam nem perto do que se investe em educação e saúde. Como diz o jornalista esportivo Milton Neves, o Brasil deve ganhar todas as medalhas em "saltos orçamentais"...


  Contudo, em se tratando de táticas militares, algo mudou. Se em protestos anteriores, a polícia simplesmente terminava os atos jogando bombas ou gás de pimenta, agora seus métodos se sofisticam. Isso seria de se esperar, a repressão estuda seus "inimigos" e se ajusta a eles; só que vivemos - em tese - num Estado democrático, onde há o direito livre à manifestação.

Liberdade vigiada

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Abertura da Copa é marcada por protesto em Brasília

por Almir Cezar, da sucursal Brasília

Neste 12 de junho, dia da abertura da Copa do Mundo no Brasil, trabalhadores e entidades dos movimentos sindical,  social e estudantil protestaram contra as injustiças e gastos exorbitantes com o megaevento. Em Brasília, estudantes e trabalhadores fizeram manifestação na Rodoviária do Plano Piloto no horário de maior fluxo de retorno para casa. Participaram do ato a Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), o comando de greve da FASUBRA (Federação dos trabalhadores das universidades brasileiras) e SINASEFE (Sindicato Nacional dos servidores da escolas e institutos Federais), a ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre), o Movimento Mulheres em Luta (MML) e o Comitê Popular da Copa do Distrito Federal e outras entidades, organizações e movimentos.

Neste dia, a insatisfação não foi mostrada somente nas ruas, mas também dentro do estádio. A presidente Dilma Rousseff, que esteve presente no jogo de abertura,  na Arena Corinthians, em São Paulo, foi vaiada pelos torcedores.

Veja mais imagens do ato de Brasília:

sábado, 7 de junho de 2014

Coordenação Nacional da CSP-Conlutas faz reunião e discute organização da central e lutas durante a Copa

por Rodrigo Barrenechea, direto de São Paulo


Fotos: RB
  Ocorre neste fim de semana (de 6 a 8 de junho de 2014) a reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, na cidade de São Paulo. Estão reunidos representantes de sindicatos, federações, oposições sindicais e membros de movimentos populares, camponeses, de opressões e estudantis. 

Destacam-se, neste grupo, os rodoviários do grande Rio - que recentemente fizeram várias paralisações contra a direção de seus sindicatos -, garis de São Gonçalo - que vem sofrendo represálias tanto da patronal quanto de seu próprio sindicato -, o movimento Acorda Peão Comperj, que
O Movimento Rodoviários em Luta do RJ esteve presente na reunião
vem construindo uma oposição ao sindicato local da construção civil após importantes greves no último período, além dos Metroviários de São Paulo, que estão em greve contra o governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Debate "O Haiti é aqui" discute os 10 anos da ocupação militar do país

por Max Laureano, especial para a ANotA

   No dia 28 de Maio aconteceu o debate "O Haiti é Aqui", no Sindicato dos Petroleiros-RJ. No evento procurou-se fazer uma referência aos 10 anos de Ocupação Militar naquele país, fazendo um paralelo com a ocupação militar das UPP's no Brasil.
  O evento teve as participações de Franck Seguy, jornalista haitiano e doutor pela Unicamp, do MC Calazans, do APAFUNK, de Mônica Francisco, moradora do Borel e coordenadora do ASPLANDE, e com moderação de Sandra Quintela (PACS/Jubileu Sul).

  Segundo Seguy, para o Imperialismo o Haiti hoje é o lugar
A ocupação militar do Haiti é marcada também
pela necessidade de "humilhar" o país,
atitude típica de um exército invasor, explica Seguy.
Fotos: Rodrigo Barrenechea.
mais seguro para se produzir vestuário, sendo mais barato do que aquele produzido na China. Isto ocorre através da política de "zonas francas", isto é, setores operários têxteis sem nenhuma regulamentação trabalhista.


  Em 2009, começam rebeliões operárias, reprimidas pela forças de intervenção da ONU,a  Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), que funcionaria como "polícia terceirizada", a mando do imperialismo, com a forte participação do Brasil.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

CSP-Conlutas e Anel lançam campanha de solidariedade aos rodoviários em greve

Por Dirley Santos, da redação

Os rodoviários da cidade do Rio de Janeiro estão há dias realizando uma forte mobilização contra a implantação da dupla-função cobrador-motorista e exigindo reajuste salarial entre outras propostas.

A categoria tem enfrentando a traição da direção do sindicato, a repressão violenta da patronal e a criminalização dos governos, da Justiça e da imprensa.

Mas apesar de toda repressão a mobilização tem contado com o apoio da maioria da população e a luta vem se ampliando para outras cidades.

Fortaleça você também a campanha de solidariedade e ajude a ampliar ainda mais a luta destes companheiros usando e divulgando o banner produzido pela CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular) e pela Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre).

SOMOS TODOS RODOVIÁRIOS! 
PELO FIM DA DUPLA FUNÇÃO, REAJUSTE SALARIAL, JÁ!
TODO APOIO A GREVE! NÃO A REPRESSÃO!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

1º de Maio na Maré

por Rodrigo Barrenechea, editor


Fotos: Rodrigo Barrenechea
Convocados pela Plenária de Movimentos Sociais, cerca de 400 pessoas caminharam por pouco mais de 1 Km na Avenida Brasil, no ato do Dia do Trabalhador. O complexo da Maré foi o local escolhido por simbolizar a política repressiva do Estado, que criminaliza a pobreza e os movimentos sociais, usando as Forças Armadas como meio repressivo. 

A falta de educação, saúde, habitação etc., e a proximidade dos megaeventos - como a Copa do Mundo - tem levado aos governos a cada vez mais lançar mão de ações repressivas e do militarismo nas áreas pobres das cidades.


A PM acompanhou o ato, mas sem o aparato repressivo
de costume, apenas com viaturas para orientar o trânsito
Além do repúdio à política de higienização social, o ato levantou um viés classista e combativo, em oposição às centrais sindicais governistas e pelegas, que tratam a data como evento festivo, atraindo multidões com festas e sorteios e despolitizando a data.


Ao fim da caminhada, os diferentes movimentos sociais, sindicais e de juventude, assim como os partidos de esquerda presentes ao ato, fizeram suas saudações, confiando que somente a luta muda a vida.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Fim de semana de encontros prepara as lutas para o período da Copa

Por Rodrigo Barrenechea, enviado especial da ANotA, de São Paulo




Estes dias foram marcados pela presença maciça de ativistas de todo o país. Em pauta, as lutas durante a Copa do Mundo e no decorrer de 2014, por mais investimento em educação, saúde, habitação e combate ao racismo e à violência contra a mulher. E como adversário principal nesta partida, a FIFA e o governo Dilma Rousseff, que lucrarão bilhões enquanto as principais necessidades da população ficarão em segundo plano.


O fim-de-semana de encontros começou na sexta, dia 21/03, com a VIII Assembleia Nacional da ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre), entidade filiada à Central Sindical e Popular-Coordenação Nacional de Lutas, a CSP-Conlutas. A reunião estudantil foi realizada na Tenda Ortega y Gasset, no campus Butantã da Universidade de São Paulo, e reuniu perto de mil estudantes de todo o país. As principais discussões giraram em torno da defesa da educação pública, no enfrentamento às opressões presentes no sistema educacional do país – como o machismo, a homofobia e o racismo – e a estratégia de construção da entidade no movimento estudantil, face à questão de que a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), entidades atualmente hegemonizadas pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), são sustentáculos do governo Dilma e, por exemplo, não se opõem à realização da Copa do Mundo no Brasil, nem fazem críticas mais agudas às prioridades no investimento feitos pelos governos.

Na mesa de abertura da assembleia, participaram diversas entidades sindicais e populares, como o sindicato nacional dos docentes universitários, o ANDES-SN, o Movimento Mulheres em Luta, o Quilombo Raça e Classe, o Movimento Luta Popular – que reúne os ativistas de associações de moradores de bairros e favelas do país –; além destas, o Levante Popular da Juventude – ligado à Consulta Popular, a Juventude Na Rua, da corrente interna do PSOL Insurgência, e os militantes do Território Livre saudaram a realização do encontro. Teve destaque a participação de Thando Manzi, geógrafo sul-africano, que participou ativamente das lutas contra a Copa do Mundo em 2010.

Como ápice das discussões, que se estenderam por toda a sexta-feira, foram votadas as campanhas e atividades que a ANEL vai organizar neste ano, assim como foi eleita a Comissão Executiva Nacional, que vai dirigir a entidade no próximo período e preparar a mobilização estudantil por mais verbas para a educação e contra a repressão durante a Copa. Houve uma importante participação dos estudantes secundaristas – já que a ANEL, diferente da UNE e da UBES, agrupa alunos de todos os níveis da educação –, assim como um significativo aumento da participação nesta assembleia em relação à anterior, realizada em 2012 no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 7 de março de 2014

8 de março: a luta feminista em tempos de Copa

por Carolina Agra, do Movimento Mulheres em Luta (MML), 
especial para a ANotA

Amanhã é uma data especial para as mulheres de todo o mundo: é o dia internacional de luta das mulheres. Diferente do sentido que é atribuído hoje em dia, de homenagear as mulheres pelas suas características femininas e dóceis, a história do 8 de março é o da luta feita pelas mulheres trabalhadoras.


A data refere-se a uma greve feita nos Estados Unidos em 1857 em uma fábrica de tecidos pela diminuição da carga horária de trabalho (de 16h para 10h) e equiparação salarial com homens, já que na época as mulheres ganhavam 1/3 do salário. A greve foi duramente reprimida e as mulheres, trancadas e incendiadas dentro da fábrica. Cerca de 130 companheiras foram cruelmente assassinadas. Desde 1910, a partir de uma conferência internacional de mulheres socialistas, que incluía a revolucionária alemã Clara Zetkin que a data é atribuída a luta das mulheres.

sábado, 28 de setembro de 2013

Trabalhadoras e estudantes se reúnem em Brasília no pré-encontro de movimento feminista

Participantes ao final do pré-encontro posam. Foto: MML/DF
por Almir Cezar, de Brasília

Na tarde de sábado (28) aconteceu o pré-encontro do Movimento Mulheres Em Luta  (MML) de Brasília, que contou com a presença de mulheres estudantes e trabalhadoras de diversas categorias e de várias localidades do Distrito Federal, como Taguatinga, Guará, Recantos das Emas, Candangolândia e Sobradinho. 

A delegação do DF que irá a Sarzedo (na região metropolitana de Belo Horizonte), local do  1° Encontro Nacional do MML, movimento feminista filiado à CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular), contará com 40 companheiras, entre estudantes e trabalhadoras, que entre os dias 4, 5 e 6 de outubro somarão suas experiências locais com ativistas do Brasil inteiro, para debater um programa feminista e classista.