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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

GM ameaça fechar fábrica em Gravataí

Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí convoca coletiva e rejeita 21 pontos apresentados pela empresa

por Rodrigo Barrenechea, da sucursal Santa Maria (RS), especial para a ANotA

Fábrica da GM em Gravataí é uma das maiores do país e já produziu mais de 3,5 milhões de veículos desde que foi aberta. Foto: Claiton Dornelles (Jornal do Comércio/Porto Alegre)

Na manhã desta segunda (28), o SINMGRA (Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí e região), que representa os cerca de 6 mil trabalhadores do complexo automotivo da GM na cidade, convocou coletiva de imprensa para expor os planos de reestruturação da empresa e qual é a posição do sindicato. O SIMGRA, filiado à Força Sindical, apresentou a proposta da americana GM de corte de direitos e benefícios, sintetizada em 21 pontos (ver lista completa no fim da matéria). A empresa recentemente apresentou um plano de reestruturação mundial, tendo fechado fábricas nos EUA e Canadá, e alega estar tendo prejuízos no Brasil, apesar de seus modelos estarem entre os mais vendidos no país.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Rapidinhas do dia

Por Rodrigo Noel

Na Revista Fórum: "STF proíbe financiamento empresarial de campanhas políticas" || Nunca vi cnpj votar.

Na página da Comissão da Verdade do Rio: "Inês Etienne Romeu, única sobrevivente da Casa da Morte em Petrópolis, recebe homenagem na ALERJ" || Para que nunca se esqueça. Para que nunca mais aconteça!

Na Ponte Jornalismo: "Pastoral Carcerária Nacional lança minidocumentário sobre tortura em prisões do Brasil | Minidocumentário está dividido em duas partes. A primeira delas, “A Tortura como Política de Estado”, trata das novas roupagens da tortura dentro do sistema carcerário e é lançada, com exclusividade, pela Ponte Jornalismo" || Sugestão de leitura pra quem ainda acha que este é o país da impunidade, mesmo tendo a 4ª população carcerária do planeta (dados do Ministério da Justiça). Replicado na página da Anota.

N'O Dia: "Fim do acesso direto às praias da Zona Sul vira polêmica na Zona Norte" || Parabéns, Eduardo Paes. Em 8 anos vc vai conseguir livrar a classe média decadente de todos os pobres. E não tem polêmica mais, O Dia.

Na página da CSP Conlutas: "Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras promete levar 20 mil à Avenida Paulista nesta sexta-feira (18)." || Motivos não faltam pra ir as ruas. De um lado o governo retirando direitos, de outro a oposição de direita achando pouco. Enquanto isso os banqueiros batem recordes de lucros. Até quando?

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Motoristas auxiliares e arrendatários de táxis criam associação de classe em Uberaba

Os trabalhadores de Uberaba, com apoio da CSP-Conlutas, dão mais um passo em sua organização.

Por Leone Rangel,  de Uberaba/MG, Especial para a ANOTA.

Na noite desta terça-feira, 07.07.2015, em assembleia geral extraordinária, da qual participaram cerca de 40 trabalhadores, foi aprovada - com apoio da CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular Coordenação Nacional de Lutas) - a fundação da Associação dos Motoristas Auxiliares e Arrendatários de Táxi de Uberaba, carinhosamente batizada de AMO-TÁXI. A assembleia aprovou, ainda, o Estatuto da Entidade e elegeu sua primeira diretoria e Conselho Fiscal.

Nas palavras de seu presidente, o motorista auxiliar Cássio Munir, a Associação surge para organizar os trabalhadores do setor por seus direitos, já que pela ausência até então de uma organização de classe, é como no meio pessoas que, apesar de um dia já terem sido motoristas de táxis, hoje se tornaram microempresárias informais do setor, tendo sob seu controle diversas licenças de táxis. Essas pessoas, explica o Sr. Cássio, “ao mesmo tempo que não mais dirigem seus carros, contratam de forma precária, sem garantia de qualquer direito, motoristas para dirigirem seus veículos, inclusive, por meio arrendamentos e subarrendamentos de placas a preço de ouro para esses trabalhadores, que não têm outra alternativa senão submeterem-se a tais práticas abusivas para poderem garantir seu ganhar seu pão.”

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Greve da educação do Pará completa 55 dias de luta

Professores mantêm resistência contra a intransigência do governo de Simão Jatene


por Wellingta Macêdo, de Belém do Pará.


Aluno participa de protesto dos professores paraenses
Foto: Wellingta Macêdo
  No dia 25 de março passado foi deflagrada a greve dos professores da rede estadual de ensino do estado do Pará. Os professores e professoras reivindicam há tempos a valorização do magistério, tão desrespeitado pela política implementada pelo governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Há mais de oito anos Janene governa o estado, que é um dos campeões em falta de estrutura nas escolas públicas, falta de merenda escolar, desvio de verba, o que acaba comprometendo a qualidade de ensino. 


Para além disso, os professores estão lutando pelo pagamento do piso salarial nacional; só que o governo alega que não tem dinheiro e ainda propõe pagar o retroativo do piso em 18 meses. A categoria briga também pela implementação da hora pedagógica e a lotação por jornada, umas das principais polêmicas com o governo, que chegou a chamar os professores de “mafiosos”. Os professores têm realizados passeatas constantes até a SEAD (Secretaria de Administração) e já ocuparam a Seduc (Secretaria de Educação). Na semana passada, ocuparam o CIG (Centro Integrado do Governo) por três dias, numa tentativa de forçar uma negociação com o governo, já que o mesmo até o momento fez apenas uma proposta indecorosa para a categoria e pagou um anúncio milionário na principal rede local, com mentiras e calúnias sobre a greve.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem realiza eleição

por Rodrigo Barrenechea, de Belo Horizonte, MG

Pouco antes da apuração, a chapa 2 se reúne para avaliar o processo
e levantar a moral dos fiscais e escrutinadores (fotos: RB)
Ocorreram, no início deste mês de maio, as eleições para a renovação da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte, Contagem e região. A nova diretoria toma posse este ano e fica na direção do sindicato até 2019. As 47 urnas - tanto fixas quanto itinerantes - coletaram cerca de 2500 votos nas quase 900 empresas que o sindicato tem como base. Esses 2500 votos, por um lado, correspondem a menos da metade do número de filiados do sindicato - perto de 6.700 -, e muito abaixo dos 70 mil trabalhadores na base sindical.


Duas chapas se apresentaram para a disputa: a chapa 1, da situação, ligada à atual diretoria e à Central Única dos Trabalhadores (CUT), e a chapa 2 - "Chão de Fábrica", que tem o apoio da CSP-Conlutas, e que reuniu os principais ativistas, tanto das empresas da região quanto dos aposentados da categoria. Um elemento importante, apontado pela oposição, é o fato de que vários diretores da atual gestão estão afastados do trabalho há quase 20 anos, sendo que vários conseguiram novo vínculo empregatício recentemente, em situação bastante suspeita. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Encontro em Brasília prepara campanha salarial em 2015 dos servidores federais

por Almir Cezar, da sucursal Brasília

Aconteceu nesse final de semana (31/01 e 1º/02) em Brasília a reunião ampliada do Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais (SPFs), que reúne sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais (CSP-Conlutas, CUT e CTB) da imensa maioria desse segmento de trabalhadores de todo o país. A partir desta segunda-feira o Fórum das entidades sindicais anunciará o calendário de lutas e a pauta unificada. As entidades sindicais também sairão construindo comitês em cada estado, apostando em um levante dos trabalhadores do funcionalismo publico federal brasileiro.

A reunião ampliada tratou-se de um evento de grande envergadura e teve uma enorme responsabilidade, ao aglutinar entidades que organizam mais de 2 milhões de trabalhadores do funcionalismo publico federal, cujas bases depositam suas esperanças de luta que tragam vitórias para a categoria em 2015. Tanto as falas das centrais sindicais quanto as intervenções dos demais participantes sinalizaram que os trabalhadores não aceitarão pagar a conta da crise. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Empreiteira do Comperj deixa trabalhadores na mão depois de ser citada na Operação Lava-Jato

por Rodrigo Barrenechea, direto de Niterói

Fotos: RB
A crise chegou com força ao Comperj. Assim como outras obras da Petrobrás, o Comperj - Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - tem sofrido com os escândalos de corrupção que envolveram as empreiteiras e a estatal petrolífera. Agora, uma das construtoras, a ALUSA/ALUMINI, depois de constar nas investigações da Polícia Federal durante a Operação Lava-Jato, deixou os trabalhadores sem salário ou sem emprego.

Desde setembro do ano passado, já são 469 demitidos; os que perderam o emprego a partir de outubro fizeram um acordo para receber a recisão mas a empresa não cumpriu com o acertado. Eles não receberam nem a 3ª e última parcela do acordo nem os 40% do FGTS a que tem direito. Ainda mais: as cotas do fundo do restante dos trabalhadores não são depositadas há pelo menos 3 meses. Já os que não foram demitidos enfrentam uma difícil situação: não recebem salários e também não conseguem baixa em suas carteiras de trabalho. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Trabalhadores da Construção Civil de Belém elegem nova diretoria do Sindicato

por Wellingta Macêdo, direto de Belém

Os operários e operárias do setor da Construção Civil de Belém (STICMB) elegeram nos dias 8 e 9 de janeiro, a nova diretoria do Sindicato que irá dirigir a entidade no período 2015/2018. Esta é uma das categorias mais fortes e combativas da capital paraense.  As eleições para o STICMB, que sempre foram disputadas ao longo dos anos, dessa vez tiveram apenas uma chapa inscrita.

A Chapa “É lutando que se conquista, seja contra Governos ou Patrões, é CSP-CONLUTAS”, recebeu 3.919 votos. As lutas que foram travadas ao longo dos anos, apoiadas por dirigentes da Central Sindical e Popular, que compunham a diretoria, fortaleceram os operários e operárias e foram a base para esta nova diretoria recém-eleita. A eleição aconteceu em clima de festa democrática e, em quase todas as obras da cidade, aconteceu votação com urnas fixas e itinerantes.