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terça-feira, 5 de abril de 2016

Colóquio Relações Internacionais e Marxismo abre chamada para envio de artigos

Colóquio acontece nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro de 2016 - UFRRJ/UFRJ


A corrente marxista ocupa uma posição marginal nos debates tradicionais sobre Relações Internacionais. Quando não ausente, aparece diluída em outros matizes de pensamento, incluída no campo residual das teorias críticas. Porém, desde o início dos estudos das RI, no período do pós-Primeira Guerra Mundial, os estudos marxistas (e as lutas revolucionárias) se voltavam à temática internacional com, por exemplo, as teorias clássicas do imperialismo. Já no pós-1945, as reflexões teóricas e as lutas avançaram para além da Europa, com as teorias da dependência na América Latina, e os movimentos de descolonização e de autodeterminação, sobretudo, na África e na Ásia. A emergência da periferia enquanto centro de resistência e de transformação marca as discussões sobre desenvolvimento e subdesenvolvimento, divisão internacional do trabalho, as leituras da formação histórica do sistema capitalista, até os atuais debates sobre globalização, empresas multinacionais, a natureza e papel do Estado no capitalismo, hegemonia, contra-hegemonia e o império americano. Tudo isso compõe o vasto horizonte marxista de pensamento sobre a esfera internacional, formando os elementos para a desta área de conhecimento.



Desde os anos 1970, pesquisadores latino-americanos e brasileiros se tornaram figuras de destaque na corrente marxista da Teoria da Dependência e na Teoria do Sistema-Mundo. Contudo, isso não levou a uma assimilação mais sistemática e profunda na academia brasileira das proposições dessas teorias. A ausência da perspectiva marxista como paradigma legítimo das Relações Internacionais enfraquece a capacidade de elaboração de alternativas para a atuação internacional de um país dependente, como o Brasil. Esta limitação é, ao mesmo tempo, causa e efeito de uma identificação da intelectualidade de Relações Internacionais e dos operadores de política externa brasileira com o centro hegemônico estadunidense, sua teoria e prática, sendo uma barreira à construção de uma nova identidade profundamente latino-americanista, terceiro-mundista e ligada às causas populares de todo o mundo.

domingo, 7 de junho de 2015

Congresso da CSP-Conlutas: Terceiro Dia




Foto: Sergio Koei
3º dia do Congresso da CSP-Conlutas: Plenárias de Resoluções Nacional, Internacional, de Opressões e reuniões dos setoriais da Central.

Por Wellingta Macêdo, direto de Sumaré-SP

O terceiro dia de discussões do 2º Congresso da CSP-Conlutas foi bastante intenso para os delegados e observadores e marcado por intensos debates e plenárias. Logo cedo, após o café da manhã, os grupos de discussão voltaram a reunir-se para discutir as demais resoluções do caderno distribuído a todos os participantes do Congresso. Essas resoluções foram feitas por sindicatos, grupos de opressões e entidades presentes no Congresso. Os grupos garantiam a oportunidade de que todos os participantes pudessem intervir, colocando suas posições políticas, discordando e fazendo novas proposições para serem encaminhadas ao plenário. Ao todo, eram 88 resoluções que foram discutidas no 2º Congresso ao longo desses dias. Elas são o resultado do plano de lutas da Central para o próximo período.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Qual é o segredo do sucesso do Chile?

por Rodrigo Barrenechea*, da Redação

Campanha nas redes sociais aproveita declaração
de Eduardo Paes para "engrossar" a torcida argentina
  Em toda Copa do Mundo, os brasileiros escolhem, além de sua própria seleção, outro time para torcer. Normalmente é um país mais fraco, que nunca tenha sido campeão. Isso tem várias razões: simpatia pelos "menores", rivalidade com outras grandes potências do futebol, encanto com uma equipe que esteja jogando bem. A Argentina, grande rival do Brasil - para quem normalmente se torce "contra" - tem recebido simpatia desde que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, prometeu cometer suicídio no caso dos "hermanos" chegarem ao título. A
Costa Rica e a Colômbia, por conta de seu belo futebol, tem sido bastante elogiadas, recebendo o carinho da torcida. De forma geral, esta Copa tem sido dos latino-americanos - incluindo-se nesse grupo a presença alienígena dos EUA -, muito mais que de africanos ou europeus. Contudo, uma equipe vem se destacando tanto nos aplausos dos críticos quanto no carinho das pessoas: o Chile.


  Mas o que "La Roja" tem de diferente? Chile e Brasil tem tanto semelhanças quanto diferenças, tanto no futebol quanto na sua condição como países pobres. Ambos fazem parte da América Latina, tem sérios problemas sociais e passam por processos de luta política em seus países. Os dois são governados por coalizões entre partidos da esquerda tradicional e da centro-direita, no que se chama no jargão uma "frente popular". Os dois vivem, nos últimos anos, importantes mobilizações populares, especialmente em torno do tema da educação. Porém, há diferenças importantes. Para citar algumas: no mesmo tema da educação, enquanto aqui se briga por melhores salários e condições de trabalho para professores e funcionários, no Chile se luta pela gratuidade da educação superior. Isso mesmo! Por lá, as universidades públicas cobram pela educação, não apenas aos mais ricos, mas a todos os alunos. Já no futebol, enquanto a amarelinha já mostra 5 estrelas de campeão em seu uniforme, o Chile chegou a um honroso 3º lugar em 1962, quando foi o país-sede. Em termos de tradição, a distância é gigantesca.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Debate "O Haiti é aqui" discute os 10 anos da ocupação militar do país

por Max Laureano, especial para a ANotA

   No dia 28 de Maio aconteceu o debate "O Haiti é Aqui", no Sindicato dos Petroleiros-RJ. No evento procurou-se fazer uma referência aos 10 anos de Ocupação Militar naquele país, fazendo um paralelo com a ocupação militar das UPP's no Brasil.
  O evento teve as participações de Franck Seguy, jornalista haitiano e doutor pela Unicamp, do MC Calazans, do APAFUNK, de Mônica Francisco, moradora do Borel e coordenadora do ASPLANDE, e com moderação de Sandra Quintela (PACS/Jubileu Sul).

  Segundo Seguy, para o Imperialismo o Haiti hoje é o lugar
A ocupação militar do Haiti é marcada também
pela necessidade de "humilhar" o país,
atitude típica de um exército invasor, explica Seguy.
Fotos: Rodrigo Barrenechea.
mais seguro para se produzir vestuário, sendo mais barato do que aquele produzido na China. Isto ocorre através da política de "zonas francas", isto é, setores operários têxteis sem nenhuma regulamentação trabalhista.


  Em 2009, começam rebeliões operárias, reprimidas pela forças de intervenção da ONU,a  Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), que funcionaria como "polícia terceirizada", a mando do imperialismo, com a forte participação do Brasil.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Visita do Barco do Greenpeace a Cozumel

Conhecendo o Rainbow Warrior III

por Ana Beatriz Serpa, direto de Cozumel (México)
especial para a ANotA

Rainbow Warrior III em Cozumel
Um dos três barcos do GreenPeace, o Rainbow Warrior III (Guerreiro do Arco-íris), está fazendo um tour pelo México, e neste fim de semana fez sua penúltima parada na Ilha de Cozumel. Como eu estou por aqui há algumas semanas fazendo um trabalho voluntário, foi assim que nos encontramos! (risos)

O tour tem como objetivo fazer a campanha “Tierra Sana, Gente Sana” – Terra saudável, gente saudável – contra a utilização de sementes de milhos transgênicas  -  O milho é a base da alimentação do país – e a utilização de agrotóxicos. A campanha exige do presidente, Enrique Peña Nieto, que pare de subsidiar o essas práticas e passe a promover a agricultura ecológica.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Verão, inflação e 'isoporzinho'. Agora o brasileiro vai a rua protestar contra a cerveja cara

por Almir Cezar, da sucursal Brasília

Banner convocando o 1º evento 'Isoporzinho' em Niterói.
Contra alta dos preços surge mais um protesto alternativo.
Falaremos aqui sobre o verão. Não do calor e da diversão das férias no campo ou na praia com a família e amigos, mas os preços. O quão alto se tornam nesse período produtos banais, como bebidas e alimentos, a chamada “inflação das férias”, ou de verão - que é acima da média, até para quem não viaja. E nesse ano esta foi ainda pior, idas aos bares e boates vêm ficando proibitivos. Porém, ao contrário do passado, que o consumidor só reclamava ou apenas deixava de comprar, o que por si só possivelmente não resolveria o problema, agora por várias cidades as pessoas vêm se juntando para realizar um tipo novo de protesto, o 'isoporzinho',  em que cada um leva o que vai tomar "fugindo" ou se manifestando contra o abusivo dos preços.

Com o começo do ano, além do pagamento dos impostos anuais, como IPTU, IPVA, e itens tradicionais dessa época, como matrículas e material escolar, etc, todos reajustados, os trabalhadores precisam se deparar com os custos das férias, que estão acima da inflação. Essa alta não é impressão dos consumidores no verão. Itens tradicionais do verão, como guloseimas, lazer e viagens, subiram mais que a inflação oficial, o IPCA, entre 2012 e 2013. Um outro índice de inflação, o INPC, que mede preços para famílias com renda até cinco salários mínimo, essa semana foi divulgado de que ficou em 0,63% em janeiro deste ano. A inflação dos produtos alimentícios ficou em 0,86%, enquanto os não alimentícios tiveram alta de preços de 0,53%. E com a proximidade do carnaval a situação provavelmente ficará ainda complicada para os veranistas e foliões. 

A causa da inflação dos itens de férias e do verão pode ser medida no preço do coco, um item típico do período, que "inflaciona" nessa época. Há poucos meses nos pontos mais baratos estava a R$3,00 agora não menos de R$3,50 ou mesmo a R$4,00. O problema não é no campo - para especialistas, o coco fica quase 15 vezes mais caro até chegar à praia. Os produtores, curiosamente não vêem boa parte desse lucro da cadeia e estão sofrendo com o preço baixo. Quem acaba ficando com a maior parte do lucro são as outras partes dessa cadeia, tanto o intermediário quanto o comerciante. Os intermediários, que levam o coco da fazenda até os centros de distribuição, ganham de três a quatro vezes em cima do produtor.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Crise chega aos emergentes. Vêm aí aumentos no juro, dólar e inflação e mais arrocho fiscal

por Almir Cezar, da sucursal Brasília

Fuga de capitais das economias emergentes, deixando-os
 às voltas com o aumento do juro, do preço do dólar e da
 inflação e, pior, promessas de arrocho fiscal dos governos.
A principal notícia da semana passada foi a crise que se espalha pelos países emergentes, com desvalorização de suas moedas e fuga de suas bolsas de valores em meio à crescente desconfiança dos investidores internacionais, combinado ao anúncio do governo americano de reduzir seu programa de compra de títulos do tesouro nacional. As economias emergentes estão às voltas com o aumento do juro, do preço do dólar e da inflação e promessas de arrocho fiscal dos governos.

Os países emergentes, principalmente os BRICS (bloco de países formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), durante a primeira fase da crise econômica mundial sofreram pouco com o “furacão” e serviram de “porto seguro” para os capitais, enquanto EUA e Europa afundavam. Agora, os grandes bancos e investidores internacionais, em meio à crise fiscal, inflação e crescimento econômico baixo, têm dúvidas com relação a esses países, especialmente com a impressão que os EUA e a Europa já teriam passado pela sua pior fase e haveria outros países mais "interessantes".

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dilma vai a Davos e 'vende' o país

por Almir Cezar, da sucursal Brasília

No último sábado foi ao ar uma reportagem especial do Programa Censura Livre, sobre a visita da presidenta Dilma Roussef e de seus principais auxiliares econômicos ao  Fórum Econômico Mundial, em Davos na Suíça, em sua primeira ida a esse mais importante encontro anual de empresários, políticos e especialistas econômicos capitalistas do planeta, procurou rebater críticas à economia brasileira e a dos demais BRICS e ‘vender’ o país.

Você  pode ouvir e participar do programa através dos sites www.radioaliancafm.com.br ou www.radioaliancafm.org, pelo e-mail programacensuralivre1@gmail.com ou ainda pelos telefones (21) 2724-2263 e 2604-1553. Também pode ouvir a Rádio Aliança no seu celular, baixando o aplicativo Tune In.

O Programa Censura Livre, com reportagens, debates e o conteúdo editorial da Agência de Notícias Alternativas - ANOTA, vai ao ar no sábado das 18 às 20h (reapresentação às terça-feira, das 17 às 19h), na Rádio Aliança 98,7 FM, de São Gonçalo/RJ.

Reportagem especial: "Dilma vai a Davos e 'vende' o país"

Olá ouvintes,

A presidenta Dilma Roussef visitou esta semana o Fórum Econômico Mundial, em Davos na Suíça, em sua primeira ida a esse mais importante encontro anual de empresários, políticos e especialistas econômicos capitalistas do planeta, procurou rebater críticas à economia brasileira e a dos demais BRICS e ‘vender’ o país.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Coreanos suspendem greve geral, mas a luta contra privatização continua

Milhares de coreanos ocupam centro de Seul contra a privatização (29/12)
por Juzerley Santos, da Redação

Após 21 dias de uma greve que mobilizou o país a Federação Nacional dos Ferroviários (KRWU), decidiu suspender a paralisação no último dia 30/12. A decisão foi tomada junto com a Federação Coreana dos Serviços Públicos e dos Trabalhadores de Transportes (KPTU, sigla em inglês) e da Confederação dos Sindicatos (KCTU, sigla em inglês) que vêm apoiando a luta dos ferroviários.

A decisão pela suspensão da greve se deu após os ferroviários conseguirem uma importante vitória ao fechar um acordo com membros da Assembleia da Oposição Nacional, que prevê a criação de um Subcomitê sobre o Desenvolvimento da Indústria Ferroviária.

A greve, iniciada no dia 9/12, era contra privatização do setor ferroviário do país e foi duramente reprimida pelo governo de Park Geun-hy. Mais de 8 mil ferroviários foram demitidos, quase 200 sindicalistas presos e a sede da Federação foi atacada por tropas policiais. Nos dias 28 e 29/12 mais de centenas de milhares de coreanos ocuparam ruas e praças, principalmente na capital Seul, em solidariedade aos ferroviários.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Greves e povo nas ruas: A Primavera Sul-Coreana já começou?

por Juzerley Santos, da Redação
Greve geral e povo nas ruas na Coréia  mostram que 2013 ainda não acabou
Líder mundial da indústria de construção naval e sede da poderosa Hyundai, considerada a 13ª maior economia e um dos países mais desenvolvidos do mundo pelas Nações Unidas, pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a Coréia do Sul parece que resolveu ter sua própria “primavera”ao apagar das luzes de 2013.

No último dia 27/12 o governou sul-coreano de Park Geun-Hye ordenou, sem mandado, o uso de  4 mil policiais na ocupação da sede da Confederação dos Sindicatos da Coreia (KCTU), a demissão de mais de 8000 grevistas do Sindicato dos Ferroviários Coreanos (KRWU) e a prisão dos principais líderes sindicais. 

Nesta sábado, 28/12, uma greve geral de grandes proporções e inúmeros protestos espalharam-se pelo país em apoio à greve dos ferroviários iniciada há quase um mês contra o processo de privatização da ferrovia. A política privatista, a grande repressão aos sindicalistas e opositores do governo, as denúncias de corrupção e suspeitas de fraudes nas últimas eleições presidenciais levaram centenas de milhares de trabalhadores e jovens a tomarem as ruas da capital Seul e de outras cidades sul-coreanas.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mandela e seu Legado

            por Maximiano Laureano da Silva, da Redação

O famoso poema 'Invictus' do britânico William Ernest Henley que inspirou Nelson Mandela na prisão.

''Dentro da noite que me rodeiaNegra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existempor minha alma indomávelSob as garras cruéis das circunstância
seu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acasoMinha cabeça sangra,mas continua erguidaMais além deste lugar de lágrimas e ira,Jazem os horrores da sombra.Mas a ameaça dos anos,Me encontra e me encontrará,sem medo.Não importa quão estreito o portãoQuão repleta de castigo a sentença,Eu sou o senhor de meu destinoEu sou o capitão de minha alma.''

O estadista, militante e dirigente político, Mandela, recém falecido, deixa para a História um legado contraditório. Ele foi a maior e mais reconhecida liderança negra contra o regime do Apartheid, tendo cumprido um papel fundamental na conquista de liberdade e direitos políticos do povo negro na África do Sul.

“Madiba”, como era chamado por seus conterrâneos, era advogado e ativista político. Desde o início de sua carreira jurídica, quando concluiu a sua formação em direito em 1952, ele abriu o primeiro escritório de advocacia de negros da África do Sul. Como advogado, oferecia auxílio jurídico para pessoas que até aquele momento não tinham. Mandela, devido a sua intensa participação política foi perseguido em diversos momentos da sua vida, segundo a página dos Advogados Ativistas.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O que a Bolívia tem?

TURISMO
por Ana Beatriz Serpa, de Brasília
especial para a ANOTA

(Catedral de Copacabana)
Meio assim descompromissadamente a Bolívia entrou na minha vida e se tornou o país que eu visitei mais vezes. Afinal o que a Bolívia, que é alvo de bastante desinformação e preconceito por nós brasileiros, tem de tão especial?

A Bolívia é um dos países mais pobres da América do Sul, com níveis de pobreza que atingem cerca de 70% da população. Seu território está dividido entre o Altiplano – parte de maior altitude na região da Cordilheira dos Andes -, e a chamada Media Luna, próxima à fronteira do Brasil, onde está parte da Amazônia.

(Huayna Potosí, pico de 6.088 m na região de La Paz)
Cerca de 75% da população é de origem indígena, mas a impressão que se tem andando pela rua é que essa porcentagem é ainda maior, pelo menos na região do Altiplano.

Mesmo em cidades grandes como La Paz a massa que circula pelas ruas é em sua maioria formada por descendentes dos povos tradicionais, e não é raro ver as mulheres vestidas com trajes típicos e chapéus que dizem de qual povo elas vêm.

sábado, 2 de novembro de 2013

O caso dos 30 ativistas presos na Rússia e a cobiça sobre o Ártico

por Dirley Santos, da Redação



Divulgação
A ambientalista brasileira, a bióloga Ana Paula Maciel, de 31 anos, está detida há cerca de dois meses na Rússia juntamente com outros 29 ativistas de 18 países. O caso teve início no dia 18 de Setembro, quando os ativistas oriundos de diversos países realizaram uma manifestação do grupo Greenpeace em águas internacionais.



O ato era contra o projeto de exploração de petróleo encabeçado pela empresa russa Gazprom e a Shell, no mar do Ártico. Os manifestantes, que estavam a bordo do navio quebra-gelo Arctic Sunrise, do Greenpeace, escalaram a plataforma de Prirazlomnaya, pertencente à estatal russa. A Guarda Costeira chegou a fazer disparos de advertência para deter os manifestantes.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Lançamento do livro "Poder e Desaparecimento" da escritora argentina Pilar Calveiro

   Por Assessoria de Imprensa da Comissão Estadual da Verdade RJ

A escritora argentina Pilar Calveiro lança, nesta sexta-feira (01/11), o livro "Poder e Desaparecimento" no Rio de Janeiro. A autora vai conversar com o público, às 14h, antes da sessão de autógrafos, no Auditório F-B8 (Ala Frings), na PUC-Rio. Pilar é ex-presa política e sofreu nos campos de concentração da ditadura argentina. Na edição brasileira há uma apresentação de Janaína de Almeida Teles, intitulada “Ditadura e repressão no Brasil e na Argentina: paralelos e distinções”. A atividade é organizada pela Comissão da Verdade do Rio, pela Comissão Nacional da Verdade e pelo Núcleo de Direitos Humanos da PUC-Rio.

SERVIÇO
Lançamento do livro "Poder e Desaparecimento", da escritora argentina Pilar Calveiro
Sexta-feira, dia 01 de novembro de 2013, às 14h
Local: Auditório F-B8 (Ala Frings), na PUC-Rio, Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Testemunho do filho do jornalista argentino Norberto Armando Habegger à Comissão da Verdade do Rio

   Por Assessoria de Imprensa da Comissão Estadual da Verdade RJ

   A Comissão da Verdade do Rio ouve nesta quarta-feira (30/10), às 10h, na sede da comissão, Andrés Habegger, filho do jornalista argentino, Norberto Armando Habegger, desaparecido no Rio de Janeiro, em julho/agosto de 1978. Andrés esteve exilado no México com sua mãe, de julho de 1977 até 1984. Ambos são testemunhas do Julgamento sobre o Plano Condor que na Argentina se iniciou em março deste ano. 

Andrés é diretor de cinema e professor do Centro de Investigación Cinematográfica (CIC), em Buenos Aires. Ele está fazendo um documentário, em processo de pesquisa e elaboração, sobre o desaparecimento do seu pai.

Na ocasião, a Comissão da Verdade do Rio entregará ao governo argentino um documento produzido pelo Centro de Informações da Aeronáutica (CISA), e disseminado para todo o sistema de repressão, datado de agosto de 1977. O informe, sobre a repressão aos Montoneros, alerta para a chegada de corpos, mortos pela repressão argentina, à Bacia do Rio Uruguai que, após problemas diplomáticos, passaram a ser queimados em fornos públicos.

SERVIÇO
Testemunho de Andrés Habegger à Comissão da Verdade do Rio
Quarta-feira, dia 30 de outubro de 2013, às 10h
Local: Auditório da Caarj, Av. Marechal Câmara, 210, 6º andar, Centro

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Obamacare: a reforma na Saúde Pública que paralisou os EUA

por Jorge Henrique, de Brasília

Obama fazendo um anúncio na Casa Branca nesta segunda
acompanhado pelos beneficiários do 'affordable care act'
O apagão pelo que passou o serviço público dos EUA nas últimas duas semanas, devido ao impasse em votar o orçamento federal, foi o auge de três anos de polarização política crescente, entre o governo e a oposição, liderada pela ala mais conservadora dos republicanos, o chamado Tea Party, em combate contra o presidente Barack Obama, e suas promessas e lei de reforma do sistema de saúde, apelidada de 'Obamacare'.

Os EUA hoje são o único país industrializado sem ter um sistema nacional de saúde pública. Uma das principais bandeiras políticas de Obama durante as últimas eleições presidenciais, a Lei de Proteção ao Paciente e Serviços de Saúde Acessíveis (“The Patient Protection and Affordable Care Act”, em inglês), sofre, desde sua criação, com oposição dos republicanos, especialmente, a acusação de 'socialismo' e de aumentar os gastos públicos.

O sistema, que está previsto para começar em 2014, tem como objetivo permitir que mais de 30 milhões de americanos, que não possuem nenhuma cobertura de saúde, tenham acesso à assistência médica.  A reforma do governo prevê que todos os cidadãos estadunidenses serão obrigados a ter um seguro de saúde, e quem não tiver, terá de pagar uma taxa (imposto) ao governo. Somente as pessoas com renda familiar mensal abaixo de R$ 2.390,00 terão uma ajuda parcial do governo para os custos.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

EUA estão a uma semana sem vários dos serviços públicos

por Almir Cezar, de Brasília
especial para a ANOTA

Atrações turísticas fechadas pela falta de orçamento federal.
Completa-se uma semana paralisação da máquina pública federal estadunidense. Um impasse no Congresso dos Estados Unidos, cuja Câmara  dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil) é controlada pelos republicanos, oposição ao presidente Barack Obama (democratas), que insiste em travar o projeto de lei que trata do orçamento para o ano fiscal 2014 - iniciado em 1º de outubro.

Sem fundos votados, a maior potência do mundo está a dias sem uma grande parte dos serviços públicos, o que pode levar até mesmo a uma retração em seu PIB. Essa paralisação representa novos riscos para a frágil economia mundial.

A falta de acordo deve-se a pretensão pelos republicanos de adiar a entrada em vigor da reforma da saúde pública, apelidada de Obamacare. O encerramento da administração pública federal ('federal government shutdown') obrigou o governo a mandar para casa, sem salários, mais de 800 mil pessoas, entre 2,1 milhões de funcionários federais, durante o período em que ocorrer a escassez de fundos e que poderá custar mais de US$ 1 bilhão aos cofres públicos, segundo a Casa Branca.

A emissão de dados econômicos está interrompida, os parques nacionais estão fechados, embora sejam mantidos serviços básicos como correio, controle de tráfego aéreo, emissão de cheques de pensões e a atividade de agentes policiais e de segurança. Há 17 anos o problema semelhante não ocorria.

sábado, 20 de julho de 2013

Cidade berço do automóvel pede concordata nos EUA

INTERNACIONAL
Por Almir Cezar, de Brasília

Berço da indústria automobilística dos Estados Unidos, a cidade de Detroit tornou-se quinta-feira (18) a maior cidade estadunidense a se declarar insolvente e pedir concordata ao tribunal de falências federal. No mês passado, a cidade havia anunciado que entraria em moratória em uma parte dos US$ 18,5 bilhões que deve. As agências internacionais apontam perda de população, corrupção, gestão danosa e perdas de receitas fiscais como principais motivos para a situação de elevado endividamento a que chegou a cidade.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Fogo na Cabana do Pai Tomás: Justiça norte-americana inocenta assassino de jovem negro e milhares saem às ruas em protesto.

Bairro Leimert Parque, Los Angeles, Califórnia - polícia prende
dezenas de  pessoas, após protesto pacífico
(Foto: Reuters / Jason Redmond - 15/07/2013)
Por Juzerley Santos, de Niterói

   Um tenso drama norte-americano, que vinha crescendo ao longo dos últimos 16 meses, pode ter iniciado seu clímax nesta madrugada da segunda-feira, 15 de julho de 2013, quando terminou a leitura do veredicto de "inocente" para George Zimmerman, branco, 29 anos.

   A decisão proferida por júri na Flórida inocentou George Zimmerman por matar a tiros o adolescente negro Trayvon Martin na noite de 26 de fevereiro de 2012 em um condomínio fechado em Sanford, na Flórida.

   Nem o fato estar desarmado e nem a falta de provas de que o menino estivesse cometendo qualquer delito pesou contra o assassino que usou lei estadual alegando legítima defesa.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Casa Branca adverte que Snowden só deve viajar para EUA

Por Agência Lusa

Washington - A Casa Branca advertiu hoje (8) que Edward Snowden não deve ser autorizado a viajar para outro país que não seja os Estados Unidos, em resposta a ofertas de asilo feitas pela Nicarágua, Venezuela e Bolívia.

Os Estados Unidos estão em contato, por meio de canais diplomáticos apropriados, com todos os países que podem ser "passagem ou destino final" de Snowden, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, na sua conferência de imprensa diária.

O porta-voz insistiu que o caso contra Snowden por espionagem "é sólido" e por isso o ex-consultor dos serviços secretos norte-americanos "deve regressar aos Estados Unidos".

Snowden revelou aos jornais The Guardian e The Washington Post um programa de vigilância global norte-americano a comunicações telefônicas e na internet e de espionagem a instituições e embaixadas europeias.

O norte-americano está desde 23 de junho na zona de trânsito do Aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, à espera de uma solução diplomática que evite a sua extradição para os Estados Unidos.