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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Protesto de servidores termina com forte repressão no Rio

Trabalhadores protestaram contra a privatização da Cedae e do aumento da contribuição previdenciária, entre outros temas


Por Rodrigo Noel



O fim do recesso parlamentar já apontava o retorno do pacote de austeridade do governo estadual a ALERJ, também conhecido como "Pacote de Maldades de Pezão e Dornelles". Dentre as diversas medidas que atacam direitos da população ao acesso a serviços públicos de qualidade, o pacote prevê o aumento da contribuição previdenciária dos servidores estaduais para 14%, um confisco adicional de 8% nos salários por 3 anos, a privatização da companhia estadual de água e esgoto (CEDAE), congelamento de salários, entre outras medidas como a extinção de algumas secretarias estaduais.



A manifestação dos servidores iniciou as 12h de ontem (1º) e contou com a presença de diversas categorias, desde a segurança pública até a educação, passando pelos serventuários e profissionais da saúde, além, é claro, dos trabalhadores da CEDAE.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Trabalhadores do Comperj acampam no Rio por salários

por Rodrigo Barrenechea, do Rio de Janeiro

Fotos: RB
Cerca de 100 trabalhadores da Alumini (ex-Alusa) estão em frente da Petrobrás desde a manhã desta quinta (29), pedindo que a empresa resolva a crise da empreiteira. Esta deve tanto a demitidos quanto a trabalhadores ainda empregados, porém estes não recebem seus salários desde novembro. A dívida chega à cerca de R$ 14 milhões, entre passivos trabalhistas, salários, 13º, férias vencidas e benefícios indiretos. 


A construtora, que alegava não ter recursos, impetrou pedido de recuperação judicial, aceito pela justiça. O bloqueio dos bens da Alumini foi devido a uma ação impetrada pelos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Vindos de Itaboraí, onde fica o canteiro de obras do Comperj, os operários foram chegando perto das 7 da manhã no Edifício Sede da Petrobrás, no centro do Rio. Eles levaram seus uniformes, deixados no chão propositalmente para serem pisados, assim como um caixão com um boneco também uniformizado, simbolizando a morte da empresa. A manifestação contou com o apoio do Sindipetro-Rio e de diversos outros movimentos sociais que por lá passaram. A intenção dos trabalhadores é permanecer acampado até que a Petrobrás resolva o problema deles.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Empreiteira do Comperj deixa trabalhadores na mão depois de ser citada na Operação Lava-Jato

por Rodrigo Barrenechea, direto de Niterói

Fotos: RB
A crise chegou com força ao Comperj. Assim como outras obras da Petrobrás, o Comperj - Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - tem sofrido com os escândalos de corrupção que envolveram as empreiteiras e a estatal petrolífera. Agora, uma das construtoras, a ALUSA/ALUMINI, depois de constar nas investigações da Polícia Federal durante a Operação Lava-Jato, deixou os trabalhadores sem salário ou sem emprego.

Desde setembro do ano passado, já são 469 demitidos; os que perderam o emprego a partir de outubro fizeram um acordo para receber a recisão mas a empresa não cumpriu com o acertado. Eles não receberam nem a 3ª e última parcela do acordo nem os 40% do FGTS a que tem direito. Ainda mais: as cotas do fundo do restante dos trabalhadores não são depositadas há pelo menos 3 meses. Já os que não foram demitidos enfrentam uma difícil situação: não recebem salários e também não conseguem baixa em suas carteiras de trabalho. 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Entrevista coletiva e problemas marcam inaguração do Centro Aberto de Mídia da Copa do Mundo

por Rodrigo Barrenechea, editor, do Rio de Janeiro

Faixa de pedestres em Copacabana tem pinturas contrárias à Copa
Fotos: RB
  Nesta terça, 09/06, o governo federal inaugurou o CAM - Centro Aberto de Mídia, localizado no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro. O objetivo da instalação é fornecer estrutura para os jornalistas e veículos de imprensa fazerem a cobertura da Copa, ajudando no envio de matérias, fotos, vídeos etc., especialmente para aqueles que não montaram seus próprios centros de imprensa. No entanto, vários problemas marcaram seu primeiro dia de funcionamento. 

Localizado numa área militar, tem uma bela aparência, com mesas para os profissionais montarem seus laptops, com conexão de internet tanto por cabo quanto sem-fio, assessoria de imprensa, releases com as pautas, entre outras facilidades. Porém, os problemas começaram com o credenciamento dos jornalistas, cuja maioria fez cadastro prévio pelo site do CAM. Ao chegar lá, o sistema estava fora do ar, impedindo a emissão dos crachás. Além disso, por várias vezes a rede de internet caiu, o que impedia também o envio das matérias e travava a comunicação pelos celulares por meio de wifi. Contudo, a equipe disse que não seria necessário estar credenciado para participar da coletiva que foi convocada para inaugurar o CAM, que homenageia João Saldanha - festejado como jornalista e especialista em futebol, mas cujo passado como militante do PCB foi obviamente ignorado.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Licitação obscura até para cuidar das árvores

Árvores da cidade, que seriam cuidadas em
programa da prefeitura de Niterói, são alvos
de licitação suspeita.
por Almir Cezar, de Brasília

A capacidade dos entes públicos de lançar programas e licitações suspeitas atingiu um novo patamar e alvo: as árvores. A grande mídia denunciou, embora timidamente, que o Arboribus, novo projeto da Prefeitura de Niterói (RJ), idealizado pelas secretarias de Conservação e Serviços Públicos e de Meio Ambiente e Recursos Hídricos já vem levantando suspeitas.

Anunciado como uma iniciativa para mapear e cuidar das árvores da cidade e com um custo de R$ 4 milhões (gasto 4x maior do que o orçamento aprovado para a pasta de Meio Ambiente em 2013), o programa apresentou um processo licitatório obscuro.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A transferência de recursos da Secretaria de Educação do Rio para a Fundação Roberto Marinho

Por Luis Nassif, via Jornal GGN

   O grupo empresarial da família Marinho tem, desde o início do movimento grevista dos profissionais de educação do Município do Rio de Janeiro, demonstrado especiais padrões de um jornalismo indecente. Os compromissos estreitos entre as Organizações Globo e os interesses corporativos de grandes empresas nacionais e internacionais, com o sistema financeiro e com o atraso político, econômico e social do País são notórios e flagrantes há décadas. A partir dos anos 1980, sobretudo após a tentativa de fraude das eleições para o governo do estado do Rio de Janeiro, que visava retirar de Leonel Brizola a vitória eleitoral - tentativa esta que contou com o apoio ostensivo da família Marinho - o grito de guerra "A gente não é bobo, abaixo a Rede Globo!" ecoa folgadamente nas ruas cariocas e brasileiras, não sem razão.