quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dilma vai a Davos e 'vende' o país

por Almir Cezar, da sucursal Brasília

No último sábado foi ao ar uma reportagem especial do Programa Censura Livre, sobre a visita da presidenta Dilma Roussef e de seus principais auxiliares econômicos ao  Fórum Econômico Mundial, em Davos na Suíça, em sua primeira ida a esse mais importante encontro anual de empresários, políticos e especialistas econômicos capitalistas do planeta, procurou rebater críticas à economia brasileira e a dos demais BRICS e ‘vender’ o país.

Você  pode ouvir e participar do programa através dos sites www.radioaliancafm.com.br ou www.radioaliancafm.org, pelo e-mail programacensuralivre1@gmail.com ou ainda pelos telefones (21) 2724-2263 e 2604-1553. Também pode ouvir a Rádio Aliança no seu celular, baixando o aplicativo Tune In.

O Programa Censura Livre, com reportagens, debates e o conteúdo editorial da Agência de Notícias Alternativas - ANOTA, vai ao ar no sábado das 18 às 20h (reapresentação às terça-feira, das 17 às 19h), na Rádio Aliança 98,7 FM, de São Gonçalo/RJ.

Reportagem especial: "Dilma vai a Davos e 'vende' o país"

Olá ouvintes,

A presidenta Dilma Roussef visitou esta semana o Fórum Econômico Mundial, em Davos na Suíça, em sua primeira ida a esse mais importante encontro anual de empresários, políticos e especialistas econômicos capitalistas do planeta, procurou rebater críticas à economia brasileira e a dos demais BRICS e ‘vender’ o país.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Postos de combustíveis: Em Minas Gerais patrões mantêm-se irredutíveis. Trabalhadores ameaçam greve no setor

Por Adriano Espíndola Cavalheiro, de Uberaba (MG)
Especial para a ANOTA

Trabalhadores de postos de combustíveis de Minas
Gerais ameaçam com greve no setor (Foto: EBC)
Realizado na Superintendência Regional do Trabalho de Belo Horizonte, o sétimo encontro entre os Sindicados dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis de Minas Gerais com o sindicato dos patrões do setor, conhecido por Minaspetro. Da reunião participou ainda a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Fenespospetro), representada por seu presidente Francisco Soares de Sousa e seu diretor regional Hozano Félix.

Apesar deste ter sido o sétimo encontro dos representantes frentistas mineiros com os patrões - o primeiro com a intermediação do Ministério do Trabalho pelo fato das negociações diretas não terem dado resultados pela intransigência patronal, a bancada patronal, liderada pelo empresário do setor, Maurício Vieira - manteve a resistência observada nos encontros anteriores.

Os frentistas querem reajuste de 12% sobre os salários e PLR, aumento no valor da  Cesta básica, de R$60,00 para R$100,00, além do acolhimento de reivindicações de cunho social constante da pauta e elaborada conforme os precedentes do TRT/MG, ou seja, conforme a maioria das decisões judiciais tomadas pela Justiça do Trabalho de Minas, quando este órgão julgam negociações coletivas que restaram frustradas, os chamados dissídios coletivos.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Servidores públicos federais lançam sua campanha salarial hoje

por Almir Cezar, de Brasília

Cartaz da campanha salarial dos servidores federais
Os servidores públicos federais (SPFs), reunidos no Fórum Nacional de Entidades dos SPFs, começam a aquecer os motores para 2014, com um intenso calendário de mobilizações de sua campanha salarial já desde janeiro, lutando por seus direitos e por melhores serviços públicos para a população. Hoje (22/01) as entidades realizarão atos públicos nos estados para marcar o lançamento da campanha salarial.  Estão previstos atos nos estados, marcha em Brasília e a possibilidade de uma greve unificada dos SPFs. Em seguida, no dia 05 de fevereiro, ocorre a marcha nacional em Brasília.

O Fórum dos SPFs conta com a participação de 31 entidades, entre elas CSP-Conlutas, CTB, CUT, Condsef (Confederação dos SPFs), Fenasps (Federação Nacional dos Servidores da Saúde, Previdência e Seguridade), Fenajufe (Federação Nacional dos Servidores do Judiciário Federal e Ministério Público da União), entre outras.

No dia 5, acontece o lançamento nacional da Campanha, com ato em frente ao Ministério do Planejamento, a partir das 9 horas. No dia 6, as entidades promovem junto com a Auditoria Cidadã da Dívida um debate sobre a dívida pública, um dos principais agravantes da falta de investimentos no setor público no Brasil. O Fórum dos SPF volta a se reunir no dia 7 de fevereiro.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Na contramão: Alta nos juros ameaça o equilíbrio dos preços

por Almir Cezar, de Brasília

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC), ao elevar a taxa básica de juros (Selic) para 10,5% ao ano, na quarta-feira (15/01), acrescentou mais 0,5 ponto percentual à trajetória iniciada em abril de 2012, quando a Selic estava em 7,25% ao ano. Contudo, a alta da Selic, usada para baixar inflação, causada principalmente pelos preços dos alimentos, desestimula a produção e ameaça justamente o equilíbrio de preços.

Com alta dos juros o crescimento não se sustenta

Não por acaso, na sexta-feira (17/01), o Banco Central divulgou o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil), indicador que antecipa o PIB (Produto Interno Bruto), apurado oficialmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A economia brasileira não sustentou a tendência de aceleração registrada em outubro do ano passado após o fraco desempenho do terceiro trimestre.

A atividade caiu 0,31% em novembro na comparação com o mês anterior. O número é pior do que a expectativa dos analistas. Demonstrando a instabilidade no crescimento da economia no ano passado. O resultado de novembro representou o oitavo mês seguido de em que o índice alternou altas e baixas. Em outubro, havia subido 0,7%.

Severas críticas  e desequilíbrios nos preços provocado pelos juros

A iniciativa taxada pela grande imprensa de inevitável, ao contrário, é criticada por economistas não-ligados ao mercado financeiro - grande beneficiário com a medida - porém pouco ouvidos. Segundo eles não haveria necessidade dessa política.  Embora juros altos reduzem o consumo, também inibe os investimentos, necessários para a recomposição do parque industrial e geração de mais empregos, e que aumentam a produção, logo a oferta de bens e serviços que combateria justamente a alta de preços.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Rio de Janeiro realiza primeiro ato contra o aumento das passagens em 2014

texto e fotos por Rodrigo Barrenechea, editor

Fim de tarde no centro do Rio, ainda fazia bastante calor, mas nuvens carregadas tomavam o céu de assalto. Aos poucos, os manifestantes iam chegando na Candelária, suas bandeiras vermelhas, pretas, suas faixas e cartazes. Os discursos que antecederam o ato se sucediam mas a tônica era a mesma: ninguém aceitará um novo aumento da passagem sem resistência. Lembre-se que, se no município do Rio a tarifa ainda não aumentou, em São Gonçalo ou nos intermunicipais o preço já sofreu reajuste...


 Cerca de mil manifestantes se reuniram e começaram a marcha, seguindo pela Avenida Rio Branco. No céu, já escuro pelas nuvens, relâmpagos e trovões se faziam sentir, e a cada estrondo a massa respondia aos gritos. Era a animação dos manifestantes combinada com o esgotamento causado pelo calor, e que se sentia na felicidade das pessoas quando a chuva caiu. E que chuva!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Se não fosse o racismo, não existiria o “rolezinho”

por Ademar Lourenço, de Brasília

O primeiro “rolezinho” da história foi no dia 1º de fevereiro de 1961, na cidade norte-americana de Greensboro, no estado da Carolina do Norte. Não, ninguém estava tocando funk. Na verdade, o que incomodou foi o silêncio. Quatro jovens negros se sentaram em uma lanchonete e esperaram ser servidos. Era uma lanchonete onde só brancos poderiam frequentar. Sem resposta, continuaram sentados, se negando a inclusive a respoder às provocações das pessoas. Causaram um alvoroço na cidade inteira e depois no país.

“São pessoas como vocês que nos causam problemas. Vão lá para baixo, se querem comer” advertiu uma garçonete. Parece que em mais de 50 anos as reclamações são parecidas. O “rolezinho” que começou uma grande mobilização pela igualdade racial no mundo inteiro ainda não conseguiu alcançar seus objetivos. Mas pelo menos as leis de segregação nos Estados Unidos foram banidas.

Jovens ouvindo música e flertando incomoda?  Também não incomoda os playboys em seus carros no meio trânsito, nas seis da manhã de uma puta segunda-feira com o som tocando alto no centro da cidade?  Porque ninguém reclama? Porque não chama a polícia para reprimir carnaval de rua que cobra abadá a R$ 400,00? A discussão não é sobre sossego público ou lugar para se divertir. É sobre RACISMO.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O aumento do IPI e a estagnação

por Almir Cezar, de Brasília

No fim do ano o Ministério da Fazenda suspendeu a redução da alíquota do IPI (imposto sobre produtos industrializados) sobre uma série de bens a partir de 1º de janeiro de 2014 – revertendo parcialmente a alíquota que vigorava antes do governo determinar a redução do IPI para incentivar o consumo e evitar demissões no país, no início de 2012. A medida tinha sido uma das ações adotadas por Dilma Rousseff para combater os efeitos da crise mundial, aquecer a economia interna e evitar demissões. Contudo, não foi isso que aconteceu.

Para os carros populares (1.0), a alíquota de IPI, que hoje está em 2%, passa a ser de 3%. A alíquota de 3%, no caso dos carros populares, vai valer até 30 de junho de 2014, quando o governo então vai avaliar se haverá novo aumento, para 7% .

A queda na atividade econômica, especialmente na produção industrial, e as desonerações para a linha branca (geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos) e nos automóveis foram os principais fatores que provocaram a queda na arrecadação em 2012 e 2013, com prejuízos nas contas públicas, embora com baixo resultado na reversão da dinâmica da atividade industrial. As desonerações fiscais tinham sido utilizadas em 2009/2010 pelo então governo Lula, em reação à primeira onda da crise econômica mundial, com relativo sucesso - o mesmo não sendo verificado agora. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Coreanos suspendem greve geral, mas a luta contra privatização continua

Milhares de coreanos ocupam centro de Seul contra a privatização (29/12)
por Juzerley Santos, da Redação

Após 21 dias de uma greve que mobilizou o país a Federação Nacional dos Ferroviários (KRWU), decidiu suspender a paralisação no último dia 30/12. A decisão foi tomada junto com a Federação Coreana dos Serviços Públicos e dos Trabalhadores de Transportes (KPTU, sigla em inglês) e da Confederação dos Sindicatos (KCTU, sigla em inglês) que vêm apoiando a luta dos ferroviários.

A decisão pela suspensão da greve se deu após os ferroviários conseguirem uma importante vitória ao fechar um acordo com membros da Assembleia da Oposição Nacional, que prevê a criação de um Subcomitê sobre o Desenvolvimento da Indústria Ferroviária.

A greve, iniciada no dia 9/12, era contra privatização do setor ferroviário do país e foi duramente reprimida pelo governo de Park Geun-hy. Mais de 8 mil ferroviários foram demitidos, quase 200 sindicalistas presos e a sede da Federação foi atacada por tropas policiais. Nos dias 28 e 29/12 mais de centenas de milhares de coreanos ocuparam ruas e praças, principalmente na capital Seul, em solidariedade aos ferroviários.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Greves e povo nas ruas: A Primavera Sul-Coreana já começou?

por Juzerley Santos, da Redação
Greve geral e povo nas ruas na Coréia  mostram que 2013 ainda não acabou
Líder mundial da indústria de construção naval e sede da poderosa Hyundai, considerada a 13ª maior economia e um dos países mais desenvolvidos do mundo pelas Nações Unidas, pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a Coréia do Sul parece que resolveu ter sua própria “primavera”ao apagar das luzes de 2013.

No último dia 27/12 o governou sul-coreano de Park Geun-Hye ordenou, sem mandado, o uso de  4 mil policiais na ocupação da sede da Confederação dos Sindicatos da Coreia (KCTU), a demissão de mais de 8000 grevistas do Sindicato dos Ferroviários Coreanos (KRWU) e a prisão dos principais líderes sindicais. 

Nesta sábado, 28/12, uma greve geral de grandes proporções e inúmeros protestos espalharam-se pelo país em apoio à greve dos ferroviários iniciada há quase um mês contra o processo de privatização da ferrovia. A política privatista, a grande repressão aos sindicalistas e opositores do governo, as denúncias de corrupção e suspeitas de fraudes nas últimas eleições presidenciais levaram centenas de milhares de trabalhadores e jovens a tomarem as ruas da capital Seul e de outras cidades sul-coreanas.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Um pouco mais sobre direito dos trabalhadores na relação de emprego

por Adriano Espíndola,
especial para ANOTA

Adriano Espíndola
Nos últimos meses, atendendo um chamado da ANOTA - Agência de Notícias Alternativas, uma iniciativa que visa divulgar acontecimentos e informações que normalmente são omitidas pela mídia comercial – estou escrevendo neste espaço acerca dos direitos de trabalhadores ou sobre fatos de interesse de nossa classe.

É na Consolidação das Leis Trabalhistas, popularmente conhecida como CLT, que se encontra regulamentada boa parte dos direitos trabalhistas no Brasil. Entretanto, não são poucos aqueles que ou não têm exatamente noção destes direitos, ou tem uma noção superficial, às vezes equivocadas, deles.  

Assim, escrevo este texto, o último antes de um pequeno recesso de férias, com o objetivo de esclarecer alguma destas dúvidas.

Vamos então aos esclarecimentos: 
Jornada de Trabalho, intervalo intrajornada e horas-extras
É o período de tempo no qual o trabalhador deve prestar serviços para seu patrão. Segundo a Constituição Brasileira, este período pode ser de, no máximo, 8 horas diárias ou 44 horas semanais. Já o artigo 71 da CLT estabelece que todo trabalhador deve ter intervalo para alimentação e descanso com duração mínima de uma hora sem interrupção e máxima de duas horas. Quando o trabalhador labora (trabalha) além destes limites, ou sem intervalo para refeição, com o mínimo uma hora de duração, tem direito de receber horas-extras, acrescidas de adicional de, no mínimo, 50% do valor da hora normal.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Como fugir de uma ceia de Natal mais cara em 2013

ECONOMIA
por Almir Cezar, de Brasília

Os ingredientes da ceia de Natal andam tão caros.
Melhor pedir de presente pro Papai Noel...
A ceia do Natal do brasileiro vai ficar mais cara em 2013, em média vai ficar mais 8,10% do que no ano passado. E ainda, o preço da ceia de Natal varia até 132%  (no interior ainda chega a ser maior, 182%), fenômeno que se reflete por todo o país. Então as famílias precisam levar em consideração a grande variação e o forte aumento nos preços dos itens na hora de escolherem qual será o prato principal da ceia de Natal.

Os levantamentos consideraram itens que devem fazer parte das compras de Natal: arroz branco, batata inglesa, cebola, couve mineira, frutas, farinha de trigo, frango inteiro, ovo, frango especial, lombinho suíno, pernil suíno, bacalhau, azeite de oliva, óleo de soja, maionese, azeitona em conserva, azeitona em conserva a granel e vinho.

Variação nos preços da ceia de Natal chega até a 182%

A Fundação Procon-SP encontrou uma diferença de até 132% nos preços dos itens da ceia de Natal na capital paulista. No interior, a variação foi ainda maior, e chegou a 182%. A pesquisa foi realizada em 10 supermercados da capital e 78 em 14 cidades do interior nos dias 27, 28 e 29 de novembro.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O Lobão não passa de um “cumpadre” Washington que não soube envelhecer

por Ademar Lourenço, de Brasília

Nunca gostei do grupo “É o Tchan”. Eu tinha asco do tal “cumpadre” Washington, líder da banda. Hoje eu reconheço que o cara pelo menos tem senso de humor e soube envelhecer (não falo aqui de idade). Ninguém leva o tal “cumpadre” a sério. Ele é visto como uma subcelebridade que canta músicas que as pessoas hoje têm vergonha de dizer que já gostaram. Mas o cantor leva tudo com espírito esportivo e aceita a brincadeira. Ao assumir esse papel, o ele pelo menos se livrou do ridículo de querer ser outra coisa.

O cantor Lobão agiu diferente. Ele não aceita que sua música não encanta mais ninguém, a não ser meia dúzia de fãs. Se dependesse da carreira de roqueiro, ele não iria manter o padrão de vida. Isto é um problema para o senhor João Luiz Woerdenbag Filho, principalmente agora que o plano de saúde deve ter encarecido por conta da idade avançada.

Ao invés de assumir que é uma bizarrice do passado que as pessoas gostam de se lembrar para rir, como o “cumpadre”, Lobão partiu para a ofensiva. Agora é colunista da revista “Veja” e recentemente foi contratado pela Record. Motivo: posar de esquerdista arrependido para veículos de comunicação conservadores. Em seu primeiro artigo na Veja ele tentou desmoralizar os cantores de rap, os movimentos sociais e os ex-guerrilheiros que lutaram na resistência à ditadura militar. Em resumo, defendeu ideias totalmente contrárias ao que ele defendia na época da fama.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Apresentação de resultados de pesquisa realizada pela PUC-RJ sobre violações de direitos logo após o golpe de 64

por Assessoria Comissão da Verdade Rio

   Nesta quarta-feira (18/12), no auditório da CAARJ, no centro do Rio, serão apresentados ao público e a membros e assessores da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão Estadual da Verdade do Rio os primeiros resultados da pesquisa que está sendo realizada por alunos de mestrado em História e Direito da PUC-Rio, coordenados pelo professor Marcelo Jasmin, que sistematizou dados do acervo da Comissão de Reparações do Estado do Rio de Janeiro.

   A pesquisa resulta de uma solicitação da CNV, mais especificamente do grupo de trabalho Contextualização, fundamentos e razões do Golpe Civil-Militar de 1964, coordenado por Rosa Cardoso. A pesquisa conta com financiamento da FUNDEP (via UFMG) e teve por hipótese/questão a utilização de torturas e prisões em massa no período inicial do regime militar.

   O acervo da Comissão de Reparações tem 1114 processos. O grupo de pesquisadores da PUC teve acesso a 1000 deles e já podem afirmar que 1/3 dos casos denunciam graves violações de direitos humanos ocorridas logo após o golpe militar.

   Os resultados parciais de pesquisa coincide com levantamentos e depoimentos colhidos pelo GT Golpe de 64 e do GT Ditadura e repressão aos trabalhadores e ao movimento sindical, que apontam a ocorrência de prisões em massa logo após o golpe, em navios-prisões, como o Raul Soares, atracado em Santos, e outros campos de concentração improvisados, como o Estádio Caio Martins, em Niterói.

SERVIÇO
Apresentação de resultados de pesquisa realizada pela PUC-RJ sobre violações de direitos logo após o golpe de 64
Quarta-feira, dia 18 de dezembro de 2013, às 17h30
Local: Auditório da Caarj, Av. Marechal Câmara, 210, Centro
Transmissão ao vivo: www.twitcasting.tv/CNV_Brasil

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Saúde do Viajante: Já pensou visitar um médico antes de viajar?

por Ana Beatriz Serpa, de Brasília
Especial para ANOTA 

Você já ouviu falar em médico do viajante? Já imaginou visitar um médico antes de viajar? Estou me preparando para uma viagem especial (suspense!) e antes de embarcar eu teria que tomar algumas vacinas recomendadas pelo meu destino.

Ao procurar o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), um dos principais hospitais públicos de Brasília, minha surpresa foi a de que eu teria que marcar uma consulta antes de tomá-las. Eu não sabia, e talvez você não saiba, mas o HRAN tem um Ambulatório do Viajante, no Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização. 

Se ao viajar de carro é importante fazer uma revisão no veículo para evitar problemas durante o trajeto, porque não ter o mesmo cuidado com nosso corpo? Ainda mais porque na maioria das vezes não temos um fácil acesso a um médico durante as férias.

A Consulta

Durante a consulta você deve levar seu cartão de vacinação, relatar seu roteiro contando os lugares por onde passará, os meios de transporte, as atividades que vai realizar. Assim, ele dará orientações sobre alimentação, ingestão de água, picadas de insetos e vacinas que deve tomar.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Direito de folga dentro do ciclo de sete dias e o dano moral existencial

Por Adriano Espíndola, de Uberaba
Especial para ANOTA

Garlfied, personagem de HQ que odeia as segundas-feiras,
é um símbolo do ócio. A folga semanal é direito trabalhista
obrigatório a ser concedido pelo patrão (Foto: internet)
A legislação trabalhista pátria garante folgas semanais a todos trabalhadores brasileiros, por meio do art. 7º, inciso XIII, da Constituição Federal (que limita o trabalho semanal em 44 horas) e do art. 1º Lei nº 605/49 (que assegura o descanso semanal num dia de cada semana, preferencialmente aos domingos). Este é um direito é de conhecimento comum de todos os trabalhadores.

Entretanto, na realidade do mundo do trabalho, não é difícil encontrar empresas nas quais não se aplica este simples, pois, ou não concedem folgas, ou as concedem após um longo período de trabalho, para seus empregados. A questão é que, pelo o que decorre dos textos legais acima transcritos e do artigo 307 da CLT, a folga deve ser concedida ao trabalhador dentro do ciclo de sete dias que forma uma semana.

Assim, jornadas de trabalho nas quais a folga é estabelecida depois do sexto dia trabalhado, como, por exemplo, jornada de 7x1 (sete dias de trabalho para folgar no oitavo dia), 8x1 (oito dias de trabalho para folgar no nono dia), 10x1 (dez dias de trabalho para folgar no décimo primeiro dia), etc., são ilegais, uma vez que, com elas não, se atinge os objetivos para os quais foi criado o descanso semanal remunerado, quais sejam, amenizar a fadiga causada pelo trabalho, proporcionando o convívio familiar e social para o trabalhador e até mesmo propiciar um melhor rendimento no trabalho.

O patrão que não concede a folga ao trabalhador dentro de ciclo de sete dias que dura uma semana, além de sujeitar-se à multa administrativa a ser aplicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, deve pagar, em dobro, as folgas concedidas indevidamente.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Lançamento da campanha pela transformação do prédio do Dops em Espaço de Memória da Resistência

   Por Assessoria de Imprensa da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro

O coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça lança, nesta sexta-feira (13/12), às 10h, a campanha pela transformação do prédio do Dops (Departamento de Ordem Pública e Social) em Espaço de Memória da Resistência.


Na ocasião, ex-presos políticos vão entregar representações ao procurador Antonio Cabral, que é coordenador do Grupo de Trabalho Justiça de Transição do Ministério Público Federal, para que o órgão inicie investigações que possam deflagrar processo judicial contra os perpetradores.

A Comissão da Verdade do Rio apoia essa iniciativa que se soma a outras já realizadas pela CEV-Rio como a coordenação de um Grupo de Trabalho sobre o Dops, com representantes de entidades da sociedade civil, como o próprio Coletivo RJ, o ISER, entidades acadêmicas, como UFRJ e IFCS, além de órgãos do governo, como a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. Esse grupo se reúne a cada quinze dias para, entre outras coisas, elaborar um projeto museológico para o espaço.
 
SERVIÇO:
Lançamento da campanha pela transformação do prédio do Dops em Espaço de Memória da Resistência
Data: 13 de dezembro de 2013, às 10h
Local: Centro Cultural de Justiça Federal, Av. Rio Branco,  241, Cinelândia, Centro - Rio.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Movimento Negro na época de Chumbo da Ditadura Militar

por Max Laureano, da Redação

Participantes da marcha do Movimento Negro Unificado
 em São Paulo, novembro de 1979
Escrever sobre o tema movimento negro na época da Ditadura militar é algo espinhoso. De cara esbarra-se com a seguinte afirmação “o movimento popular como um todo foi esmagado, no período da Ditadura. Ponto final”. Estou pensando aqui nas pessoas que conheço como referência hoje, como ativista negro. Artistas, intelectuais, militantes. Parece que a questão da luta democrática, contra o regime da ditadura civil militar era tarefa primeira (quando e onde se podia atuar) e que um grande manto invisibilizador, digamos assim, fora posto sobre as lutas ditas "identitárias", como a questão da mulher, do negro.

Mas será que sob a crosta paralisante da violência de Estado declarado não havia formas diferentes de luta? De mobilizar contra o Racismo?

Para o jornalista e escritor Thaelman Carlos M. de Almeida a questão do movimento negro, praticamente, permeia quase toda nossa história. Sob o AI-5, a questão raça não entrou diretamente. Havia negros dos dois lados da luta. À direita, alguns famosos e muito combatidos como o Pelé, o caso do Wilson Simonal, maestro Erlon Chaves, muito influente nos festivais da Globo, que eliminavam sem qualquer critério, que não fosse o dos interesses da ditadura. E à esquerda também, o próprio Carlos Marighella,o inimigo público da ditadura era negro, sua mãe negra e seu pai italiano.

Mas, a questão ideológica esquerda/direita, proletário/burguês- se sobrepunha a todas outras. Porque a ditadura também tinha base na classe média que ascendeu com o milagre econômico e na elite da classe trabalhadora, que se urbanizou. Vide os sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, a maior e mais importante cidade da América do Sul, sempre foi dirigido por pelegos de direita, a CGT, hoje Força Sindical. Dessas lutas é que surgiram as novas divisões sociais, utilizadas atualmente. Com a urbanidade ganharam força a luta das mulheres, os negros, estudantes, gays, sem-terra, sem teto, enfim uma compartimentação, que se trouxe mais visibilidade para essas lutas, muitas vezes beneficia a classe dirigente de ocasião.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Chuvas, caos no Rio de Janeiro e a população pobre

Por Max Marreiro

As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam no nosso Rio de Janeiro, inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com uma prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis. De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema.

O Rio de Janeiro, da avenida, dos squares, dos freios elétricos, não pode estar à mercê de chuvaradas, mais ou menos violentas, para viver a sua vida integral.

Como está acontecendo atualmente, ele é função da chuva. Uma vergonha! Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais, procrastinando a solução da questão. O Prefeito "X", que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio.

PATRONAL IRREDUTÍVEL: Minas Gerais caminha para paralizações e greves em Postos de Combustível em pleno período de festas.

Por Adriano Espíndola Cavalheiro, de Uberaba (MG)
Especial para ANOTA

Minas Gerais é um dos maiores estado do país, uma de suas principais economias. Tem uma frota de composta por cerca de 314.000 veículos. Nos últimos dez anos, a frota de veículos de BH aumentou 105%.

Entretanto, as condições de trabalho e piso salarial dos trabalhadores em posto de combustível em Minas estão entre os piores do país. Para que se tenha uma ideia, enquanto o salário base dos frentistas mineiros é de apenas R$730,00, acrescido de uma cesta básica de R$60,00, no estado de São Paulo é de R$860,00 acrescido de cesta básica e vale alimentação diários; Rio de Janeiro é de R$950,00 e do Paraná é de R$834,00, para ficar apenas em alguns exemplos.

Mesmo com os sindicatos de trabalhadores apresentando pauta de reivindicações incluindo direitos sociais e, após seis rodadas de negociação, terem apresentado propostas possíveis de acatamento, buscando um piso salarial de R$820,00, cesta básica de R$100,00, tíquete alimentação e, ainda, concessão de auxilio de combustível para trabalhadores que não usam vale transporte, a patronal insiste em manter a situação de miséria em que se encontra a categoria, apresentando como proposta de aumento ínfimos 6% sobre o atual salário e cesta básica, que resultaria em um salário de nem R$775,00 (setecentos e setenta e cinco reais) e uma cesta básica de R$69,00. Na rodada de negociação durante a qual este texto foi escrito não apresentou qualquer proposta acerca das cláusulas que garante direitos sociais para os trabalhadores.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Sobre o turismo nas favelas e o espetáculo da pobreza

por Ana Beatriz Serpa,
especial para a ANOTA 

Hotel de luxo na África do Sul que emula uma favela
(fonte: www.emoya.co.za)
Esses dias eu li uma matéria sobre um hotel de luxo na África do Sul que reproduziu uma favela sul-africana para oferecer uma “experiência” aos hóspedes. Essa notícia me fez lembrar dos passeios por favelas no Rio de Janeiro e refletir sobre o como às vezes o turismo faz da pobreza uma mercadoria.

O Emoya Luxury Hotel & Spa construiu a Shanty Town, onde os quartos são barracos construídos com o mesmo material que o usado nas favelas reais, e outros elementos de ambientação como lareiras em tambores e lamparinas para oferecer a hóspedes extravagantes a experiência de conhecer uma favela, porém com a segurança e o conforto de um hotel de luxo. 

É um fato que nem sempre turismo e desenvolvimento social andam juntos. Alguns dos atrativos naturais mais belos do planeta estão em regiões com condições de vida precárias. Ainda assim, nem só de natureza vive o turismo em algumas regiões da América Latina ou África, por exemplo.